Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República/Brasil Escola-UOL
“Em matéria de política, sou uma vaca fardada.” (General Olímpio Mourão Filho, 1900-1972) .
Em 1964, o general Olímpio Mourão Filho partiu de Juiz de Fora, Minas Gerais, com as tropas do Exército, destino ao Rio de Janeiro, com o intuito de derrubar o presidente constitucional João Belchior Marques Goulart (Jango) que viria a cair, não necessariamente por ação do general Mourão.
Mais tarde, num momento de lucidez, o general Mourão Filho declarou: “Em matéria de política, sou uma vaca fardada”.
Sobreveio a ditadura militar de 1964, cinco generais-presidentes, uma Junta Militar, vinte e um anos de escuridão e o que mais se conhece do período que não vem ao caso recordar.
Em data recente, surgiu o quiproquó do final do governo Bolsonaro que resultou na suposta tentativa de um golpe de Estado.
A Polícia Federal, comandada pelo ex-chefe da segurança pessoal de Lula da Silva, diz que a famigerada tentativa de golpe foi arquitetada pelo então presidente Bolsonaro.
A Procuradoria Geral da República concordou com a PF e não há novidade nisto, porque este é seu papel constitucional: acusar.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal vai condenar Bolsonaro, em tempo recorde, a passar alguns anos no xilindró para aprender a deixar de ser besta e não brincar com coisa séria.
A Primeira Turma do STF compõe-se de cinco ministros, quatro indicados pelos governos petistas. Dilma Roussef indicou Luiz Fux; Lula da Silva indicou Carmen Lúcia, seu advogado Cristiano Zanin e seu ministro da Justiça Flávio Dino. Alexandre de Moraes, relator do caso Bolsonaro, foi indicado por Michel Temer.
Indubitável que a condenação do ex-presidente Bolsonaro já está alinhavada e engendrada, independentemente de provas, regras e disposições processuais.
A imprensa lulopetista já vê a condenação como favas contadas, inobstante Bolsonaro ainda não ter exercido seu direito de ampla defesa, como prevê a Constituição da República, embora ditames constitucionais na atual conjuntura sejam relativos e moldáveis, consoante o que entender o STF.
A julgar pela quantidade de acusações que pesam sobre o ex-presidente Bolsonaro e alguns de seus generais auxiliares, deve haver muitas vacas fardadas nos quartéis que não entendem bulhufas de política.
O general Mourão Filho pelo menos teve a humildade de reconhecer sua ignorância política. Não se sabe se outros terão essa humildade.
Militares – até com patente de generais, inclusive da reserva do Exército – e pessoas do entorno do presidente da República ocuparam-se com toda aquela trapalhada ingênua apontada nas investigações, o que chega a ser uma babaquice.
Há exageros, evidentemente.
Ainda bem que não deu certo.
Como um golpe de Estado pode acontecer nessa quadra do tempo, tendo à frente gente tão incompetente?
Salvou-se o Brasil.
Salvamo-nos todos nós.
Esses bolsonaristas investigados por golpe de Estado devem ser absolvidos pelo Poder Judiciário.
Trata-se de tentativa de crime impossível, em razão de absoluta falta de inteligência de seus idealizadores.
Risível, patético:
Uma comentarista lulista da GloboNews, possivelmente na ânsia de agradar o governo do presidente Lula da Silva, disse que uma das causas do aumento do preço dos ovos é que as galinhas estão trocando as penas.
“Pode isso, Arnaldo?”
De fato, há uma ocorrência natural que acarreta a troca das penas das galinhas poedeiras e causa pausa na produção.
Mas daí a dizer que isto fez aumentar o preço dos ovos no Brasil vai uma grande distância, até porque as galinhas trocaram de penas outras vezes e não somente agora nesta fase difícil do governo Lula.
Há dois esteios que direcionam a contribuição de Ahmad Ali Saifi na sustentação do Islam no Brasil e Amércia Latina.
Em 1978 ele fundou em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, a Sociedade Islâmica de Beneficência Abu Baker Assadik, mais conhecida como Mesquita Muçulmana, instituição que se tornou referência para toda a comunidade.
Anos mais tarde, em 1987, fundou o Centro de Divulgação do Islam para a Amércia Latina (CDIAL), ampliando, assim, a divulgação do Islam em toda aquela região do continente americano.
