Lula da Silva, primeiros rascunhos da liberdade

09.11.2019, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, São Bernardo do Campo.

Deputados da Bahia

O deputado federal Jorge Solla, da ala radical do PT da Bahia, protagonizou momentos de humorismo explícito. Enquanto Gleisi Hoffman, presidente nacional do PT, ia anunciando no palanque os nomes dos parlamentares do partido e políticos presentes, Jorge Solla se desesperava, porque sequer estava sendo notado.

Espremido do lado oposto do palanque, o desespero de Jorge Solla chegou a ser hilário e provocou gargalhadas dos presentes. Acenava para a presidente do PT, gritava e esperneava-se sem êxito.

Foi socorrido por um petista graúdo, que lembrou à presidente do PT que o deputado baiano estava presente.

Gleisi, então, citou o nome do insignificante deputado da Bahia, que não constava na lista de presença, embora desde cedo estivesse circulando no interior do Sindicato. Alguns petistas chegaram a confundi-lo com o ex-governador e senador Jaques Wagner, que não compareceu.

Ufa! Jorge Solla aliviou-se. Queria mostrar para os baianos que estava lá, no palanque, em São Bernardo do Campo, ao lado de Lula da Silva, uma forma de angariar votos dos incautos eleitores.

O deputado Valmir Assunção, de Itamaraju, também, da Bahia, sentia-se mais à vontade. Alegre que só pinto no lixo, líder do Movimentos dos Trabalhadores Rurais sem Terra, Valmir Assunção sentia-se em casa.

Centenas de participantes que recepcionavam Lula da Silva no sindicato e arredores eram dos movimentos sociais convocados pelo PT, de modo que o deputado baiano circulou, com desenvoltura, dentro e fora do sindicato.

Indiferença quanto à soltura de Lula

Tirante os helicópteros da imprensa e os admiradores de Lula da Silva reunidos em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, São Bernardo do Campo continuou como sempre se portou depois da derrocada moral do ex-presidente: indiferente. Mas os petistas dizem que ele voltou nos braços do povo.

Falha desnecessária de Lula da Silva

O conteúdo do discurso de Lula da Silva era esperado. Não houve nenhuma novidade. Quem conhece Lula de perto sabe que ele não faria discurso diferente.

Lula é demagogo e fala a linguagem que seus admiradores querem ouvir. Mas Lula cometeu uma gafe monumental. Mais do que uma gafe, uma ingratidão com árabes e muçulmanos que sempre o elogiaram.

Lula disse que o presidente Bolsonaro se reuniu com o príncipe Mohammad Bin Salman, vice-primeiro ministro e herdeiro do trono da Arábia Saudita, que mandou matar recentemente um jornalista em Istambul, na Turquia, e sumir com o corpo. Não precisava fazer essa referência desnecessária.

Qualquer presidente da República, de qualquer país, em viagem oficial, reunir-se-ia protocolarmente com o chefe de Estado ou de governo do país anfitrião e aí não se discute a conduta interna do governante.

A contradição é gritante. Lula da Silva visitou Cuba e se reuniu com Fidel Castro de quem era amigo, diversas vezes.

Fidel Castro mandou fuzilar dezenas de cubanos. Fidel Castro almoçou na residência de Lula da Silva, na Rua São João, em São Bernardo do Campo, quando em visita ao Brasil, mesmo Fidel Castro sendo um ditador sanguinário.

Como explicar a contradição de Lula da Silva?

Não há o que explicar. Lula é Lula, fala o que seus admiradores querem ouvir.

Qual a diferença entre visitar, em viagem oficial, o príncipe da Arábia Saudita, o presidente cubano ou outro governante?

Na ânsia de atacar o presidente Bolsonaro, Lula da Silva meteu os pés pelas mãos e, no mínimo, ficou arranhado com a Arábia Saudita. Quiçá com a comunidade árabe.

araujo-costa@uol.com.br

Chorrochó: tempo de lembrar

Lá das bandas de meu esturricado sertão, em data recente, o ilustre Thomaz Américo Júnior fez-me lembrar de distinto chorrochoense: Dr. José Evaldo de Menezes.

Salvo engano, Thomaz Américo Júnior é do belíssimo município baiano de Maraú, aquinhoado com belas riquezas naturais, na chamada Costa do Dendê. Aboletou-se em Chorrochó e cultiva uma saudável qualidade pouco admirada nos dias de hoje: gosta de fazer amizades.

É preciso que, às vezes, falemos algumas coisas, enquanto é tempo. É preciso porque, em certas ocasiões, surgem as oportunidades para isto. Se as oportunidades se vão, vão-se também os ímpetos que nos movem dizê-las.

Em outubro, acontece em Chorrochó o aniversário de um senhor espirituoso e muito hábil para enfrentar as derrapagens da vida: Dr. José Evaldo de Menezes.

