Dedé de Juca, esse ilustre filho de Chorrochó.

De vez em quando cedo às exigências do cotidiano e faço uma espécie de inventário do tempo, com o intuito de evidenciar fatos e lembranças de boas pessoas que conheci e até, irresponsavelmente, cutucar a saudade.

Exemplifico citando José Claudio de Menezes (Dedé de Juca), sujeito decente, espirituoso e respeitador, filho de Chorrochó e pioneiro serventuário da Justiça da comarca instalada em outubro de 1967.

Exerceu, com dedicação e primor, a função de Avaliador Judicial sob a jurisdição do primeiro juiz de Direito de Chorrochó, Dr. Olinto Lopes Galvão Filho.

Foram seus colegas no mesmo mister – e igualmente dedicados – José Claudionor de Menezes (Nonô) e Osvaldo Alves de Carvalho.

O pai José Cordeiro de Menezes (Juca) integrou as forças policiais comandadas pelo Major Manoel Campos de Menezes nos tempos de Lampião. A mãe, Antonia Rodrigues Lima, salvo engano, era de Rodelas.

Dedé de Juca se casou com Maria Lourdes de Menezes e constituíram família nobre e respeitável. Tiveram os filhos José Cordeiro de Menezes Neto, Geovani Marc Cordeiro de Menezes, Jean Claudio Cordeiro de Menezes, Jairo Henrique Cordeiro de Menezes e Jeorge Esteves Cordeiro de Menezes.

Em 2023, tive notícia de que Dedé de Juca, à época já acima dos 82 anos, estava um tanto fragilizado em razão de doença que lhe acometeu e morava em Aracaju sob cuidados da família.

De fato, fiquei entristecido.

Mas aqui, ocupo-me, en passant, de um dos filhos de Dedé de Juca, porque sobre o pai Dedé, conspícuo e honrado filho de Chorrochó, já escrevi alhures noutras ocasiões.

À época de sua formatura – vai longe no tempo – Jairo Henrique Cordeiro de Menezes mandou-me uma fotografia, com dedicatória, que a guardo até hoje, para sedimentar a lembrança, a consideração e, sobretudo, o registro da escolha e graduação abraçadas por ele.

Jairo Henrique Cordeiro de Menezes

Quando jovens, cheios de ideais, sonhos e esperança, costumamos lembrar dos amigos, parentes e aderentes, em ocasiões especiais e, certamente, a formatura é uma dessas ocasiões que elevam nossa estima às alturas do degrau alcançado.

Jairo Henrique Cordeiro de Menezes se lembrou deste insignificante escrevinhador e por isso registro minha gratidão.

araujo-costa@uol.com.br

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