Chorrochó de Pacheco e de Menezes

Imagem antiga do prédio histórico da Prefeitura de Chorrochó/Crédito Google/IBGE

Fenômeno comum na vastidão dos esturricados sertões do Nordeste, o poder político em Chorrochó se concentrou, durante anos, numa mesma família: Pacheco de Menezes.

Isto não significava uma oligarquia, propriamente, nos moldes definidos pela ciência política, mas estreita semelhança com o que acontecia mormente na Primeira República.    

Pelo menos politicamente, Chorrochó começou a se estruturar lá pelos idos de 1919, estribado na participação do comerciante Francisco Pacheco de Menezes que trabalhou no sentido de vê-lo emancipado de Curaçá e foi seu primeiro intendente. Era casado com Luciana Alventina Fonseca de Menezes.

O núcleo familiar de Francisco Pacheco de Menezes se compunha dos seguintes filhos: Josepha Pacheco de Menezes (Neném), Bernardina de Menezes Mattos (Nanzinha), Anna Mattos de Menezes (Quininha), Josepha Alventina de Menezes (Nilinha), Antonio Pacheco de Menezes (Tonho), José Pacheco de Menezes (Deca), Dorotheu Pacheco de Menezes (Derote) e Maria Alventina de Menezes (Iaiá).  

Essa estrutura familiar foi-se aumentando, de modo que Chorrochó se edificou sobre o esteio Pacheco de Menezes. Hoje enfrenta as lacunas dos que já se foram, mas a descendência ainda se faz presente e tem o condão de sustentar a história familiar, consideradas as naturais transformações por que passaram os costumes e a cultura do lugar no decorrer do tempo.

Contudo, é seguro delinear alguns registros:  

Josepha Pacheco de Menezes (Neném) não se casou.

Bernardina de Menezes Mattos (Nanzinha) casou com João Mattos Cardoso. Filho do casal: Francisco Arnóbio de Menezes.

Anna Mattos de Menezes (Quininha) casou com João Mattos Cardoso. Filhos do casal: Ademar Cardoso de Menezes, Vivaldo Cardoso de Menezes, Maria Menezes Mattos Bezerra e Emanuel Cardoso de Menezes.

Josepha Alventina de Menezes (Nilinha) não se casou.

Antonio Pacheco de Menezes (Tonho) casou com Maria Argentina de Menezes. Filhos: Maria de Lourdes Menezes Araujo, Maria Nicanor de Menezes Veras, Maria Joselita de Menezes, Francisco Lamartine de Menezes, Walmir Prudente de Menezes, Antonio Pacheco de Menezes Filho, Maria Ita de Menezes, Maria Agripina de Menezes, José Ozório de Menezes e Maria Eugênia de Menezes.

José Pacheco de Menezes (Deca) casou com Alventina Soares de Menezes. Filhos do casal: José Alventino de Menezes, Francisco Pacheco de Menezes Neto, Antonio Valter de Menezes, Maria Salésia de Menezes Rodrigues, João Pacheco de Menezes e Elza Maria de Menezes.

Dototheu Pacheco de Menezes casou com Izabel Argentina de Menezes. Filhos: Maria do Socorro Menezes Ribeiro, José Evaldo de Menezes e João Bosco de Menezes.

Maria Alventina de Menezes (Iaiá) casou com Joviniano Cordeiro de Menezes. Filhos: Maria Rita da Luz Menezes, Antonio Cordeiro de Menezes, José Jazon de Menezes, Maria D´Aparecida Mazarelo de Menezes e Francisco Afonso de Menezes.  

A história de Chorrochó atesta que a família Pacheco de Menezes se vinculou a todas as atividades do município: comércio, pecuária, religião, política, educação, cultura e serviços públicos.

Dorotheu Pacheco de Menezes liderou, durante anos, parte da estrutura político-partidária do município e sustentou a tradição familiar de sua ascendência.

Por aí se vê que esse cenário familiar teve fundamental importância para o município que durante décadas foi Chorrochó de Pacheco e de Menezes.  

Post scriptum:

É enriquecedora a leitura do livro História de Chorrochó, lançado em 2015, de autoria da professora Neusa Maria Rios Menezes de Menezes e de Dr. Francisco Afonso de Menezes.

Consta em meus alfarrábios duas filhas de Francisco Pacheco com o nome Josepha (Neném e Nilinha). É possível que minhas anotações estejam erradas pelo que peço escusas. Por outro lado, segundo o livro História de Chorrochó, o nome da esposa era Luciana Cecília Alventina Fonseca.

De qualquer modo, não tenho intenção de mutilar a história de Chorrochó. Sou apenas curioso no que tange aos fatos, o que não me exime de registrá-los corretamente.

Nesta idade, quando me faltam os arroubos da juventude e os equívocos da vaidade, apenas rememoro ocasiões, lembranças, fatos, saudade, fragmentos da história que vivi ou tive notícia.     

araujo-costa@uol.com.br

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