Este senhor atingiu, em sua trajetória de vida, muitos degraus na estima de seus amigos, porque trouxe do berço várias qualidades, que todos admiramos: caráter irrepreensível, generosidade, persistência na defesa dos mais humildes e, sobretudo, uma tenacidade ímpar quando pretende justificar seus pontos de vista. O que é mais admirável é que seus argumentos convencem, amparam, completam, ensinam.

Esta é uma crônica de saudade.

Já se vão por aí algumas décadas, convivi com este preclaro Dr. Evaldo apenas alguns anos, porque o destino assim o quis. E teria convivido mais, prazerosamente, se as exigências do tempo não me tivessem impedido. Éramos um tanto jovens.

Ele por volta de trinta anos, já líder, inquieto com as condições sociais de sua gente, sempre atencioso, rodeado de amigos e admiradores.

Eu à época já insignificante, sem importância, como ainda hoje, ignorante diante do mundo, tão somente um espectador das circunstâncias. Querendo ser gente grande, que nunca consegui.

Nesta altura da vida e do tempo, não abandonei o remo, mas conduzo o barco cautelosamente, vagarosamente. As luzes do crepúsculo já não me convencem a persistir nos sonhos da juventude.

Naquele tempo, Chorrochó era uma sociedade em construção, impregnada de sonhos e perspectivas. Município novo, dominavam em todos nós o otimismo, a esperança, a vontade de antever novos horizontes.

Vi Dr. Evaldo, muitas vezes, discutindo situações de cunho social e apontando soluções para os desamparados, para os pobres, para os tristes. Melhor, vi-o resolvendo-as.

Hoje Chorrochó mudou, mudaram-se os valores. Difícil não se curvar diante das imposições do tempo. O Dr. Evaldo tem feito isto muito bem.

Dr. Evaldo é uma daquelas pessoas que a gente deve orgulhar-se de ter conhecido. E deve lamentar por não privar, diuturnamente, de sua amizade. Ele acrescenta, faz pensar, dá lições de humildade.

Líder autêntico, presente, esplendidamente justo. Amigo, sabe balizar, como poucos, a convivência em sociedade. E tem se portado muito bem, assim, sabiamente.

Houve um tempo em que nada acontecia politicamente em Chorrochó sem que Dr. Evaldo fosse consultado. Nasceu político, vivia a política, ainda vive a política ao seu estilo único, admirável, contemporizador.

Dr. Evaldo soube construir seu mundo de aconchego suficiente para abrigá-lo, incluída aí a família nobre: a mulher Elza Menezes e os filhos Larissa e Evaldo Segundo.

Contudo, o que preciso dizer hoje, além disto, é que o Dr. José Evaldo de Menezes é um sujeito digno, honrado, correto. É insigne, notável, desprendido. Parabenizá-lo pelo aniversário, embora tardiamente, é pouco, insuficiente.

Urge parabenizá-lo por sua existência.

A existência dos mestres deve ser sempre lembrada. Dr. Evaldo é um mestre das coisas da vida.

No mais, agradeço a Thomaz Américo Júnior pelos sinais de amizade.

araujo-costa@uol.com.br

O pensamento contraditório da esquerda do Brasil

“Os deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos” (artigo 53, da Constituição Federal)

Em 1966, Márcio Moreira Alves (1936-2009), jornalista do Correio da Manhã, foi eleito deputado federal pelo MDB da Guanabara.

Em 02 de setembro de 1968, Márcio Moreira Alves fez um pequeno discurso na chamada sessão pinga-fogo da Câmara dos Deputados e, dentre outras inofensivas bobagens, sugeriu às moças da época uma espécie de boicote: que elas não namorassem nem dançassem com  cadetes e jovens oficiais, porque eles faziam parte da ditadura.

O governo militar se sentiu ofendido e pediu para o Supremo Tribunal Federal processar o jovem e afoito deputado da Guanabara.

Naquele tempo, o Supremo Tribunal Federal era supremo mesmo. Seus ministros não andavam por aí tagarelando diante das câmeras de televisão, nem saiam correndo atrás de jornalistas para conceder entrevistas.

Hoje é mais fácil encontrar um ministro do Supremo num estúdio de televisão ou numa redação de jornal do que em seu gabinete no STF.

O STF pediu licença à Câmara dos Deputados para processar Márcio Moreira Alves, mas a Câmara negou.

Começou aí o estopim que deu o ponta pé no endurecimento do regime militar.

Em 13 de dezembro de 1968, o marechal-presidente Arthur da Costa e Silva reuniu os ministros no Palácio das Laranjeiras e editou o Ato Institucional número 5 (AI-5).

O resto da história e a escuridão política todo mundo conhece.

