
13 de junho de 1968. Igreja de Santo Antonio, em Patamuté. Lá e naquela data, como era comum, realizaram-se casamentos, batizados, missas e procissão de encerramento dos festejos do padroeiro, à tarde, quase ao cair da noite.
Eu estava lá.
Esta foto me diz muito.
Da esquerda para direita: padre Adolfo Antunes da Silva, vigário da Paróquia de Curaçá, que presidia os festejos do padroeiro Santo Antonio; ao fundo, a professora Maria Auxiliadora de Menezes, que ainda não tinha Kawabe no nome; Theodomiro Mendes da Silva, um tanto jovem, que ainda não tinha sido prefeito de Curaçá e Euza Dias de Araújo, mãe da criança.
O menino que estava sendo batizado chama-se Alaécio Araújo Costa, que mora na Fazenda Estreito, Riacho da Várzea, na divisa com o município de Chorrochó.
Não me recordo o nome do sacristão (ajudante do padre), figura também muito importante na solenidade que segura a bacia com a água batismal.
A professora Maria Auxiliadora de Menezes, a madrinha; e Theodomiro Mendes da Silva, o padrinho.
Naquele tempo Theodomiro Mendes da Silva era executivo da Rovel Couros e Peles S/A, em Juazeiro, frequentava regularmente sua Fazenda Ouricuri, nas cercanias de Patamuté e fazia política em Curaçá. As eleições vitoriosas para prefeito, em duas ocasiões, viriam bem depois.
A professora Maria Auxiliadora de Menezes Kawabe é filha de Maria José de Souza Menezes (D. Zarica, 1924-2018) e de Manoel Pires de Menezes (Nozinho, 1920-1999), ambos exemplos de caráter e decência para todos nós de Patamuté e daquela geração.
Saudosismo? Talvez.
Um registro, uma lembrança, a fé em Santo Antonio.
araujo-costa@uol.com.br