Desde a catequese, a Igreja Católica Apostólica Romana ensina a plantar a semente do amor e apontar o caminho do bem.
Já na infância e adolescência aprendíamos a respeitar os padres.
Mas há os padres desnorteados e até insignificantes para a Igreja, mas estão lá, dentro dela, atrapalhando e, talvez por isto, o êxodo dos católicos em direção a outras religiões venha se acentuado a cada ano.
Esses padres frequentaram seminários, estudaram Teologia e Filosofia e quando o sacerdócio lhe caiu às mãos não sabem o que fazem dele.
Um padre da paróquia de Córrego Novo, diocese mineira da Caratinga, jogou a batina pela janela da incompreensão.
Dito e estrambólico padre, em plena missa, se negou a distribuir a eucaristia às pessoas que concordam com o pensamento de um deputado do PL mineiro. Mais do que isto, mandou esses fiéis saírem da igreja. Em última análise, expulsou-os do templo.
Talvez o padre esteja à procura de fama, mas pelo caminho inverso, de tal modo que forçou o bispo da diocese a tentar explicar o inexplicável destempero do sacerdote através de uma Nota de Esclarecimento.
Se o padre fizer política partidária, ninguém tem nada com isto. Que faça nos momentos apropriados e vote em quem bem entender no silêncio indevassável da urna.
Daí, a fazer politicagem mesquinha usando, para isto, o altar da Igreja e ainda se negar a ministrar o sacramento da eucaristia aos fiéis que não são da mesma laia dele, aí já é demais.
A nota pública do bispo é insuficiente. O padre merece punição maior, talvez a suspensão ou expulsão, dando-lhe oportunidade de fazer o que gosta: política. O lugar dele é nos palanques eleitorais e não no recato da Igreja.
Com a nota, o bispo da diocese passou a mão na cabeça do padre, dizendo ser “um fato isolado” e que o impropério do sacerdote aconteceu em “momento de forte emoção”.
Forte emoção?
Então o padre não tem preparo nenhum para o sacerdócio e, menos ainda, para dirigir uma paróquia!
Jesus Cristo pregou amor e não discórdia.
araujo-costa@uol.com.br