Mas o que lembro aqui é a contradição do pensamento da esquerda do Brasil. Muitos dos seus integrantes em 1968 continuam vivos, graças a Deus.

Na discussão em plenário, para decidir se a Câmara dos Deputados deveria ou não conceder a licença para o STF processar Márcio Moreira Alves, a esquerda argumentou com unhas e dentes, que o parlamentar é inviolável em suas opiniões, palavras e votos.

O preceito estava na Constituição de 1967, então vigente. Está na Constituição de 1988, em vigor.

Portanto, a esquerda estava certa. Processar um parlamentar em razão da expressão do seu pensamento é uma violência inaceitável em qualquer regime político, seja ele democrático ou não.

Pois bem. Agora dá-se o inverso. A esquerda diz que deputado deve ser processado por suas opiniões. Dá para acreditar?

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), na mesma condição parlamentar de Márcio Moreira Alves, andou falando umas besteiras por aí e, dentre essas besteiras, disse que se a “esquerda radicalizar” terá que ser editado um novo AI-5.

Lorota. Força de expressão, talvez. O Brasil é outro. Não há espaço para isto. Não há como fazer isto.

Mas toda a esquerda se alvoroçou e alguns partidos políticos até já pediram a cassação do deputado Eduardo Bolsonaro.

A ditadura cassou o deputado Márcio Moreira Alves por ter expressado sua opinião. A mesma esquerda, que resistiu bravamente ao ato da ditadura militar, hoje quer cassar o mandato do deputado Eduardo Bolsonaro, pelo mesmo motivo: ter expressado sua opinião.

Pelo que se vê, a esquerda do Brasil gosta mesmo é de dinheiro. Apeada do poder pelas urnas de 2018, esqueceu-se de 1968, quando defendia a inviolabilidade dos deputados.

Hoje a esquerda diz que não há inviolabilidade de deputado coisa nenhuma, desde que o deputado seja da direita.

Os demagogos da esquerda disputam entre eles o troféu cara de pau.

araujo-costa@uol.com.br

Hábitos estranhos do prefeito de Chorrochó

“A grandeza dos fortes se alimenta com a fragilidade dos fracos” (Padre Antonio Batista Vieira, Várzea Alegre, Ceará, 1919-2003)).

Em Chorrochó, município do sertão baiano, o prefeito Humberto Gomes Ramos, do Partido Progressista, dignou-se a apresentar hábitos esquisitos, estranhos, estrambólicos: coleciona encrencas jurídicas contra si mesmo.

É inegável, todavia, que o homem tem uma qualidade inquestionável: é bom de voto e entende de urnas, de votos, de eleitores e dos caminhos que levam até eles.

Esta façanha basta para o político bonachão do sertão. Também para o eleitor basta. Mas para o município de Chorrochó não basta e para a história, menos ainda.

A coleção de embaraços judiciais que o prefeito Humberto Gomes Ramos atraiu para si nos últimos anos pode ser atribuída a dois fatores visíveis, muito comuns nos municípios.

O primeiro fator é a ausência ou fragilidade da oposição, quase sempre apática e circunstante, que nunca fiscalizou os atos  do Executivo ou o fez deficientemente.

No sertão nordestino, ainda há membros do Legislativo que pensam, equivocadamente, que fazer oposição é ser inimigo, simplesmente. Não é, nunca foi. Ser oposição é apresentar ideias opostas. Só isto. É um exercício democrático.

No Brasil, a história registra que respeitáveis homens públicos que fizeram oposição a chefes do Poder Executivo eram seus amigos pessoais. Mas não misturavam as coisas. Chorrochó está precisando disto: não misturar as coisas.

O segundo fator tem a ver com as armadilhas da lei a que estão adstritos os administradores públicos, mormente com os instrumentos jurídicos dos dias de hoje, por exemplo, a lei de responsabilidade fiscal.

Os prefeitos do interior se veem obrigados a contratar caros advogados para se livrarem de enrascadas, verdadeiros emaranhados jurídicos a que são submetidos em razão do rigor da lei, nem sempre justo.

Quero crer que muitos gestores públicos erram por inexperiência. Ninguém gosta de viver com o coração aos pinotes na expectativa de ser trancafiado num xilindró e tampouco jogar seu prestígio político e sua honra no despenhadeiro.

Todo mundo quer ter poder. Os mais antigos diziam que “o poder é afrodisíaco”.

Então, se o dolo existe, o prefeito é meliante e não administrador público. A história será outra, os fatos serão outros, as consequências serão outras.

A oposição de Chorrochó sempre esteve “à toa na vida, pra ver a banda passar”. Quando a banda passava ia levando urnas abarrotadas de votos para despejá-los no colo do prefeito Humberto.

