Em Patamuté, uma fazenda histórica com nome de abelha

Casa sede da Fazenda Mandaçaia/Arquivo Zelinho Sena

A Fazenda Mandaçaia fica na solidão dos domínios de Patamuté e no encravar da caatinga garranchenta e espinhenta do sertão do município baiano de Curaçá.

Lá viveu uma distinta família e sua descendência que deixou – e ainda deixa – suntuosas marcas de Pedro Alves de Sena (1913-1968), vaqueiro, agricultor e comerciante.

Pedro de Joaquim Grande, como era conhecido na região, era casado com Maria Alves (1923-2022), Mariinha, para as pessoas de sua convivência e circunstantes.

O casamento deu-se em 1945 e a Fazenda Mandaçaia foi refúgio, sustentáculo de vida e aconchego da família.  Lá eles plantaram, colheram, criaram, viveram.

Defensor da natureza e da caatinga, Pedro Alves de Sena construiu na Fazenda Mandaçaia e seus arredores o modo de vida que foi possível nas condições da época para estruturar a educação dos filhos (Zelinho e Helena) e, sobretudo, fincar as raízes de sua família, com retidão de caráter e decência social.

Tempos difíceis. Naquela época o transporte de animais, gêneros alimentícios e quaisquer produtos do comércio era feito no lombo de burros, tendo em vista a precariedade das condições do lugar, prática ainda muito comum no sertão nordestino até os dias de hoje.

Pedro Alves de Sena labutou nessas circunstâncias, cuidou de sua Fazenda e de sua família com absoluto zelo e dedicação e deixou legado de exemplo e construção de caráter.

Embora sucinto este registro, o cronista deixa a observação que, nalgum tempo em Patamuté – década de 1960 – teve saudável e agradável convivência com familiares de Pedro Alves de Sena, que muito acrescentou e lhe deu lições de vida.

Em tempo:

Mandaçaia é uma espécie de abelha muito comum no sertão nordestino.

araujo-costa@uol.com.br     

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