O CDIAL se propõe, dentre outros objetivos, ao trabalho de divulgação e ensino islâmico e da língua árabe e, neste contexto, vem contribuindo para o desenvolvimento social, através de projetos humanitários e ações sociais, apoio a outras mesquitas, orientação religiosa aos muçulmanos e fortalecimento de laços contínuos entre todos eles no continente abrangido.
Há registro que o trabalho de Ahmad Ali Saifi remonta ao ano de 1965 quando, ainda jovem, idealizou a fundação do Movimento de Jovens Muçulmanos em São Paulo. De lá para cá seu trabalho se intensificou sobremaneira em prol do objetivo colimado e exitoso.
Conhecido e bem relacionado em todo o mundo islâmico, Ahmad Ali Saifi constituiu família no Brasil, bem estruturada social e profissionalmente e mantém profícuo relacionamento com brasileiros e pessoas de outras nacionalidades.
Considerado este cenário, Ahmad Ali Saifi contribui, consideravelmente, para a sociedade de São Berrnardo do Campo, quer na condição de cidadão, quer como dirigente de respeitáveis instituições islâmicas.
Entretanto, Ahmad Ali Saifi não abandonou suas raízes libaneses. Vive alternadamente, entre o Brasil e o Líbano, onde mantém estrutura de vida e cultura na região de Sultan Yacoub, no Vale do Bekaa, ao leste da capital Beirute.
araujo-costa@uol.com.br
Post scriptum:
A base deste artigo lastreia-se na História do CDIAL/Portal IslamBR.
Presidente Lula da Silva e a gravata Louis Vuitton/Poder 360
O presidente Lula da Silva orienta a população a não comprar comida, se estiver cara, mas em 06/02/2025 apareceu usando uma gravata francesa de luxo Louis Vuitton que custa R$ 1.680,00, segundo a imprensa noticiou.
O Poder 360 mostrou a gravata de Sua Excelência, “o pai dos pobres”, em edição de 08/02/2025.
Em 2024, Lula apareceu usando um relógio “feito de ouro branco 18 quilates e prata 750, modelo Cartier Santos Dumont, um clássico da marca francesa. Além disso, possui uma coroa arrematada com uma pedra safira azul. O relógio é avaliado em R$ 60 mil” (CNN Brasil, 07/08/2024) e consta que Lula recebeu de presente em 2005, em seu primeiro mandato presidenical.
De outro turno, o Supremo Tribunal Federal (STF) comprou 100 gravatas padronizadas ao preço unitário de R$ 384,00 no total de R$ 38.475,00 para, segundo o presidente de nossa subida Corte, os ministros presentearem a sortudos amigos do Judiciário (UOL, 10/02/2025).
As gravatas foram custeadas pelo pagador de impostos, evidentemente.
O presidente do STF justificou:
“A razão real para isso é que nós recebemos muitas visitas ou visitamos lugares onde as pessoas nos dão presentes e portanto foi uma forma que nós encontramos gentil de retribuir com uma gravata que tem o símbolo do Supremo Tribunal Federal. Modéstia parte, ficou muito bonitinha”(UOL, 10/02/2025).
Tudo muito bonito. Mas por que os ministros do STF, que ganham muito bem, não compram os presentes com seu próprio dinheiro?
Estamos numa democracia em pedaços.
A elite deita e rola com o dinheiro público e muitos brasileiros passam fome.
“Nada está mais próximo da ingenuidade do que a malícia levada ao extremo.” (San Tiago Dantas, jornalista e advogado, 1911-1964, ministro da Fazenda e Chanceler do presidente João Goulart).
É inegável que o PT foi fundado com nobreza de propósitos, porque assim pensavam seus fundadores.
Lula da Silva, principal símbolo do PT/Crédito: Revista Veja
Entretanto, muitos deles abandonaram o partido quando perceberam que estava à deriva e rumando em sentido contrário às convicções que defendiam.
Insta acentuar que isto ficou evidente tão logo o PT assumiu o poder da República, nos primeiros anos de Lula da Silva com o surgimento do mensalão e outras práticas antes condenadas pelo partido.
Em 10/02/1980, o PT nasceu ajoelhado aos pés da elite.
Com grande apoteose, foi fundado nas dependências do tradicionalíssimo e centenário Colégio Nossa Senhora de Sion, frequentado pela elite quatrocentona paulistana.
Naquele dia, ali tinha de tudo: intelectuais exaltados, esquerdistas frustrados, sonhadores, líderes bem-intencionados, ex-presos políticos e opositores ferrenhos da ditadura militar e ingênuos de toda ordem, et cetera. Menos trabalhadores.
