“Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido” (Lucas, capítulo 12, versículo 2)
Deputado federal André Janones (MG). Crédito: Gilmar Félix/Câmara dos Deputados
Este é o mesmo deputado que frequentava exaustivamente às redes sociais para falar de honestidade. E o mesmo que, em primeira hora, apoiou e participou da campanha presidencial de Lula da Silva condenando as rachadinhas (que ele praticava).
Arrogante e autoritário, parecia defensor da verdade mas, pelo jeito, Sua Excelência tem mesmo é avantajada cara de pau.
“O deputado federal André Janones (Avante-MG) fechou um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e se comprometeu a devolver R$ 131,5 mil para encerrar a investigação sobre as suspeitas rachadinha em seu gabinete.
O Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) prevê que o valor será destinado à Câmara dos Deputados. Janones também vai pagar uma multa de R$ 26,3 mil, correspondente a 20% do prejuízo que causou ao erário” (Band Jornalismo, 06/03/2025).
Este caso foi parar no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, mas o relator Guilherme Boulos – tinha que ser ele – votou pelo arquivamento do processo e livrou André Janones da cassação do mandato.
Com o rabo de palha desse tamanho, certamente o deputado Janones evitava passar perto do fogo.
Mas a falcatrua foi descoberta, a Polícia Federal investigou, levou o caso à Procuradoria Geral da República e ele acabou se queimando.
Ao deputado mineiro, sobram-lhe hipocrisia e rabo de palha.
Não se sabe se em razão da saúde fragilizada ou, consequentemente, de cansaço, o presidente Lula da Silva já vinha demonstrando sinais de que enfrentava alguns tropeços políticos.
Lula indicou o espalhafatoso senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), para líder do governo no Senado Federal, uma tragédia.
Randolfe Rodrigues é líder que não sabe liderar, não sabe conversar, não sabe costurar medidas decentes que o governo precisa. Sua especialidade é gritar em seus discursos sem importância, radicalizar, afastar-se do debate político civilizado, espezinhar adversários políticos que ele os transformou em inimigos.
É tudo que a democracia não comporta, não agasalha, não acolhe, não aprova.
Randolfe Rodrigues é o avesso da política sadia, civilizada, decente.
Agora, Lula da Silva segue criando mais alguns tropeços. Convidou a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), ainda presidente nacional do partido, para assumir o Ministério das Relações Institucionais que cuida, basicamente, das relações do governo com o Congresso Nacional.
Para ficar tudo em casa, mantém como líder do PT na Câmaras, o deputado fluminense Lindberg Farias.
Gleisi e Lindberg são dois radicais incompatíveis com a civilidade política.
Isto pode dar certo num governo em que a popularidade do presidente anda cambaleando?
Aliás, à exceção de Lula da Silva, o PT não tem líderes nacionais. Tem vassalos, bajuladores, deslumbrados e interesseiros ávidos para achar um encosto nos cofres públicos.
Para piorar, há um zum-zum-zum (e espera-se que não se confirme) que Lula da Silva vai entronizar o invasor de propriedade Guilherme Boulos na Secretaria Geral da Presidência da República, que cuida, dentre outras atribuições, dos movimentos sociais. Tudo que Boulos quer, palanque para vomitar suas intragáveis esquisitices e excentricidades.
Nas eleições municipais de 2024, a população da capital de São Paulo o rejeitou nas urnas, enterrando, sabiamente, o intento do estrambótico deputado do PSOL de ser prefeito da capital dos paulistas.
Como se vê, São Paulo ainda tem juízo.
A Secretaria Geral da Presidência atualmente é comandada pelo ministro Márcio Macedo, amigo de Lula da Silva, o mesmo que levou assessores a tiracolo, pagos com dinheiro público, para se deleitarem no Pre-Caju de 2024, famosa prévia carnavalesca que acontece anualmente em Sergipe.
O escândalo foi parar no Tribunal de Contas da União.
O fato é que Márcio Macedo continua no Palácio do Planalto até hoje, ao lado do presidente.
