Arquivo e memória: Esteios da história de Patamuté

Otaviano Ferreira de Matos, filho de Galdino Ferreira Matos (1840-1930), primeiro líder político de Patamuté, casou-se com D. Haidê Torres e constituiu família nobre, exemplar e bem estruturada, que deu sustentáculo, tradição, cultura e honradez à história do lugar.  

Major Otaviano Matos/Arquivo de Sumaya Matos

Otaviano era Major da Guarda Nacional, título oriundo do Império, que perdurou nos primeiros anos da República, para agraciar pessoas que prestavam relevantes serviços ao povo e às instituições nacionais.

À semelhança do pai Galdino, Otaviano também foi líder político e vereador em Curaçá. Dentre seus filhos, Osmário Matos Torres, nascido em 19/04/1928, fazia parte dessa ilustre família. Osmário era comerciante em Patamuté.

A referência de todos, além da sede do Distrito, era a Fazenda Papagaio, que existe até os dias de hoje e onde a família gravitava historicamente.

Osmário Matos Torres/Arquivo de Sumaya Matos

Modéstia à parte – e modéstia sempre faz bem – sou afilhado de batismo de Osmário Matos Torres. Minha madrinha era Marieta Matos Torres, também filha do Major Otaviano.  

Como um assunto puxa outro, Cleómenes Brandão Matos (Quezinho), filho de Otaviano, foi subdelegado de polícia em Patamuté. Meu primeiro atestado de antecedentes foi redigido à mão e assinado por ele.

Guardo-o até hoje. Mais do que relíquia, é o registro de um documento histórico.

Como se vê, esses cidadãos construíram a história de Patamuté e, como tais, firmaram os esteios indestrutíveis do lugar.

araujo-costa@uol.com.br

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