O simbolismo não podia ter sido maior. Lula disse, em algumas ocasiões e até com uma ponta de orgulho, que nunca os banqueiros e a elite empresarial ganharam tanto dinheiro como nos dois primeiros mandatos dele.
Com o tempo, o PT foi arrebanhando ativistas da esquerda católica, profissionais liberais e marxistas de alto costado, de forma que atingiu robustez suficiente para sustentar-se por longas décadas, como principal voz da esquerda.
O fôlego do PT não acabou. Está longe disto. O partido tem estrutura, estofo e muito dinheiro dos Fundos Partidário e Eleitoral para liderar o pensamento da esquerda no Brasil e carregar com ele outros partidos satélites, por muitos anos. Em 2024 o PT abocanhou R$ 619,8 milhões do Fundo Eleitoral.
O PT lidera grande massa de seguidores que sequer entende o que é ideário partidário. São os fanáticos lulistas e outros milhares que foram beneficiados com benesses, cargos públicos, mordomias e posições de destaque nos governos petistas.
São os deslumbrados que, à época dos primeiros governos petistas, gastavam com regabofes, jatinhos, viagens nababescas, hotéis, bebidas caríssimas e outras inacreditáveis coisas mais.
Nada mudou, entretanto.
Em seu aniversário de 45 anos, o PT vive às voltas com o maior de seus dilemas: readquirir a confiança de trabalhadores e grande parte da juventude que migraram para outras bandas ou ficaram indiferentes, em razão do desmoronamento moral do partido.
A Região Nordeste, principal sustentáculo eleitoral de Lula da Silva, já sinaliza baixa na popularidade do presidente que, preocupado, está mudando a estratégia de comunicação do governo.
Lula da Silva criou a polarização “nós” e “eles”, essa estupidez irritante. Distanciou-se arrogantemente de partidos como PSDB e do então DEM e depois, contraditoriamente, aproximou-se desses segmentos ou do que restou deles. Está aí o conluio com o vice-presidente Geraldo Alckmin, antes impensável diante das acusações mútuas.
O fato é que, com o passar do tempo, o PT foi-se desviando de seu ideário e descambou para a vala comum dos demais partidos comumente inchados de inescrupulosos, aproveitadores, mentirosos e meliantes ávidos por cargos públicos. Muitos deles conseguiram seu intento sob a égide petista.
Outro dilema do PT é a incapacidade de desatrelar-se do morubixaba Lula da Silva. O partido não consegue construir ou vislumbrar outra liderança nacional capaz de substituí-lo e possa assumir a candidatura presidencial em 2026.
O PT é Lula. Sem Lula o PT é uma estátua corroída pelo tempo e pelas más ações do partido.
Vaidoso, Lula da Silva dificulta o caminhar do PT por suas próprias pernas. Ele determina com que e com quem o partido deve seguir para retomar o espaço que jogou para o alto, em razão de ter priorizado as práticas abomináveis de nossa história política.
O exemplo de 2016 gritou fundo nas entranhas do partido. O desempenho do PT nas eleições municipais daquele ano foi um descalabro em todo o Brasil. Em São Bernardo do Campo, berço do partido, o PT sequer conseguiu reeleger vereador um dos filhos de Lula que tinha mandato na Câmara Municipal.
Nas eleições de 2024 repetiu-se o declíneo nas urnas. O partido não sucumbiu graças às alianças com outros partidos.
Inegável é que, com o passar do tempo, o PT se foi desviando de seu caminho sonhado em 1980.
Daí para frequentar às páginas policiais foi um passo, situação que ofuscou o protagonismo do partido e levou alguns de seus dirigentes ao cárcere, numa de suas piores fases.
Deu no que deu: Lula da Silva, sua maior liderança, caiu no despenhadeiro das discussões jurídicas e, seguramente, decepcionou muitos brasileiros que nele acreditavam.
Lula nega seus desvios éticos, mas parece não ser o caso de continuar tapando o sol com a peneira. Os registros da História são implacáveis, indestrutíveis, inapagáveis.
Como dizia San Tiago Dantas, “nada está mais próximo da ingenuidade do que a malícia levada ao extremo”.
Lula levou a malícia ao extremo. Seguirá líder, mas um líder desacreditado por considerável parte da população, inclusive por um grande número de pessoas que antes o admirava.
