Nulidades criadas pela esquerda atormentada

“Você já foi à Bahia, nêga?
Não?
Então vá!”

(Dorival Caymmi, cantor e compositor baiano, 1917-2008)

Quando o leitor for à Bahia, se for à Bahia, cuidado. Lá quem manda é o Partido dos Trabalhadores (PT) e a esquerda, mais à esquerda do PT, que o acompanha, além de uma atormentada quantidade de políticos interesseiros.

A Bahia é um feudo petista.

Se o leitor cantar a música de Dorival Caymmi, tenha a cautela de suprimir a palavra “nêga”, senão a esquerda lulopetista de lá vai dizer que Dorival Caymmi era racista e você também é.

Se o leitor por descuido, citar a expressão pau de arara, cuidado. Vão dizer que você é preconceituoso.

A esquerda colocou essa palavra na vala do preconceito. Mui idiotamente. Quer aniquilar a história dos nordestinos, nosso principal patrimônio.

Cuidado para, num rompante de alegria, não cantar Meu último pau de arara, de Luiz Gonzaga (“Só deixo meu cariri no último pau de arara”). É uma gafe monumental. Mais do que isto, é preconceito. A esquerda diz que é.

A esquerda do Nordeste deve estar procurando um jeito de criminalizar a expressão pau de arara. Seus ativistas certamente pensam em espezinhar renomados cantores e compositores nordestinos que compuseram, cantaram e cantam músicas com a expressão pau de arara.

Como fica a memória dos antepassados? E o imaginário popular? E nosso folclore? E nossa história?

Cuidado com os gestos. Não levante a mão espalmada, mesmo para cumprimentar uma pessoa mais afastada. Vão dizer que é uma saudação nazista.

Grave. Não aproxime o polegar do indicador. Vão dizer que é um símbolo da supremacia branca, apologia ao preconceito.

Se o leitor for ao Nordeste, não cumprimente, por educação, homens e mulheres. Mantenha-se distante.

Cuidado, um despretensioso aperto de mão pode lhe causar aborrecimentos. Vão dizer que é assédio, enxerimento. Se puder, faça um esforço e incline-se em sinal de respeito, como se continência fora, mesmo que isto não faça parte de nossa cultura.

A esquerda não aceita mais consideração e urbanidade. Isto é coisa do passado e ser educado é conduta que não comporta nos relacionamentos esquerdistas.

A esquerda quer nos transformar em sujeitos antissociais.

Não elogie ninguém. O leitor pode ser mal visto. Fique na sua, contenha-se, mesmo que a pessoa seja merecedora de elogios ou de respeito.

Cuidado com as palavras. A esquerda está dizimando nosso vocabulário, extirpando palavras que outrora faziam parte de nosso dia a dia, há séculos.

Nunca fale a palavra preto ou negro, mesmo que seja para apontar um carvão. Encontre um sinônimo para expressar o que você quer dizer. Se não tiver, cale-se, não diga nada. A esquerda pode lhe crucificar por ter usado uma palavra que está em nossos dicionários e faz parte de nossa gramática.

Nesta pré-campanha presidencial de 2022, se alguém no Nordeste lhe disser que as pesquisas apontam Lula da Silva com 100% das intenções dos votos de lá e os demais pré-candidatos não têm votos, cuidado, fique quieto. Não conteste.

A esquerda lulopetista não pode ser contrariada.

Se o leitor contestar, a esquerda vai dizer que você é de direita ou de extrema direita, fascista, nazista e mais um sem número de adjetivos. Nunca vai dizer que o leitor tem o direito de expressar sua opinião e de exercer sua liberdade de pensamento.

Quando estiver no Nordeste, nunca dê sua opinião política desfavorável sobre qualquer pré-candidatos de esquerda.

O leitor corre o risco de receber saraivadas de ofensas nas redes sociais, xingamentos, cancelamentos e, sobretudo, incompreensões.

Sou nordestino, baiano e preto (fui registrado como pardo). Acho tudo isto uma idiotice da esquerda.

As palavras não mudam o caráter das pessoas, tampouco sua conduta e idoneidade.

araujo-costa@uol.com.br

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