É bom ser amigo do rei.
Quem entende de Lula diz que ele está perdido e isolado politicamente.
Acho que não. Ele sempre esteve envolto em devaneios.
Lula é um carrapato do poder. Agarra-se a ele cada vez mais e com os meios que ele entende disponíveis.
D.José Rodrigues de Souza, da Congregação do Santíssimo Redentor/Crédito: Arquivo Padre José Bertanha, C.Ss.R
Corria o ano de 1975. D.José Rodrigues de Souza, da Congregação do Santíssimo Redentor, tomou posse em 16 de fevereiro na Diocese de Juazeiro. O Papa Paulo VI o nomeou bispo de Juazeiro em 12/12/1974 na condição de sucessor de D. Tomás Guilherme Murphy, estadunidense e primeiro bispo diocesano.
Nascido em Paraíba do Sul (RJ) em 25.03.1926, o redentorista D. José Rodrigues viria a ser, com afinco e tenacidade, o defensor dos excluídos, mormente das populações atingidas pela Barragem de Sobradinho, realidade que encontrou em ebulição e lutou para mudar as condições de vida daquela gente.
Deu amparo, diuturnamente, às populações sanfranciscanas agasalhadas pela Diocese, em seus momentos mais difíceis, inclusive em programas semanais na Rádio Juazeiro e Emissora Rural, da vizinha e próspera Petrolina.
A propósito, o jornalista Siegried Pater publicou na Alemanha o livro intitulado “O Bispo dos Excluídos: Dom José Rodrigues”.
Embora fluminense, D. José Rodrigues construiu toda sua formação religiosa em São Paulo, a partir do ingresso, em 10.08.1938, no Seminário Redentorista Santo Afonso, de Aparecida. Cursou Filosofia e Teologia no Seminário Santa Terezinha, em Tietê (SP). O noviciado foi feito em Pindamonhangaba, também em São Paulo.
Ordenado sacerdote em 27.12.1950, celebrou sua primeira missa em 07.01.1951 e foi sagrado bispo em 09.02.1975
Em 1969 já havia feito especialização em Catequese e Pastoral, em Bruxelas, Bélgica. Foi professor em Aparecida e integrou as Santas Missões Populares em diversos estados, dentre eles Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.
Sua renúncia ao governo da Diocese de Juazeiro, aceita pelo Papa João Paulo II, deu-se em junho de 2003, em obediência às regras da Santa Sé e considerada a idade prevista nas leis canônicas.
Passou a viver em Trindade, Goiás, na condição de bispo emérito de Juazeiro. Na década de 1970, havia sido Superior Vice-Provincial de Brasília, depois Província de Goiás.
Faleceu em 09/09/2012 aos 86 anos.
Independentemente dos títulos que possuía, a vasta cultura e conhecimento profundo da Língua Portuguesa, D. José Rodrigues era humilde e exemplo de urbanidade.
Conheci-o em Curaçá, encantador município baiano debruçado à margem do Rio São Francisco. Já morando em São Paulo, tive com ele diversos contatos.
Participei, em 1975, do Cursilho de Cristandade da Diocese de Juazeiro por ele presidido. Impossível não admirá-lo.
Guardo com carinho em meus alfarrábios uma frase que ele escreveu à mão e me passou numa agradável ocasião: “A palavra de Deus é semente. Que ela encontre, sempre, um bom terreno em seu coração”.
Lembrar do redentorista D. José Rodrigues é encontrar momentos para refletir sobre sua dedicação à Igreja e à causa dos mais humildes, que nunca os abandonou e, sobretudo, lembrar da intensidade da fé que professava.
Secretário João Eloy de Menezes/Crédito: Secretaria Estadual de Segurança Pública de Sergipe
João Eloy de Menezes está a caminho dos 62 anos.
Nascido em Chorrochó, município do semiárido baiano, radicou-se no estado de Sergipe, sem, contudo, abandonar suas robustas raízes fincadas no município.