É difícil para o PT recuperar a credibilidade do patamar anterior aos primeiros governos petistas. Membros do partido serão sempre vistos como raposas no galinheiro.
A presidente nacional do PT parece engajada somente em se desvincular do passado nebuloso do partido. É possível que Lula da Silva lhe dê um prêmio de consolação no ministério e coloque outro na presidência do partido.
Até petistas convictos vêm discordando do discurso piegas da direção do partido. E a direção do partido não sabe mudar de estratégia, ou por escassez de inteligência ou por cara de pau mesmo.
O PT sabe que errou. Entretanto, não pode exteriorizar sua derrocada, para não desencorajar a militância desinformada e admiradores. Faz um discurso inverso, sem base fática, difícil de convencer, às vezes delirante.
Em consequência, a cada dia fica mais escancarado que o PT não prima pela preservação de suas raízes históricas, mas por tudo aquilo que lhe interessa, principalmente dinheiro e poder.
O partido foi ávido por cargos em todos os níveis e posições da República, mas se descuidou de seu maior patrimônio: a ética.
O inventário de 45 anos do PT apresenta um amontoado de resultados abomináveis, entulhos de radicalismo e, sobretudo, falta de compromisso com a ética, que tanto defendeu.
Todavia, o partido não está isolado neste imbróglio de desfaçatez. Estão aí os outros partidos políticos que lhe fazem companhia, igualmente desmoronados sob o ponto de vista ético. São aliados espertos, malandros, velhacos.
A explicação para tudo isto é simples: o PT abandonou a estrada que idealizou e abraçou o fisiologismo, a avidez por posições e cargos, a ânsia pelo poder, o radicalismo, o apoio a ditaduras cruéis, a exemplo de Cuba, Venezuela e Nicarágua.
O PT faz 45 anos amargando algumas realidades.
Nas eleições municipais de 2024, o PT perdeu no principal de seus redutos, o ABC paulista, onde vem encolhendo há tempos. Em Santo André, São Bernardo do Campo (berço político de Lula da Silva), São Caetano do Sul e Diadema, por exemplo, foi derrotado fragorosamente nas urnas.
O jornalista e escritor Jason Tércio conta a história.*
Tempo de ditadura militar. Carlinhos Oliveira, jornalista boêmio e notívago, conhecido por dez entre dez cariocas da Zona Sul, dirigia-se à vida noturna, quando foi abordado pela temida polícia política do general-presidente Emílio Garrastazu Médici.
– Documentos?
– Não tenho.
– Mas então o senhor não existe?
– Existo, sim. Sou público e notório.
Anos mais tarde, já nos estertores do governo do general-presidente João Batista Figueiredo, ex-chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI), eu morava na Rua Brás Cubas, no centro de Santo André, ABC paulista.
Tempo de estridente efervescência política no ABC, berço de seguidas contestações contra o regime militar, estudantes às voltas com a polícia.
Costumava sair com os amigos à noite para jogar conversa fora e beber um pouco, quando podíamos beber. O dinheiro era curto.
Certa noite, saí sozinho e me abanquei num botequim meia boca da Rua Bernardino de Campos, nas imediações da Estação Ferroviária.
Sentei-me em volta ao balcão, fazendo hora, enrolando para não esvaziar o copo, porque o bolso não correspondia à minha vontade.
Notei um rapaz que me olhava de soslaio, cara de milico disfarçado. Só podia ser do SNI, pensei. Levantava-se de vez em quando, dirigia-se até à porta do bar e voltava em seguida para o mesmo lugar, sempre ao meu redor.
Comecei a ficar incomodado e já ia me retirando, quando o rapaz me cumprimentou, solícito.
– Estava lhe reconhecendo, mas não quis lhe abordar antes. Você estuda no Colégio Santo André?
Confirmei. Mas a palavra abordar me fez desconfiado, linguagem de polícia. Puxou conversa:
– Você gosta de falar de política, criticar o governo, parece revoltado.
Continuou:
– Também estudava no Santo André, mas mudei de escola e hoje estou fazendo “outro troço”.
– Que troço? eu quis saber.
– Fazendo um curso pra investigador.
Acho que ele estava fazendo um teste para o SNI, mas não podia falar.
Saí do botequim aliviado. Eu já havia passado um perrengue com a polícia do governador arenista Laudo Natel, que achava que todo estudante era subversivo.
Mas, afinal, eu era público e notório.
* O escritor Jason Tércio conta o caso de Carlinhos Oliveira no livro O homem na varanda do Antonio’s, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2004.
