Jerônimo Rodrigues é o pleonasmo da Bahia

“Há duas veredas políticas: a que leva ao cofre e a que leva à luta de cada tempo” (Sebastião Nery, jornalista e escritor baiano, 1932-2024)

Governador Jerônimo Rodrigues/DCM

Dispensável como o pleonasmo, o governador petista da Bahia patina nas pesquisas de opinião, mas vai acabar ganhando a reeleição por conta da atuação dos padrinhos famosos Jaques Wagner e Rui Costa, ambos ex-governadores. 

Parece que Sua Excelência não vem correspondendo a contento com o que os baianos esperam, de modo que as críticas ao seu governo pululam. Mas, convenhamos, o governador tem sido presente nos municípios nessa pré-campanha, embora visivelmente lhe falte público.

Há admiradores e lulopetistas de modo geral que acorrem aos eventos promovidos por suas bases de apoio, o que lhe dá fôlego para sustentar seus argumentos até as eleições de outubro.  

As críticas são mais evidentes nas áreas de saúde, estradas malconservadas, educação, segurança pública e, sobretudo, nas informações inconsistentes e contraditórias passadas pelo governo do Estado à população.

O governador não parece bem assessorado, de modo que demonstra inequívoca inexperiência político-administrativa ao responder à imprensa.

Nesse tempo em que, além do jornalismo tradicional, proliferam blogs, redes sociais e curiosos de toda ordem, o governador não tem sabido lidar, eficientemente, com os meios de comunicação.

Talvez seja o caso de carregar consigo uma cola para esfregar na cara dos jornalistas os feitos de seu governo, tais como obras acabadas e entregues à população, obras em andamento e demais demandas como se convencionou chamar as necessidades prementes da população.

O fato é que o governador parece não saber o que fez, se fez e o que pretende fazer, se vai fazer. Suas palavras são vazias, não credibilizam seus discursos.  

Por outro lado, ACM Neto, principal candidato adversário de Jerônimo Rodrigues, se vê animado com as pesquisas, mas ainda é cedo para vislumbrar vitória. Os carlistas podem estar enganados.

O PT é uma usina de maldades e muita coisa pode acontecer durante a campanha eleitoral com reflexos na candidatura de ACM Neto.

ACM Neto/UOL

Asseclas e bajuladores gravitam tanto do lado do governador quanto nas fileiras da Oposição.

Ano eleitoral é tempo propício para traições. Até integrantes da base do governador petista se debandaram, o mesmo acontecendo na base de ACM Neto.

O senador Ângelo Coronel mudou de lado, mas não significa que carregue consigo os eleitores que lhe sufragaram na eleição para o Senado e os leve em direção a ACM Neto.

A população anda desconfiada de político beija-flor, que não para em lugar nenhum.

Na Bahia, o PT está preocupado com o cofre e não com a luta do tempo.

E a luta do tempo é trabalhar em benefício da Bahia e dos baianos.

araujo-costa@uol.com.br

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