A sabedoria política do sertão diz que “não se dá liberdade ao inimigo, enquanto ele estiver solto”.

Os poucos adversários políticos do prefeito Humberto sempre lhe deram liberdade de sobra para pintar e bordar. Em consequência, ele nunca teve oposição vigilante e por isto, construiu uma base política sólida, bem estruturada e adquiriu lastro para fazer as estripulias de que está sendo acusado.

Humberto Gomes Ramos ostenta em sua biografia três mandatos de prefeito, eleito em 2004, 2008 e 2016, além de outros feitos, a exemplo da eleição de Rita de Cássia Campos Souza, que ele a entronou no primeiro turno das eleições de 2012 com 57% dos votos.

Enquanto a oposição de Chorrochó patina, o prefeito Humberto vai afagando um, passando a mão na cabeça de outro, prometendo mundos e fundos a outros tantos, frequentando torneios de futebol nas fazendas, rodas de São Gonçalo e outros adjuntos mais, com o intuito de consolidar seu prestígio político, o que tem dado certo.

Para o prefeito de Chorrochó e seus aliados – que são muitos – sua situação político-eleitoral é confortável, porque a oposição não consegue ocupar os espaços vazios que a própria atuação política de Humberto não conseguiu preencher em anos seguidos.

Sendo assim, quanto aos processos advindos em razão do exercício da função de prefeito, não parece razoável atribuí-los somente ao desvio de conduta de Sua Excelência, mesmo porque os casos continuam sub judice.

Enquanto houver possibilidade de recurso, o homem é inocente, mesmo que seja culpado, mesmo que todos achem que seja culpado. Assim diz a Constituição da República.

Mas há um pouco de esperteza nisso tudo, que faz o prefeito achar que pode tudo, inclusive fazer estripulias com o dinheiro público. Quando é assim, geralmente o gestor não antevê que lá, mais à frente, a punição poderá lhe encontrar numa encruzilhada qualquer da vida com a chave do presídio na mão.

Esse comportamento arrevesado rendeu ao prefeito Humberto Gomes Ramos algumas ações penais, sem prejuízo da discussão na área civil, tais como: suspeita de fraude em licitação na compra de combustíveis em 2008 e acusação de favorecimento de aliados em contratos de locação de veículos em 2007, com suposto prejuízo de R$ 1,3 milhão aos cofres públicos, para ficar apenas nesses dois casos.

Em data recente, o Ministério Público Federal ajuizou ação contra o município de Chorrochó e, por extensão, com reflexos diretos no prefeito Humberto, alegando a contratação de escritório de advocacia com dispensa de licitação e consequente prejuízo aos cofres públicos da ordem de R$ 2,3 milhões, segundo a peça jurídica.

Dentre outros argumentos, o Ministério Público aduz que o escritório não tem notória especialização e, por isto, a dispensa de licitação é ilegal. Os recursos envolvidos são oriundos do FUNDEF.

Há notícia de que o prefeito também está às voltas com alegação de obras inacabadas no município, inclusive lá para as bandas de Várzea da Ema e Barra do Tarrachil, de modo que também se escafederam – ou dizem que se escafederam – recursos do FNDE, segundo avaliam munícipes que sabem da existência dos recursos destinados às obras, mas não conseguem enxergar as obras.

Exemplo: munícipes apontam que as obras de três escolas públicas, de uma quadra de esporte e de uma creche estão paradas, há alguns anos, sem justificativa plausível do Executivo Municipal.

O blog pede escusas à Prefeitura se as imagens abaixo estão superadas em razão do possível término das obras. Se foram acabadas, vale o registro dos feitos da administração.

araujo-costa@uol.com.br

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Chorrochó: obra inacabada
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Chorrochó: obra inacabada
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Chorrochó: obra inacabada
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Chorrochó: obra inacabada

Até tu, Lula da Silva?

Santo André, cerne do ABC paulista, estava agitado hoje.

Estive por lá durante toda a tarde desta sexta-feira, 25 de outubro deste ano de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2019.

Logo cedo, a revista VEJA publicou que Marcos Valério, conhecido operador do mensalão petista, disse ao Ministério Público de São Paulo, que o ex-presidente Lula é um dos mandantes do assassinato do prefeito Celso Daniel, de Santo André.

É um enredo um tanto difícil de entender.

Diz a revista VEJA, que o dono do jornal Diário do Grande ABC, de Santo André, pediu dinheiro aos dirigentes e mandachuvas do PT, para não revelar que Lula da Silva, à época presidente da República, tinha sido um dos mandantes do assassinato do prefeito Celso Daniel, do PT de Santo André.

Eis um trecho da matéria da VEJA:

“…Para quitar a extorsão, o Banco Schahin “emprestou” o dinheiro para o empresário José Carlos Bumlai, amigo de Lula, que pagou ao chantagista.