Presidente Lula da Silva e Janja/Crédito Ricardo Stuckert, Presidência da República
Ao ser informada de que os camponeses estavam passando necessidade e não mais podiam comer pão, a princesa Maria Antonieta zombou da fome dos franceses: “Que comam brioches”, que eram pães luxuosos, enriquecidos e mais caros.
Os franceses a guilhotinaram durante a Revolução Francesa de 1789-1799.
O episódio faz lembrar a frase dos ministros lulopetisas Rui Costa e Fernando Haddad que conhecem sobejamente a história francesa. Ambos foram claríssimos: “se a laranja está cara, coma outra fruta”.
“O ministro da Casa Civil, Rui Costa, sugeriu que, se uma fruta estiver com preço elevado, o consumidor pode mudar o alimento que vai consumir como forma de driblar a alta do preço do produto. O ministro deu o exemplo da laranja: “Em vez da laranja, comer outra fruta” (O Estado de S.Paulo, 24/01/2025).
Lula da Silva, por sua vez, foi mais enfático, em entrevista a rádios da Bahia:” “Não comprar comida, se estiver cara”.
Lula foi mais além e disse que a população precisa ser educada para saber o que comprar e comer.
Sua Excelência, que não frequenta supermercados e feiras livres, desconhece que todos os alimentos estão caros e não somente as frutas.
Lula e seus ministros fazem um convite à inanição.
Pelo andar da carruagem – ou da insensatez – Lula da Silva, Rui Costa e Fernando Haddad serão guilhotinados pelas urnas nas eleições vindouras.
A guilhotina já passou pelas eleições municipais de 2024 e deu uma aparada na arrogância do lulopetismo, que faz de conta que não foi com ele.
Aliás, o jornalista Valdo Cruz, comentarista da GloboNews, na ânsia de agradar Lula da Silva e aliados, disse que o PT perdeu as eleições em 2024, “mas cresceu”.
O jornalista não explicou em que colégio ele aprendeu essa operação matemática.
Agora a contradição de Lula, em manchete da BandNews:
“Treinamento de cozinheiros de Lula e Janja custa R$ 57 mil ao governo.”
“O governo federal desembolsou R$ 57.468,54 em contratação direta por dispensa de licitação para o treinamento de garçons, copeiros e cozinheiros que trabalham nas residências oficiais da Presidência da República. O cronograma prevê três cursos com o objetivo de capacitar 46 servidores. As informações são do jornalista Tácio Lorran do portal Metrópoles.” (BandNews, 30/09/2024).
“Dentre as técnicas que constam no programa de treinamento estão o preparo de churrasco com carnes nobres (40h), cozinha brasileira (40h) e cozinha clássica (60h). No módulo “Técnicas de Garçons” (36h), os profissionais irão aprender etiqueta profissional e técnicas para serviço a la carte e buffet”, segundo a mesma matéria da BandNews.
Ou seja, enquanto esbanja dinheiro público para treinar 46 servidores de sua cozinha e comer muito bem, Lula orienta a população a não comprar comida.
Está explicado onde foi parar a picanha que Lula prometeu em 2022 e não apareceu: na cozinha dele.
“O único patrimônio real do homem é o passado”. (Tristão de Atayde, 1893-1983)
As raízes de Pascoal Almeida Lima continuam fortes no município de Chorrochó, onde exerceu longa e ininterrupta atividade política.
Tércio de Fafá/Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Chorrochó
Pascoal Almeida Lima foi prefeito de Chorrochó no período de 31/01/1973 a 01/01/1977, eleito pela Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e amparado na estrutura político-eleitoral de Dorotheu Pacheco de Menezes.
Político probo e experiente, Pascoal vinha de sucessivos mandatos de vereador que remontavam às primeiras legislaturas do município. Faleceu em 2011 com 85 anos de idade.
Pascoal era casado com D. Renilde Almeida Lima, grande figura humana, que exerceu discreto papel de primeira dama, enquanto ele, homem de temperamento irrequieto, defendia intransigentemente a causa e os valores de sua gente. D. Renilde faleceu em junho de 2016.
O mundo político naquela quadra do tempo, por óbvio, era outro, outras as conjecturas e composições eleitorais, diverso o pensamento dos homens públicos daquela geração.
A partir de janeiro de 2025, a titularidade da Secretaria de Saúde do município de Chorrochó está sob a responsabilidade de Pascoal Almeida Lima Tercius (Tércio de Fafá), político habilidoso e ex-presidente da Câmara Municipal.