Graduado em Direito na Universidade Tiradentes, João Eloy de Menezes estruturou toda sua vida profissional na área da Segurança Pública. Exerceu respeitáveis funções na Polícia Civil de Sergipe, tais sejam: delegado, superintendente e diretor de segurança do Tribunal de Justiça, dentre outras titularidades.
Contudo, aqui não me refiro aos méritos de Sua Excelência, sobejamente conhecidos, mormente na Região Nordeste e, mais do que isto, respeitado nacionalmente em sua área de atuação.
Ocupo-me tão somente em registrar sua sadia estrutura moral e sua irrepreensibilidade de caráter.
Seu esteio familiar provém de cepa fundamentada em valores sustentados em caráter irrepreensível e no respeito aos valores tradicionais da sociedade sertaneja.
Um lado da ascendência de João Eloy de Menezes esteia-se em Maria Argentina de Menezes e Eloy Pacheco de Menezes. O outro sustenta-se em Bernardina de Menezes Mattos (Nanzinha) e João de Mattos Cardoso.
A mãe Maria Menezes (Pina) e o pai Francisco Arnóbio de Menezes sustentaram a educação familiar com afinco e respeitabilidade.
Como se vê – e a História do município de Chorrochó registra de maneira indubitável – esses troncos familiares deixaram, para as gerações que se seguiram, exemplos de decência e urbanidade, além da melhor escola de respeito, seriedade e formação de caráter.
É a lição indestrutível dos antepassados que enriqueceu a vida de João Eloy de Menezes.
Ingressou na Universidade em 1987 e se formou em 1992. No ano seguinte, participou e foi aprovado em concurso para delegado de Polícia Civil de Sergipe.
Assumiu o cargo em abril de 1994, depois de passar pela Academia de Polícia de Belo Horizonte (MG) em curso preparatório para o exercício da função.
Antes João Eloy havia feito estágio no Ministério Público e foi líder estudantil na universidade, onde participou do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Tiradentes.
João Eloy de Menezes é o atual secretário de Segurança Pública do estado de Sergipe, função que já exerceu noutras ocasiões nos governos de Marcelo Déda e Jackson Barreto, além de, antes, haver substituído o secretário de segurança de então no governo de João Alves.
José Cícero dos Santos (1925-2025). Arquivo da família
De vez em quanto é preciso uma pausa na correria da vida, consultar o tempo, rever as lembranças e parar para reflexão.
É preciso, às vezes, cutucar o tempo, ir buscar as recordações, as boas recordações para flexibilizar nossas arrogâncias neste caminhar difícil rumo ao desconhecido.
A família noticiou o falecimento de José Cícero dos Santos em 26/02/2025. Havia completado 100 anos em 17/01/2025.
Em 18/01/2025, a família se alegrou e fez festa de aniversário, comemorou a vida, os anos vividos, a convivência sadia do aniversariante entre familiares e amigos.
A festa reuniu gente da sede de Chorrochó, São José, Caraíbas de Oscar, Patamuté e fazendas das circunvizinhanças.
Parentes e amigos se fizeram presentes na Fazenda Poço do Xique-Xique, na caatinga de Chorrochó, seu refúgio de sempre.
Ele perdeu algumas pessoas da família, mas vinha resistindo até completar seu centenário de vida digna e decente.
Teve muitas perdas. Em datas mais recentes, perdeu os irmãos Eliseu e Júlio, a sobrinha Janete, muito querida e admirada por todos nós e, recentemente, perdeu o filho Ariovaldo.
A morte traz angústia, vazio, solidão, desamparo, mas também a resignação.
Neste 26 de fevereiro de 2025 José Cícero dos Santos se foi para a eternidade.
Zé de Cícero, como chamávamos, faz parte do lembrar de minha infância, de minhas andanças por aquelas caatingas, fez parte da convivência sertaneja e da boa vizinhança.
Que Jesus Cristo lhe indique o caminho e Deus o ampare.
“Todos os códigos de ética têm uma coisa em comum. Eles não funcionam.”(Michael Gartner, jornalista e advogado americano).
Tem sido difícil assistir aos programas jornalísticos dos grandes órgãos de imprensa do Brasil.