O banco já admitiu à Justiça a triangulação com o PT. Ronan Maria Pinto já foi condenado pelo juiz Sergio Moro por crime de corrupção e está preso.

Valério revelou mais um dado intrigante. Segundo ele, dos 12 milhões de reais “emprestados” pelo banco, 6 milhões foram para Ronan e a outra parte foi entregue ao petista Jacó Bittar, amigo de Lula e ex-conselheiro da Petrobras.

Jacó também é pai de Fernando Bittar, que consta como um dos donos do famoso sítio de Atibaia, que Lula frequentava quando deixou a Presidência.

As empreiteiras envolvidas no petrolão realizaram obras no sítio a pedido do ex-presidente, o que lhe rendeu uma condenação de doze anos e onze meses de prisão” (VEJA, 25/10/2019).

Pode ser verdade. Pode não ser verdade.

Quem conhece Lula da Silva de perto não acredita que ele seja capaz de mandar matar um amigo ou outra pessoa qualquer. E Celso Daniel era amigo de Lula, tanto que foi convidado para coordenar sua campanha eleitoral de 2002. Com sua morte, substituiu-o outro amigo de Lula, Antonio Palocci.

Quanto ao sítio de Atibaia, que Lula diz que não é dele, com o depoimento de Marcos Valério, parece que está claro que é. O que justificaria o pagamento de R$ 6 milhões ao amigo pessoal de Lula há décadas e pai do rapaz que diz ser dono do sítio?

Qual a justificativa para a entrega desse dinheiro ao amigo de Lula, pai do suposto dono do sítio?

Mas esta é outra história. Não cabe a este escrevinhador decifrá-la.

Santo André também estava agitado hoje, por outro motivo: o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, proferiu uma palestra no Teatro Municipal da cidade, a convite de duas faculdades.

Do lado de fora, alguns gatos pingados do PT protestando.

Irrisório o número de participantes do protesto.

Quase ninguém notou a insignificância deles.

Quase ninguém notou a presença de Deltan Dallagnol.

araujo-costa@uol.com.br

PSL, vexame e vergonha

Os partidos políticos brasileiros sempre foram dominados por chefes políticos centralizadores, geralmente oligárquicos, poderosos e interesseiros. Não suportavam contrariedades.

Há exemplos clássicos e históricos de chefes políticos que mandavam e desmandavam na estrutura partidária em seus redutos subservientes. A democracia era um bicho que eles não conheciam. Nem tinham interesse em conhecê-la.

Em Alagoas: Ademar Medeiros, de Poço das Trincheiras; os Calheiros, de São Luiz e Flexeiras; Elísio Malta, de Pão de Açúcar; Silvestre Péricles de Góes Monteiro, que foi governador do estado e ministro do Tribunal de Contas da União.

Em Pernambuco: coronel Chico Heráclio, de Limoeiro; Agamenon Magalhães, de Serra Talhada.

Na Bahia: João Sá, coronel da Guarda Nacional, de Jeremoabo; Horácio de Matos, tenente-coronel da Guarda Nacional, da Chapada Diamantina; tenente Juracy Magalhães, que foi governador do estado, uma das maiores lideranças que a Bahia teve.

Mudaram-se as eras, mas a prática é a mesma. Mudaram-se os personagens, mas a tradição é a mesma.

Todavia o assunto aqui é o Partido Social Liberal (PSL), este vexame nacional que foi fundado em 1994 pelo empresário pernambucano Luciano Bivar, hoje deputado federal e presidente nacional do partido e uma espécie de coronel autoritário sem patente, quiçá de trajetória duvidosa.

O deputado Bivar sinalizou que pretende transformar o PSL em sua cozinha, administrar os recursos do partido a seu talante e mandar e desmandar, sem ouvir nenhum palpite democrático.

Antes nanico, impulsionado pela ventania de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, que disputou a eleição pelo partido, o PSL elegeu 52 deputados federais (tinha apenas um), 76 deputados estaduais, 4 senadores e 3 governadores. Hoje, diante da bagunça interna, os números podem não ser exatamente esses.

O PSL, por enquanto, é o maior partido na Câmara dos Deputados, depois do PT, que continua tendo a maior bancada.

Dir-se-ia um fenômeno partidário, não fosse a pequenez de seus dirigentes e a pobreza dos ideais que defendem.

Entretanto, a disputa por dinheiro e poder vem ocasionando uma briga de foice interna, de modo que o PSL está se esfacelando.

A agremiação se dividiu internamente, de modo que dirigentes e parlamentares se agridem mutuamente. Pior: publicamente, vergonhosamente.

Eles mesmos se apequenam e se canibalizam.

Uma briga em casa de meretrício seria mais civilizada. Lá, pelos menos tem regras.

