
A família noticiou o falecimento de Alice Alves Santana, que tinha raízes fincadas em Patamuté.
D. Alice nasceu em 1928, filha de Maria Querubina dos Santos e Macário Alves.
Macário Alves é um dos exemplos de decência e honradez que Patamuté guarda nos cadernos de sua História.
D. Alice se casou com Egídio Felizardo de Santana (Zinho) com quem constituiu família bem estruturada e educada nos moldes tradicionais da época e do lugar. Salvo engano, Zinho era filho de Sapeaçu, no recôncavo baiano, mas radicado em Patamuté.
Respeitado, decente e de caráter irrepreensível, numa quadra do tempo Zinho sustentou suas atividades, dentre outras, transportando pessoas, mercadorias e malotes dos correios em um caminhão, entre Patamuté e Juazeiro.
As condições de Patamuté eram outras, outros os costumes e outra a forma de convivência sadia e acolhedora que nossa rudimentar sociedade patamuteense mantinha.
Embora esburacada em razão da passagem do tempo, minha memória vai buscar, em Patamuté, lembranças do ambiente alegre e hospitaleiro da casa de D. Alice, sua simplicidade e o jeito peculiar de lidar com todos.
Convivi, na adolescência, com Pedro Humberto Alves de Santana, um de seus filhos. O tempo afastou a convivência e a amizade, mas a consideração persistiu.
Já se vão, por aí, algumas décadas. A família de Zinho e D. Alice se mudou de Patamuté para o eixo Juazeiro/Petrolina, por circunstâncias que a vida impõe, tais como a necessidade de educar os filhos e lhes permitir colocação e desenvolvimento profissional que Patamuté não tinha condições de assegurar. Deu certo. Todos foram bem encaminhados e ascenderam social e profissionalmente.
Religiosa, quando vivia em Patamuté, D. Alice sempre esteve vinculada à Igreja de Santo Antonio e aos festejos do padroeiro. Construiu sua vida religiosa sob os auspícios de Santo Antonio.
Que Jesus Cristo lhe indique o caminho e Deus a ampare.
Deixo pêsames à família.
araujo-costa@uol.com.br