Jerônimo Rodrigues e a lição da retroescavadeira

À direita, governador Jerônimo Rodrigues (PT). Crédito: Joa Souza/Governo da BA

Na Bahia, parece que a retroescavadeira do governador petista Jerônimo Rodrigues não está surtindo efeito nessa costura com vistas às eleições de 2026 ou, pelo menos, está atrapalhando o andar de Sua Excelência.

Salvo engano, o PT chutou o senador Ângelo Coronel da base aliada. Não se sabe, ao certo, se o senador de Coração de Maria vai ancorar ao lado do barco de ACM Neto ou retornará à base petista. Com isso, parece não haver dúvida de que o PT e Jerônimo Rodrigues perderam alguns votos com esse malabarismo narcisista.

Em 02/05/2025, em América Dourada, município da microrregião de Irecê, Jerônimo Rodrigues sugeriu que o ex-presidente Bolsonaro e seus eleitores fossem colocados numa vala.

Em discurso atabalhoado, inconveniente e patético, o governador disse: “Bota numa enxedeira. Sabe o que é um enxedeira? Uma retroescavadeira. Bota e leva todo mundo pra vala”.

O governador deve ter aprendido essa crueldade lendo livros de histórias das ditaturas que o PT tanto admira, a exemplo de Cuba e Venezuela.

Assim como noutros sangrentos regimes, no Stalinismo (1927-1953), centenas de milhares de pessoas foram executadas pela polícia secreta e enterradas em valas comuns porque pensavam diferentes dos poderosos.

Agora, embocando nessa pré-campanha eleitoral visando à reeleição, a popularidade do governador está indo para as cucuias. Órgãos de imprensa noticiam que Jerônimo Rodrigues assumiu, galantemente, o posto de pior governador da Bahia.

Se não for maldade da oposição – e da imprensa – Jerônimo Rodrigues conseguiu a façanha de deixar Rui Costa e Jaques Wagner na rabeira da ineficiência petista na Bahia.

Neste particular, Jerônimo Rodrigues está fazendo dobradinha de impopularidade com a colega petista Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte. Lá, no estado potiguar, até os aliados da governadora estão pulado fora da tragédia petista.

Em quadro assim, é possível que a retroescavadeira do governador afaste mais ainda os eleitores que votaram em Bolsonaro em 2022. Por hipótese, muitos deles podem mudar de ideia, abandonar o bolsonarismo e fazer falta a Jerônimo Rodrigues nas urnas de outubro vindouro.

Alto lá!

Há um instituto de pesquisa vinculado ao PT, que dá a Jerônimo Rodrigues vitória de 52% sobre ACM Neto, o que lhe garantiria a vitória no 1º turno.

araujo-costa@uol.com.br

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