Alguns parlamentares e dirigentes do PSL vão acabar saindo do partido e o encolhendo. A tendência é se abrigarem noutras agremiações. Ninguém no PSL suporta ninguém do PSL.

Político ruim tem sempre que mudar de zona. E o PSL tem político ruim de sobra.

Dirigentes e parlamentares estão de olho no dinheiro do partido, que não é pouco: R$ 100 milhões do fundo partidário e R$ 200 milhões do fundo eleitoral que será disponibilizado para as eleições municipais de 2020, em valores aproximados.

Como fartamente publicado pela imprensa, a briga vem se arrastando desde o surgimento de acusações de que o partido gastou dinheiro público com candidaturas “laranjas” nas eleições de 2018.

Na realidade, em quadro assim, o dinheiro vai para o bolso de corruptos, por via de regra, dos próprios dirigentes do partido. Quem menos viu o dinheiro foi o candidato “laranja”, que participou do laranjal na condição de cúmplice da ladroeira e, também e por consequência, deve ser responsabilizado.

Dirigentes do PSL são acusados de estarem envolvidos até o pescoço com tramoias envolvendo dinheiro do fundo eleitoral. Ainda não conseguiram provar que são honestos e inocentes e – parece – não vão conseguir provar tão cedo.

A briga no PSL envolve o presidente da República, que divide seu precioso tempo entre governar e fazer oposição a si mesmo, os filhos do presidente, que vão acabar derrubando o pai do governo e o presidente do partido e seus aliados, que estão pensando tão-somente na bufunfa destinada à agremiação.

Este modesto escrevinhador sempre disse que os partidos políticos do Brasil são vergonhosas excrescências, jamais partidos, nos termos previstos em seus estatutos. São amontoados de interesses em benefício de dirigentes e aliados corruptos.

Entretanto, esses arremedos de partidos políticos sustentam a democracia, esta sim, fundamental para todos os brasileiros.

Quanto ao PSL, o partido já entrou para a história política como uma hipocrisia partidária. Um vexame, uma vergonha.

araujo-costa@uol.com.br

Lula da Silva quer voltar a fazer turismo

Quando o Supremo Tribunal Federal mandar soltar Lula da Silva, que será breve, o ex-presidente já anunciou que repetirá suas caravanas pelo Brasil para, segundo ele, resolver todos os problemas dos brasileiros e mostrar que o PT é a solução de todos os males, que ele mesmo ajudou a aumentar e criou outros tantos.

Lula da Silva será um guia de turismo às avessas. Quer mostrar aos milhões de brasileiros que nele acreditam e aos outros milhões, que não acreditam, que o PT vai fazer o que não conseguiu quando esteve no poder por aproximados quatorze anos.

O PT não conseguiu fazer o que Lula diz que o partido é capaz, por uma razão muito simples: durante o tempo em que esteve no poder se ocupou de locupletar-se a si, a seus dirigentes e apaniguados.

Estão aí, para provar, sobejamente: o mensalão, os assaltos à Petrobras, outras tantas conhecidas falcatruas e os depoimentos dos próprios comparsas, a exemplo do insuspeito ex-ministro petista de Lula e Dilma, Antonio Palocci, amigo de Lula e fundador do PT.

A esquerda critica a direita, mas quando assume o poder faz exatamente igual.

O cronista Mário Viana lembra que “os judeus, quando fugiram do Egito, vagaram quarenta anos pelo deserto em busca da terra prometida, conduzidos por Moisés, o pior guia de turismo da história”.

Lula da Silva, assim como Moisés, deve estar à procura da terra prometida, mas corre o risco de fracassar como guia turístico.

Na culminância de suas embromações, Lula da Silva dizia que o PT e ele tiraram milhões da pobreza. Fingia que dizia a verdade e extasiava-se porque seus seguidores acreditavam cegamente. Continuam acreditando.

Do alto de minha insignificância, estou torcendo para que Lula da Silva consiga seu objetivo.

Tirante as lorotas, ele deve ter aprendido alguma coisa no cárcere. Por exemplo: pisar no chão.

araujo-costa@uol.com.br

Abaré: situação jurídica do ex-prefeito Delísio não está clara

“Político sem mandato é como chocalho sem badalo: balança, mas não toca” (José Cavalcanti).

A sabedoria de José Cavalcanti, paraibano de São José de Piranhas, parece não se aplicar em Abaré, simpático município do submédio São Francisco, sertão da Bahia.

Pelo menos quando se trata de Delísio Oliveira da Silva, sertanejo de ideias firmes, corajoso e incapaz de recuar quando precisa revidar quaisquer acusações que lhe façam adversários políticos, imprensa, formadores de opinião, eleitores e palpiteiros em geral.

Há momentos em que Delísio chega a ser rústico, sem tornar-se deselegante.