Como se vê, acertada escolha do prefeito Dilãn Oliveira, também relativamente jovem, dono de admirável tirocínio administrativo e estilo de governar inovador.
O secretário de Saúde de Chorrochó tem 45 anos completados em novembro último. É filho de Rita de Cássia Nascimento Lima e Pascoal Almeida Lima Filho.
Estudou na Escola Estadual de Barra de Tarrachil até os 8 anos e concluiu o 2º Grau em Petrolina. É bacharel em Fisioterapia pelo Centro Universitário CESMAC, de Maceió.
Tércio de Fafá vem brilhando continuamente há alguns anos. Ostenta considerável grandeza na constelação política de Chorrochó, de modo que traz boas expectativas para o município, quer como secretário, quer como reconhecido e inquestionável líder político.
Tercius já havia sido presidente da Edilidade, que exerceu com eficiência e dinamismo, ainda jovem, à época por volta de 34 anos.
O pai também foi líder e vereador atuante, de sorte que Pascoal Tercius teve boa e eficiente escola política, o que lhe dá sustentáculo para sua carreira e lhe credencia para voos seguramente mais altos.
Mais do que a vereança, a presidência da Câmara lhe deu parâmetro para delinear o reconhecimento de sua liderança e a percepção de antever horizontes mais claros para Chorrochó.
Com base política e eleitoral em Barra do Tarrachil, Tércio de Fafá tem se destacado na construção de seu lastro político à semelhança dos líderes de sua famíla que o antecederam.
Embora cedo para avaliar a atuação do secretário de Saúde de Chorrochó, é razoável presumir que ele pode surpreender no exercício de sua atuação nesta área tão carente de atenção e de recursos.
É conhecedor das necessidades prementes do município, mormente quando se trata de assistência à saúde da população e, neste particular, pode trazer novas ideias para a área que comanda.
Dinâmico e sabidamente eficiente, o secretário Tércio de Fafá lastreia-se no saudável patrimônio moral deixado por Pascoal e Fafá.
Presidente Lula/Crédito: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Alguma coisa não anda bem no reinado de Lula da Silva.
Lula só piorou. Fanfarrão e vaidoso, conta uma peta aqui, outra acolá e promete mundos e fundos à população que ele diz ter tirado da pobreza.
Há quem acredite.
Seus súditos riem, dão gargalhadas. Os fanáticos de Lula deliram.
Os pobres, famintos e desamparados sentem o desprezo.
Lula precisa voltar às ruas e inteirar-se da realidade. As cidades estão apinhadas de famintos, pedintes e desamparados.
O lulpetismo encontrou uma expressão bonita para classificar moradores de rua, camuflar a realidade e ajustar-se ao politicamente correto.
Agora o lulopetismo diz que não há moradores de rua, mas “pessoas em situação de rua”.
Que bonita a eloquência do lulopetismo! Mas que cruel e triste a situação dessas pessoas!
A mudança da expressão mudou a condição de vida dessas pessoas?
Lula promete uma coisa e seu governo vai na contramão do que ele promete.
Em entrevista a rádios da Bahia, feudo do PT, Lula orientou a população no sentido de, se a comida estiver cara, não compre. Noutras palavras, não pode comprar, fique com fome.
Um acinte à inteligência dos brasileiros. Todos sabemos que o governo não está conseguindo governar para a população.
Neste tempo de lulopetismo deslumbrado, as burras dos aliados do presidente estão transbordando de dinheiro. Dinheiro público, claro. Os petistas adoram cargos, cabides de emprego, salários, mordomias, jatinhos, poder, et cetera.
Aliás, gostar de se lambuzar no dinheiro público não é privilégio dos adeptos de Lula da Silva. Assim foi em todos os governos, Bolsonaro inclusive.
Lula da Silva mantém sigilo de 100 anos nas informações e gastos palacianos estratosféricos, inclusive de sua atabalhoada gestão. Aí tem!
Quem tiver boa memória vai lembrar que no debate presidencial de 2022 Lula da Silva criticou severamente o então presidente Bolsonaro e o questionou por que singilo de 100 anos e prometeu revogá-lo imediatamente.
Não revogou. Nem vai revogar. Ele sabia que não ia revogar, mas tinha que usar o oportunismo eleitoral para falar à galera que acredita em Lula da Silva.
Já há sinais de fumaça no costumeiro reinado da maracutaia lulista.