Os noticiários encaixam ativistas políticos disfarçados de comentaristas e, como tais, tendenciosos e imbecilizados, de modo que esses mentecaptos fazem contorcionismos verbais para agradar os poderosos de plantão.
Entretanto, isto não é nenhuma novidade.
Antes que leitores da esquerda diurética interpretem que, ao falar dos poderosos de plantão, estou me referindo ao governo de Lula da Silva, afasto essa hipótese. Não é isto. Refiro-me a todos os governos, à luz da História, sejam de direita ou de esquerda.
O jornalismo vendável sempre está ao lado deles, independentemente da ideologia que tais governos defendam. É assim nos municípios, assim nos Estados, assim na República como um todo.
Jornalistas lêem nos teleprompters da vida aquilo que seus editores mandam ler. Estes, por sua vez, obedecem às determinações de seus patrões que são abastecidos pelo governo com vultosas verbas a título de publicidade institucional.
Para quem não está acostumado com a linguagem jornalística, teleprompter, TP ou teleponto é um equipamento usado para projetar textos em um monitor e auxiliar apresentadores, comentaristas e outros profissionais da imprensa que trabalham diante das câmeras.
Num desses programas matinais e piegas da TV, a apresentadora chamou um comentarista “especialista” para falar do aumento dos preços dos alimentos no Brasil.
O comentarista gastou todo o tempo que lhe foi disponibilizado comentando o preço dos alimentos na Europa, EUA e noutros países. Terminou minimizando nossa realidade. Disse que em todo o mundo é assim ou, pelo menos, está assim.
Perguntas óbvias e ululantes:
Que interessa ao brasileiro pobre, que está passando fome, sem poder comprar comida para si e seus filhos, que o preço dos alimentos esteja caro na Europa ou na Oceania, por exemplo?
Que diferença faz comentar preços de alimentos na China ou Japão, se o brasileiro comum está com dificuldade de comer ovos?
Qual a importância e utilidade desse comentário esdrúxulo?
Em nenhum momento o comentarista “especialista” explicou as causas do aumento dos preços dos alimentos no Brasil. Sequer se dignou a sinalizar que as autoridades devem se preocupar com o aumento dos preços.
O governo, ao contrário, está preocupado com o problema, aliás gigantesco.
Aí entra a ética jornalística – ou a falta dela – que a todo momento é espezinhada pela grande imprensa e, sobretudo, por jornalistas vendáveis e incompatíveis com o dever de informar.
Não se sabe se a notícia espalhafatosa da denuncia oferecida pela Procuradoria Geral da República contra o ex-presidente Bolsonaro foi mera coincidência ou aconteceu com o intuito de ofuscar a anulação das condenações do ex-ministro petista Antonio Palocci.
Mas o fato é que, na mesma ocasião da denúncia, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, anulou as condenações impostas pela Lava Jato a Antonio Palocci, ex-ministro da Casa Civil e da Fazenda de Lula da Silva.
“O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou todos os atos praticados em procedimentos penais instaurados contra o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci no âmbito da operação Lava Jato” (site do STF)
Diz o ministro Dias Toffoli, em sentença de 18/02/2025: “Em face do exposto, defiro o pedido constante desta petição e declaro a nulidade absoluta de todos os atos praticados em desfavor do requerente no âmbito dos procedimentos vinculados à Operação Lava Jato, pelos integrantes da referida operação e pelo ex-juiz Sérgio Moro no desempenho de suas atividades perante o Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba, ainda que na fase pré-processual”.
Noutras palavras, o STF está livrando todos os petistas – e amigos dos petistas – das barras dos tribunais, a começar por Lula da Silva que o ex-ministro da Corte Marco Aurélio Mello, do alto de sua autoridade, afirmou, textualmente: “Lula foi ressuscitado politicamente pelo Supremo”.
A decisão do STF está tomada e não se fala mais nisto. Assim seja, amém.