Embora atravesse um interregno sem mandato, Delísio continua balançando o chocalho do noticiário do município e incomodando circunstantes e adversários políticos. Frio, como asa de avião, comporta-se de acordo com o vento dos acontecimentos.

Em 2018, este blog pediu uma entrevista a Delísio Oliveira da Silva.

O telefone o alcançou cedo, muito cedo, em Abaré. Do outro lado, a voz inconfundível, o atendimento prestativo, a pergunta ríspida, áspera, sem salamaleques: “Não conheço o blog. Quem vai fazer a entrevista? ”.

Feita a apresentação e aparadas as arestas de praxe, prontificou-se a conversar.

Todavia, não conversou. Político experiente, escorregou educadamente e não concedeu a entrevista. Matreiro, avaliou o momento desfavorável e dispensou este escrevinhador. Fato comum no meio jornalístico.

O blog não insistiu, tampouco Delísio demonstrou interesse na entrevista. E a coisa parou por aí.

Delísio Oliveira da Silva é maduro, faz parte da geração de 1951. É seguro de suas convicções e, mais do que isto, preparado para eventuais botes maliciosos de entrevistadores.

Parece conhecer bem as armadilhas da imprensa, talvez por estar acostumado a ser cutucado pelos meios de comunicação. Ele frequenta o noticiário policial e político, quase simultaneamente, com a mesma desenvoltura com que transita pelas estradas empoeiradas do município de Abaré.

O fato é que a liderança de Delísio é inconteste. Seu prestígio político ainda se afigura sólido e, por isto, incomoda.

Nas últimas eleições municipais, abocanhou nas urnas, salvo engano, 48,92% dos votos válidos, em favor do filho e candidato a prefeito, Delísio Oliveira da Silva Filho (Del de Delísio).

Fernando José Tolentino Teixeira, adversário e atual prefeito do município ganhou a Prefeitura com uma diferença de 231 votos. Obteve 51,08% dos votos válidos. Decerto, uma disputa difícil, tensa, buliçosa.

Decreto de prisão

Agora, Delísio está às voltas com a decretação de sua prisão temporária por trinta dias, que até a elaboração dessa matéria, ainda não tinha sido preso, nem a prisão havia sido revogada.

O édito extremo do juiz da comarca de Chorrochó é datado de 02/10/2019 e determina o recolhimento do ex-prefeito à prisão, temporariamente. Lastreia-se no Inquérito Policial 037/2008, que cuida de suposta prática de delito contra a vida ocorrido no município de Abaré.

Apesar de experiente, Delísio cometeu uma gritante ingenuidade: pensou que a lei vale para todos, o que, de resto, é o equívoco de todos os pobres mortais brasileiros. Exerceu o direito de cidadão e fez uma representação contra o promotor público de Paulo Afonso, que responde pela comarca de Chorrochó.

Em 02/09/2019 fez extensa representação contra o promotor, que foi protocolada na Procuradoria Geral de Justiça da Bahia sob número 003.0.28755/2019.

Delísio elencou um rosário de falhas que, a seu juízo, teriam sido cometidas pelo promotor de Chorrochó, no exercício da função, ou quem fez as suas vezes, dentre outras as seguintes:

Deixou de apreciar procedimento formulado em 19/04/2017, segundo o qual Delísio questionava a nomeação do procurador geral do município de Abaré;

Deixou de apreciar procedimento formulado em 10/05/2017, segundo o qual Delísio questionava a nomeação de servidores pela Prefeitura de Abaré e acusava o prefeito de nepotismo;

Deixou de apreciar procedimento formulado em 29/05/2018, segundo o qual Delísio questionava a locação de um imóvel em ruínas pela Prefeitura de Abaré;

Deixou de apreciar procedimento de 29/05/2018, segundo o qual Delísio questionava a contração da cooperativa COOPERMAIS, acusando a Prefeitura de Abaré de “obscuridade nas contratações” de pessoas;

Deixou de apreciar suposta notícia-crime formulada em 16/08/2018 pelos vereadores do município de Abaré – Francisco de Assis Jericó e Ana Paula Lima de Sá Cruz – que estariam recebendo ameaças;

Mais: o ex-prefeito Delísio alegou, na representação, que em 07/08/2019 esteve na sala do Ministério Público em Chorrochó e que o promotor “lhe faltou com o devido respeito, de forma deselegante, grosseira e antiética na presença de advogados e serventuários do Ministério Público”.

Um mês depois da representação à Procuradoria Geral de Justiça, adveio a decretação da prisão do ex-prefeito, requerida pelo mesmo promotor que o ex-prefeito Delísio representou.

Coincidência? Pode ser.

