
Nos dois primeiros governos de Lula da Silva (2003-2010), o Brasil não se acabou.
Todos sabem o jeito de Lula governar: uma lorota aqui, outra acolá, constantes escândalos de corrupção, tentativas de tapar o sol com a peneira em muitas situações e coisa e tal.
Todavia, Lula conseguiu conduzir seus governos, embora tropeçando e, principalmente, colocando nos adversários a culpa de seus erros e mazelas do PT.
Neste seu terceiro mandato iniciado em 2023, Lula da Silva enfrenta altos e baixos em sua popularidade, inclusive na Região Nordeste, principal reduto eleitoral do petista.
Com seu lero-lero repetitivo e ultrapassado, Lula ainda consegue convencer fanáticos e admiradores que extirpou a pobreza e matou a fome dos brasileiros mais necessitados.
A fome continua gritante, dilacerante e cruel em todos os cantos do Brasil, inclusive nas grandes cidades.
Em São Bernardo do Campo (ABC paulista), berço político e município de residência de Lula, a fome impera, desastrosamente. Não tenho visto Lula da Silva, por aqui, defendendo esses miseráveis famintos.
Falta-lhe coragem para enfrentar a realidade, porque Lula sabe que a verdade lhe desmente.
Contudo, talvez o melhor para o experiente e demagogo Lula da Silva seja afastar seus radicais ou, pelo menos, dá-lhes menor importância: Randolfe Rodrigues (Amapá), Lindberg Farias (Rio de Janeiro) e sua namorada Geisi Hoffman (Paraná), Rogério Correia (Minas Gerais), Guilherme Boulos (SP), Paulo Pimenta (RS) e mais um punhado de mentecaptos que, vira e mexe, vão para a televisão e redes sociais vomitar asneiras a favor do morubixaba Lula da Silva.
Como se não bastasse o destrambelho e deslumbramento da primeira-dama Janja, esses radicais atrapalham Lula.
Petistas de juízo – ainda tem muitos – dizem isto.
Mas Lula sabe o que faz e isto tem dado certo politicamente para ele.
Entretanto, convenhamos: a realidade política de 2026 nada tem a ver com os primeiros períodos petistas.
Lula da Silva merece pessoas melhores ao seu redor ou, pelo menos, precisa desinfetar os parasitas espertos que, ancorados no governo, vivem às custas dos brasileiros.
Post scriptum
O escândalo do Banco Master chegou à Bahia ou nunca saiu de lá.
Os tentáculos do Master na Bahia se arrastam desde 2018 com a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (EBAL) que geria a Cesta do Povo e se espalharam pelo Credcesta, empréstimos consignados, et cetera.
Protagonistas principais, os petistas Rui Costa e Jaques Wagner conhecem bem a história. E Lula da Silva também. Mas não dizem. Não interessa dizer.
araujo-costa@uol.com.br