Em data recente, o Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar irregularidades do governo de Lula da Silva.
“Os investigadores querem apurar os motivos que levaram o governo Lula a esconder informações sobre a quantidade de assessores que auxiliam a primeira-dama Janja”, “o uso de sigilo com relação à visita dos filhos do presidente Lula ao Palácio do Planalto” e “a sonegação de dados sobre o uso do helicóptero presidencial e gastos com alimentação no Palácio da Alvorada.” (Coluna Radar, Veja, 05/02/2025).
No mais, Lula é aficcionado por Bolsonaro.
Um descalabro não cuidar de si mesmo e de seu governo, mas criticar o adversário.
Lula fala mais de Bolsonaro e menos de seu governo lulopetista claudicante, confuso, contraditório.
Agora, Lula flerta sutilmente com a campanha presidencial de 2026.
Lula não sabe se poderá ser candidato em 2026, se seu estado de saúde lhe permitirá, mas já anda dizendo que vai ganhar de Bolsonaro.
Ora, veja: Nem Lula é candidato, ainda, nem Bolsonaro que está inelegível, pode ser candidato, se algum dia puder.
Muita politicagem e pouco desempenho governamental.
“Já vi que passou o planeta. Só escapa quem voa!” (Luizinho Lopes, Curaçá-BA, 1919-2023, apud Esmeraldo Lopes).
Capa da autobiografia de Luizinho Lopes/Arquivo Salvador Lopes
Luizinho Lopes beirou os 105 anos. Quase chega lá.
A História de Curaçá conta as peripécias de um vaqueiro nascido na Fazenda Riacho do Gato chamado Luiz Lopes Filho (Luizinho) que aos 103 anos teve a façanha de lançar sua rica autobiografia. Estávamos em julho de 2022.
Experiente e sábio, Luizinho deixou, dentre muitas, uma lição lapidar, mormente para as gerações do agora, que vivem embaraçadas com a sede de absoluto e com o emaranhado de geringonças eletrônicas:
“É agradável quando eu chego em um lugar e as pessoas percebem minha presença. Do mesmo modo, é bom quando eu saio e percebem que eu saí.”
É a essencialidade do viver em sociedade. A percepção da presença e da ausência do outro, razão primeira do existir saudável e da convivência de todos nós.
Conhecedor da caatinga e de seus mistérios, Luizinho Lopes foi vaqueiro até a finitude de seu caminhar.
Retirei d’algum lugar, fragmento do texto de Esmeraldo Lopes, nosso sabido, conspícuo e sempre admirado sociólogo de Curaçá:
“Luizinho é um desses sujeitos que gosta de palestrar, mas às vezes se põe na posição de escutador. E quando está assim, fica ali no silêncio, enrosca as mãos no corpo, cochila, acorda, cochila… Entre todos os assuntos, o que mais lhe atrai são as mudanças do mundo. Ele sempre afirma que o mundo não tem mais jeito, que nada mais lhe surpreende, que está tudo desmantelado.
Mas outro dia ele estava como escutador e chegou um seu camarada e veio contando: “Rapaz, não sei se vocês já ouviram dizer, mas a mulher do finado… tá de homem”. Luizinho, que estava cochilando, levantou a cabeça na rapidez de um piscar e bradou: “Já vi que passou o planeta. Só escapa quem voa!”
Esmeraldo Lopes é abalizado e insuspeito para falar sobre Luizinho Lopes. Ademais, é catedrático na arte de decifrar o entender dos curaçaenses.
Esteio de sabedoria e decência, Luizinho Lopes é um sustentáculo da história de Curaçá.
O jornalista e professor Luciano Lugori cunhou uma expressão certeira na vida e na história de Luizinho: “Um grande homem que arreliou o tempo.” (Curaçá Oficial, 28/11/2023).
“O mundo é o seu caderno, as páginas em que você faz suas somas.” (Richard Bach)
Francisco Ferreira Vital/Arquivo da família
Incluo-me entre aqueles que cutucam o tempo, cavam as lembranças e se enternecem com elas.
As construções precisam de esteios e de cumeeiras para se sustentarem diante da ação do tempo. “O tempo atreve-se a colunas de mármore”, disse padre Vieira. Imaginemos o que o tempo é capaz de fazer com a fragilidade humana.
Desmoronam-se as colunas, os esteios, mas ficam as lembranças, os exemplos, mormente os bons exemplos.
