
Jorge Augusto Gonçalves dos Reis nasceu em Patamuté aos 29 de abril de 1960.
Convenhamos, é um intelectual jovem, porque o conhecimento e a sabedoria não têm idade biológica.
Muito cedo, aos 9 anos de idade, década de 1970, se mudou com a família para o município paulista de São José dos Campos. Os irmãos Pedro e Benigno eram militares da Aeronáutica.
Graduou-se em Ciências Contábeis pela Universidade de Taubaté e fez pós-graduação em Administração Financeira e Auditoria na mesma universidade.
Exerceu diversas e respeitáveis funções públicas, dentre essas a de auditor do Centro Técnico da Aeronáutica (CTA) e professor da Escola Nacional de Administração Pública.
Especializou-se em Gestão de Auditoria e de Perícia Contábil.
Escritor, com mais de uma dezena de livros publicados, Jorge Reis dedica-se ao estudo da Doutrina Espírita. É orador admirável e palestrante, há décadas.
Em data recente, Jorge Reis participou, na condição de entrevistado – e mais uma vez – do programa Fé & Razão.
O tema – Contos e Causos, Reflexões e Experiências – aliás título de um dos livros de Jorge Reis, foi um primor de cultura e sabedoria filosófica, mormente sobre Patamuté e o Nordeste como um todo.
Jorge Reis é exímio violonista e canta e encanta nos constantes e contínuos eventos de que participa e o faz com brilhantismo e bom humor.
No programa retro aludido, Jorge Reis contou alguns causos de Patamuté, relembrando sua infância com detalhes impressionantes. Até cantou uma música dedicada a Patamuté que, confesso, eu não conhecia.
Memória prodigiosa e humor refinado, lembra do ateísmo de Antonio Ferreira Dantas Paixão e da religiosidade de Pedro Paixão, irmão de Antonio Paixão, ícone da vida e da história de Patamuté.
Relembra os encontros na venda de José de Souza Alcântara (Zé Lulu) e, sobretudo, descreve com detalhes fidedignos o Patamuté da época.
Jorge Reis cita o folclórico Aníbal Ferreira Barros, figura inesquecível do lugar e, sobretudo, enriquece a história de Patamuté com seus relatos fielmente verdadeiros e inquestionáveis.
Intelectual que se abeberou na literatura de cordel, Jorge Reis memorizou brilhantemente a cultura de Patamuté e do Nordeste com absoluta fidelidade.
Como dever de conterrâneo, faço o registro da entrevista, de resto recomendável aos professores e à juventude de Patamuté.
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