Dias Toffoli foi consultar jurídico da Central Única dos Trabalhadores (CUT), assessor jurídico da liderança do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados (leia-se de José Dirceu), advogado de três campanhas presidenciais de Lula e advogado-geral da União nomeado por Lula.
O jornal O Estado de S.Paulo de 24/02/2025 disse: “Assim fica difícil acreditar na imparcialidade do tribunal”.
Mas esta é conversa de gente grande e não de mortais comuns.
Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República/Brasil Escola-UOL
“Em matéria de política, sou uma vaca fardada.” (General Olímpio Mourão Filho, 1900-1972) .
Em 1964, o general Olímpio Mourão Filho partiu de Juiz de Fora, Minas Gerais, com as tropas do Exército, destino ao Rio de Janeiro, com o intuito de derrubar o presidente constitucional João Belchior Marques Goulart (Jango) que viria a cair, não necessariamente por ação do general Mourão.
Mais tarde, num momento de lucidez, o general Mourão Filho declarou: “Em matéria de política, sou uma vaca fardada”.
Sobreveio a ditadura militar de 1964, cinco generais-presidentes, uma Junta Militar, vinte e um anos de escuridão e o que mais se conhece do período que não vem ao caso recordar.
Em data recente, surgiu o quiproquó do final do governo Bolsonaro que resultou na suposta tentativa de um golpe de Estado.
A Polícia Federal, comandada pelo ex-chefe da segurança pessoal de Lula da Silva, diz que a famigerada tentativa de golpe foi arquitetada pelo então presidente Bolsonaro.
A Procuradoria Geral da República concordou com a PF e não há novidade nisto, porque este é seu papel constitucional: acusar.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal vai condenar Bolsonaro, em tempo recorde, a passar alguns anos no xilindró para aprender a deixar de ser besta e não brincar com coisa séria.
A Primeira Turma do STF compõe-se de cinco ministros, quatro indicados pelos governos petistas. Dilma Roussef indicou Luiz Fux; Lula da Silva indicou Carmen Lúcia, seu advogado Cristiano Zanin e seu ministro da Justiça Flávio Dino. Alexandre de Moraes, relator do caso Bolsonaro, foi indicado por Michel Temer.
Indubitável que a condenação do ex-presidente Bolsonaro já está alinhavada e engendrada, independentemente de provas, regras e disposições processuais.
A imprensa lulopetista já vê a condenação como favas contadas, inobstante Bolsonaro ainda não ter exercido seu direito de ampla defesa, como prevê a Constituição da República, embora ditames constitucionais na atual conjuntura sejam relativos e moldáveis, consoante o que entender o STF.
A julgar pela quantidade de acusações que pesam sobre o ex-presidente Bolsonaro e alguns de seus generais auxiliares, deve haver muitas vacas fardadas nos quartéis que não entendem bulhufas de política.
O general Mourão Filho pelo menos teve a humildade de reconhecer sua ignorância política. Não se sabe se outros terão essa humildade.
Militares – até com patente de generais, inclusive da reserva do Exército – e pessoas do entorno do presidente da República ocuparam-se com toda aquela trapalhada ingênua apontada nas investigações, o que chega a ser uma babaquice.
Há exageros, evidentemente.
Ainda bem que não deu certo.
Como um golpe de Estado pode acontecer nessa quadra do tempo, tendo à frente gente tão incompetente?
Salvou-se o Brasil.
Salvamo-nos todos nós.
Esses bolsonaristas investigados por golpe de Estado devem ser absolvidos pelo Poder Judiciário.
Trata-se de tentativa de crime impossível, em razão de absoluta falta de inteligência de seus idealizadores.
Risível, patético:
Uma comentarista lulista da GloboNews, possivelmente na ânsia de agradar o governo do presidente Lula da Silva, disse que uma das causas do aumento do preço dos ovos é que as galinhas estão trocando as penas.
“Pode isso, Arnaldo?”
De fato, há uma ocorrência natural que acarreta a troca das penas das galinhas poedeiras e causa pausa na produção.