Presume-se, todavia, que o representante do Ministério Público agiu consoante suas atribuições estritamente legais. É o mínimo que a sociedade espera de suas autoridades, mesmo porque vivemos num regime democrático e sob a égide da Constituição da República.

O que não parece coincidência plausível é um crime ter acontecido em 2008 e somente, agora, 11 anos depois, o Ministério Público ter-se dado conta de que a prisão do suposto mandante faz-se necessária para esclarecer o delito.

Das duas, uma: ou surgiram fatos novos que justifiquem o pedido de  prisão temporária ou a situação jurídica do ex-prefeito Delísio Oliveira da Silva não está clara.

araujo-costa@uol.com.br

Amigos, discursos, saudade.

Recebi um amigo de longa data, em meu escritório, em São Bernardo do Campo, fora do horário de expediente.

Amigo não deve ser recepcionado em meio a telefonemas, agitação, entrada e saída de clientes, muitos deles nem tão clientes assim, embora digam que seja.

O frege do dia a dia deve ficar longe das boas conversas.

Passamos horas relembrando fatos, passagens da vida, peripécias de nosso tempo da faculdade de Direito, coisas que faziam sentido e hoje não mais.

Para provocar, perguntou se eu ainda fazia discursos. “Você discursou até em enterros”, completou. Boa memória, desfiou uma série de datas, palanques, eventos, etc.

É verdade. Fiz discursos até em cemitério. Hoje não faço mais, porque se escassearam as razões para fazê-los. O encanto das razões políticas então, nem se fala, escafedeu-se.

Cadê nossas perspectivas da juventude? Onde estão os horizontes que sonhávamos? Onde foram parar as palavras que voavam nos discursos utópicos e inflamados que fazíamos?

Naquele tempo, podíamos elogiar governantes, legisladores, membros do Judiciário. Hoje não há mais a quem elogiar. Apequenaram-se todos em meio a interesses pessoais e à vaidade.  Sucumbiram-se à desfaçatez, à arrogância, ao idiotismo.

Nesta quadra da vida, quando nada mais me causa surpresa, só faria discursos se fosse para falar mal, mesmo que de defunto. Há tantos que merecem uma lembrança post mortem!

Falamos de tantas amenidades, de tantos atalhos da vida, de tantas esquinas, de tantas figuras abomináveis.

Lembramos as tribunas parlamentares, os belos discursos que hoje não há mais quem faça, até mesmo por falta de inteligência dos oradores; lembramos a vigilância dos que observam atentamente as ações dos políticos sem nada poder dizer.

Lembramos o vazio das casas legislativas, a pequenez de nossos congressistas.

Em tempo de crise, havia oradores no Brasil que davam à palavra a vibração dos sentimentos da população, interpretavam os anseios populares.

À saída, meu amigo repetiu todos os defeitos que costumava despejar sobre este modesto escrevinhador. Lembrou: “cuidado para não ser expulso dos lugares por onde anda. Você continua sendo muito chato”.

Então, recordamos que, em solenidade, o crítico Agripino Grieco (1888-1973), em inflamado discurso numa cidade paulista banhada pelo Rio Paraíba do Sul, excedeu-se e disse que o Rio tinha tanta vergonha daquela cidade que mais adiante se jogava no mar.

Foi expulso da solenidade.

Meu amigo advertiu: “Convém você não se esquecer disto”.

Não vou esquecer.

araujo-costa@uol.com.br

A Bahia católica está mais forte

Em meio a tantas notícias ruins que a Bahia tem produzido, surge uma boa notícia: a canonização de Irmã Dulce, que a partir de hoje será venerada por todos os fiéis cristãos com o nome de Santa Dulce dos Pobres.

Nascida Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes (1914-1992), Irmã Dulce construiu um complexo de obras sociais na Bahia com destaque para o Hospital Santo Antonio, de Salvador.

A canonização de Irmã Dulce é um alento para os católicos.

Em 1970, 92% dos brasileiros eram católicos. Hoje, esse número caiu para 64%, um declínio atribuído ao surgimento desenfreado de igrejas de denominações evangélicas auxiliado por inegável apatia da Igreja Católica Apostólica Romana.

Mas o Brasil continua sendo o maior país católico do mundo.

Hoje a Bahia católica se ajoelha para a Santa Dulce dos Pobres.

Só a fé é capaz de dar alento a todos nós nessa quadra do tempo em que os governos em todos os níveis são medíocres, o Judiciário vive de costas para a população e o Legislativo segue sem entusiasmo para defender os interesses da população, sobretudo dos mais carentes.

A Bahia fica mais forte com a canonização de Irmã Dulce. Seu exemplo de dedicação à causa dos necessitados pode indicar o caminho para que todos nós deixemos de lado a arrogância, o egoísmo, o narcisismo e a indiferença em relação aos mais humildes.

araujo-costa@uol.com.br