O comandante do Exército em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo de 09/09/2018 esclareceu o que todo brasileiro precisa saber: “As Forças Armadas são instituições de Estado, de caráter apolítico e apartidário”. E pronto.
Disse mais, que Jair Bolsonaro não é candidato das Forças Armadas, embora capitão da reserva do Exército. Bolsonaro é político, deputado federal, exerce função política. E pronto.
O candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro é general da reserva do Exército. E pronto.
Eventual governo de Jair Bolsonaro será civil, porquanto eleito pelas regras democráticas e não governo militar. E pronto.
No regime democrático, as Forças Armadas se submetem ao poder civil, independentemente de quem seja o presidente da República, que é o seu comandante supremo.
O que as Forças Armadas não admitem, por óbvio, é bater continência para eventual presidente eleito contra a lei, contra as regras democráticas, ao arrepio dos ditames legais. Não podemos esperar isto de nossos militares do Exército, Marinha e Aeronáutica. Eles não vão fazer isto, em respeito à hierarquia, à ética, ao Brasil, à Pátria, aos símbolos nacionais.
Dito isto, agora um lembrete: em 25/07/1966, a esquerda explodiu uma bomba no saguão do aeroporto dos Guararapes, em Recife, causando duas mortes e quatorze feridos. A bomba era destinada ao então ministro do Exército Arthur da Costa e Silva, anos depois presidente da República, mas atingiu fatalmente um jornalista funcionário do governo de Pernambuco e um vice-almirante.
Naquele dia, o ministro Costa e Silva participava de atos de campanha no prédio da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), mas não foi envolvido no atentado, para decepção dos autores da ação tresloucada.
O resto da história e da escuridão pela qual o Brasil passou anos seguidos todos conhecem.
Em 2018, bastaram se acirrarem os ânimos da campanha presidencial, para integrantes da esquerda radical, certamente espelhando-se no exemplo reprovável de seus antepassados, atentarem contra a vida do candidato Jair Bolsonaro. Pior: o porralouca que esfaqueou o candidato declarou à polícia que o fez por razões políticas, o que obrigatoriamente lhe remeteu para a Lei de Segurança Nacional. Repete-se 1966, 1968, 1969…
A democracia está ferida, feridos estão nossos símbolos nacionais, feridas estão as urnas que colherão nossos votos.
Passadas algumas décadas, a esquerda imbecilizada e incompetente não aprendeu a lição. Diferentemente de 1966 – época do caso de Recife – quando vivíamos numa ditadura, hoje estamos no saudável regime democrático, que não comporta atos dessa natureza, em nenhuma hipótese. A esquerda não consegue entender. É uma questão de inteligência ou falta dela.
As contestações devem ser feitas civilizadamente, pelas vias do diálogo, através do debate, das urnas, do convencimento. Derramar sangue de compatriotas por discordar de ideias antagônicas afigura-se estupidez, idiotice, um atestado de incomprensão.
De qualquer forma, as Forças Armadas do Brasil de hoje se submetem ao poder civil, porque assim diz a Constituição da República, não importa se o presidente eleito é de direita ou de esquerda. Importa se investido no cargo mediante sufrágio popular e legítimo, de acordo com o nosso ordenamento jurídico.
Entretanto, os imbecis continuam por aí, violentos, soltos, idiotas, ávidos para tumultuarem o ambiente político. Não terão sucesso.
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