Francisco Ferreira Vital, que seus contemporâneos chamavam Chiquinho Vital – e ainda hoje a história de Patamuté mantém assim intacto o nome – era um senhor impressionantemente culto, atencioso, educado e respeitador.
Chiquinho Vital constituiu família nobre em Patamuté e a educou consoante os rígidos modelos de educação disponíveis à época. Era entusiasta da educação e incentivador dos jovens no sentido de caminharem em direção ao conhecimento, em busca de novas alvoradas.
O núcleo familiar de Chiquinho Vital compunha-se da mulher Josefa Mendes Vital e das filhas Ana Mendes Vital Matos, Euza Maria Vital, Maria da Silva Vital e Francisca da Silva Alves. E os filhos Mílton Ferreira Victal, Bonifácio, João Vital e Nequinha.
Vestia-se elegantemente, sempre com um paletó sobre a camisa de mangas longas, olhar sereno, passos firmes, aguçada inteligência e notável apreensão fulminante. Colhia no ar as dúvidas, as angústias dos circunstantes, a pergunta que ainda estaria balançando nas conjecturas.
Impressionava suas lições didáticas, sem consultar nenhuma anotação, estribado somente na memória, no conhecimento e na experiência.
Este escrevinhador muitas vezes se valeu de seus ensinamentos para esclarecer pontos sugeridos pelas professoras primárias da Escola Estadual de Patamuté, única existente à época, inclusive por sua filha e professora Ana Mendes Vital Matos.
Francisco Ferreira Vital era uma referência em Patamuté no que tange ao delineamento de vida, seriedade firmada ao longo do tempo, benevolência e, sobretudo, irrepreensibilidade de caráter.
Sempre prestativo, disponibilizava-se para longas conversas com jovens, para dar-lhes orientação sobre horizontes, sonhos, vida futura.
Além de suas atividades de praxe, Chiquinho Vital mantinha uma espécie de ateliê.
Tratava-se de um espaço acoplado ao casarão de sua residência, onde inventava candeeiros, objetos de decoração e outras coisas mais e se servia daquele mesmo lugar para receber amigos, pessoas das fazendas e estudantes ávidos para tirarem dúvidas sobre assuntos escolares.
Os candeeiros, desconhecidos no dia a dia de hoje, eram necessários e muito úteis naquela quadra do tempo, em todo o Nordeste. Em Patamuté e na zona rural do distrito, também, porque não havia energia elétrica.
Chiquinho Vital ia buscar, nos recônditos de sua admirável inteligência, as criativas invenções que todos admiravam – e não somente candeeiros.
Atravessava regularmente a pacata rua de Patamuté, chapéu bem acomodado e ia ter-se no armazém de Antonio Paixão, seu amigo de longas conversas e altas elucubrações. Conversa aprumada e interessante sobre assuntos diversos.
Demoradas conversas sobre amenidades. Bate-papo despretensioso, bonito, enriquecedor, provocador de ideais.
Como conversa puxa conversa, ambos iam esticando, descontraidamente, como se puxassem a linha de um novelo.
Minha memória esburacada ainda enxerga a caneta entre os dedos, criteriosamente pousada sobre o papel de embrulho no balcão tosco, ensinando-me regra de três simples e composta. Era exímio em cálculos aritméticos. Aliás, era um mestre em generalidades.
Depois esqueci, mas a memória reteve o interesse dele em ensinar e a paciência com que suportava minha dificuldade de aprender.
Tentei guardar seus ensinamentos voltados à moral e ao bom comportamento que, confesso, ainda não consegui segui-los à risca. Em idade septuagenária, sou um caso perdido.
O mundo de Chiquinho Vital foi um caderno que só somou em suas páginas.
Em tempo:
Sou grato a Anselmo Vital Matos que, com presteza, me socorreu informando os nomes corretos da família e com a foto de Francisco Ferreira Vital.
Agradeço também ao professor Wagner Gomes, filho de Patamuté, que me lembrou sobre a omissão, no texto, de alguns nomes de integrantes da família de Chiquinho Vital. Editei a matéria em seguida e peço escusas aos leitores pelo descuido.
O professor Wagner acrescentou uma informação que eu desconhecia e faço o registro. Chiquinho Vital era natural de Juazeiro e tinha um irmão gêmeo.
Zelinho Sena, outro filho ilustre e atento de Patamuté, acrescentou valiosa observação segundo a qual Chiquinho Vital foi Juiz de Paz do distrito de Patamuté.