Mas daí a dizer que isto fez aumentar o preço dos ovos no Brasil vai uma grande distância, até porque as galinhas trocaram de penas outras vezes e não somente agora nesta fase difícil do governo Lula.
Há dois esteios que direcionam a contribuição de Ahmad Ali Saifi na sustentação do Islam no Brasil e Amércia Latina.
Em 1978 ele fundou em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, a Sociedade Islâmica de Beneficência Abu Baker Assadik, mais conhecida como Mesquita Muçulmana, instituição que se tornou referência para toda a comunidade.
Anos mais tarde, em 1987, fundou o Centro de Divulgação do Islam para a Amércia Latina (CDIAL), ampliando, assim, a divulgação do Islam em toda aquela região do continente americano.
O CDIAL se propõe, dentre outros objetivos, ao trabalho de divulgação e ensino islâmico e da língua árabe e, neste contexto, vem contribuindo para o desenvolvimento social, através de projetos humanitários e ações sociais, apoio a outras mesquitas, orientação religiosa aos muçulmanos e fortalecimento de laços contínuos entre todos eles no continente abrangido.
Há registro que o trabalho de Ahmad Ali Saifi remonta ao ano de 1965 quando, ainda jovem, idealizou a fundação do Movimento de Jovens Muçulmanos em São Paulo. De lá para cá seu trabalho se intensificou sobremaneira em prol do objetivo colimado e exitoso.
Conhecido e bem relacionado em todo o mundo islâmico, Ahmad Ali Saifi constituiu família no Brasil, bem estruturada social e profissionalmente e mantém profícuo relacionamento com brasileiros e pessoas de outras nacionalidades.
Considerado este cenário, Ahmad Ali Saifi contribui, consideravelmente, para a sociedade de São Berrnardo do Campo, quer na condição de cidadão, quer como dirigente de respeitáveis instituições islâmicas.
Entretanto, Ahmad Ali Saifi não abandonou suas raízes libaneses. Vive alternadamente, entre o Brasil e o Líbano, onde mantém estrutura de vida e cultura na região de Sultan Yacoub, no Vale do Bekaa, ao leste da capital Beirute.
araujo-costa@uol.com.br
Post scriptum:
A base deste artigo lastreia-se na História do CDIAL/Portal IslamBR.
Presidente Lula da Silva e a gravata Louis Vuitton/Poder 360
O presidente Lula da Silva orienta a população a não comprar comida, se estiver cara, mas em 06/02/2025 apareceu usando uma gravata francesa de luxo Louis Vuitton que custa R$ 1.680,00, segundo a imprensa noticiou.
O Poder 360 mostrou a gravata de Sua Excelência, “o pai dos pobres”, em edição de 08/02/2025.
Em 2024, Lula apareceu usando um relógio “feito de ouro branco 18 quilates e prata 750, modelo Cartier Santos Dumont, um clássico da marca francesa. Além disso, possui uma coroa arrematada com uma pedra safira azul. O relógio é avaliado em R$ 60 mil” (CNN Brasil, 07/08/2024) e consta que Lula recebeu de presente em 2005, em seu primeiro mandato presidenical.
De outro turno, o Supremo Tribunal Federal (STF) comprou 100 gravatas padronizadas ao preço unitário de R$ 384,00 no total de R$ 38.475,00 para, segundo o presidente de nossa subida Corte, os ministros presentearem a sortudos amigos do Judiciário (UOL, 10/02/2025).
As gravatas foram custeadas pelo pagador de impostos, evidentemente.
O presidente do STF justificou:
“A razão real para isso é que nós recebemos muitas visitas ou visitamos lugares onde as pessoas nos dão presentes e portanto foi uma forma que nós encontramos gentil de retribuir com uma gravata que tem o símbolo do Supremo Tribunal Federal. Modéstia parte, ficou muito bonitinha”(UOL, 10/02/2025).
Tudo muito bonito. Mas por que os ministros do STF, que ganham muito bem, não compram os presentes com seu próprio dinheiro?
Estamos numa democracia em pedaços.
A elite deita e rola com o dinheiro público e muitos brasileiros passam fome.