“Os idiotas vão acabar dominando o mundo. Não pela qualidade, mas pela quantidade. Eles são muitos” (Nelson Rodrigues, escritor, jornalista e teatrólogo, 1912-1980)
Militantes políticos que de vez em quando exercem as funções de ministros do Supremo Tribunal Federal e, nalguns casos, do Tribunal Superior Eleitoral, exumaram Lula da Silva das catacumbas do cárcere de Curitiba e, com ajuda de outros esforçados companheiros lulopetisas, estão fazendo das tripas coração para elegê-lo presidente da República.
Não se sabe se, à semelhança do ingênuo Sérgio Moro, alguns deles deixarão a toga e vão se transformar em ajudantes de ordem de Lula da Silva no Palácio do Planalto, caso eleito, ou se continuarão no Supremo Tribunal Federal fingindo que entendem de Direito.
Lula da Silva faz o caminho inverso de João Dória, que traiu companheiros de política e de partido, falou mal de Deus e de todo mundo, inclusive de Lula da Silva e se arvorou em dono da vacina contra a covid-19.
Pretensiosamente, a assessoria de João Dória já havia idealizado um nome eleitoral para a campanha dele: “João Vacina”. Simplesmente ridículo.
João Dória despencou do cargo de governador de São Paulo, o mais poderoso e importante estado da Federação e agora retorna à sua insignificância pessoal e política.
João Dória vai terminar na cidade baiana de Rio de Contas onde, em visita, ficou praticamente só numa praça ouvindo uma banda de música tocar, porque não havia quem o recebesse na cidade.
Imagens mostram pessoas tirando foto da banda e de costas para o insignificante e patético João Dória. Ou seja, o importante ali não era ele, mas os músicos da banda, estrategicamente posicionados para cuidarem de sua arte, muito mais relevante.
O curioso é que Rio de Contas é a terra do pai de João Dória. Nem lá ele foi bem recebido em sua fracassada pré-campanha.
Lula da Silva faz o caminho inverso de João Dória, que tanto espinafrou o morubixaba petista chamando-o de nomes impublicáveis.
Lula está subindo as escadas em direção ao poder. Se não tropeçar em algum degrau chegará lá. Se tropeçar, será levantado pelas valiosas mãos da turma do STF e do TSE.
João Dória está descendo as escadas rumo ao fracasso político.
Mas como em política nada é definitivo, João Dória ainda poderá morrer de amores nos braços de Lula, assim como Geraldo Alckmin mudou de ideia e de caráter.
“A verdadeira juventude é uma qualidade que só se adquire com a idade” (Jean Cocteau, poeta e romancista francês, 1889-1963)
Deixo de lado a modéstia – se é que a tive nalgum tempo – e cuido aqui de um amigo precioso: Francisco Afonso de Menezes.
Alguns amigos que tenho, outros tantos que não são meus amigos e outros mais que detestariam ser meus amigos já me disseram, por vezes, que sou mais arrogante do que modesto. Eles devem ter razão.
Todavia, vivo também meus momentos de humildade. Lembro os amigos, os caminhos percorridos, os tropeços, as pessoas boas com as quais convivi e, sobretudo, sou grato a todas, mormente aquelas que me suportaram. Foram tantas! São tantas!
Francisco Afonso de Menezes é chorrochoense da gema. Mantém-se ligado ao município por simultâneos vínculos de família e tradição.
Defensor intransigente da cultura de Chorrochó, Afonso tem sido vigilante no sentido de preservar as tradições da Paróquia de Senhor do Bonfim, embora tenha sido cauteloso no trato com o entendimento às vezes exaltado de pessoas que pensam de modo diverso. Quase sempre é contemporizador em benefício das tradições locais.
Afonso é uma espécie de personal consultant de muitos. Confesso que aprendi muito com ele em momentos em que era preciso saber lidar com os impulsos que me empurravam para o despenhadeiro da inconsequência e do imponderável.
Afonso é cria da pioneira Faculdade de Agronomia do Médio São Francisco (FAMESF), que lhe concedeu a graduação e o tecnicismo profissional que soube exercer com afinco e responsabilidade.
É estudioso dos assuntos de sua formação e profissional respeitado em seu meio de atuação. Ostenta considerável folha de serviços prestados ao desenvolvimento da agricultura moderna da região como grande conhecedor das ciências agrárias.
Começou sua vida profissional na então conceituada EMATER-BA, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Bahia, instituição que prestou, em sua área, valiosa e eficiente contribuição para a população do semiárido baiano.
Contudo, não trato aqui do profissional. Não tenho preparo para tanto. Quero dizer mesmo é que me fiz amigo de Afonso, coisa lá de algumas décadas. Também, não quero falar aqui de sua conspícua família, esteio de pessoas de bem de Chorrochó, tampouco de seu pai Joviniano Cordeiro de Menezes (Jovino) e de sua mãe Maria Alventina de Menezes (Iaiá).
Limito-me ao jovem Afonso que conheci em Chorrochó: afável, estudioso, inteligente, cortês, encantador. Tantos anos!
Na juventude, em Chorrochó, ele fazia parte de um vistoso quarteto: José Osório de Menezes, Francisco Ribeiro da Silva, Juracy Santana e ele próprio. A eles se somavam outros tantos, a exemplo de Antonio Geraldo Rodrigues de Menezes e Antonio Euvaldo Pacheco de Menezes. Eu não fazia parte dessa saudável confraria.
Quase todos já se foram. Continuamos alguns poucos, saudosos e circunstantes, cônscios da efemeridade da vida, meditando, remoendo, ruminando as vicissitudes do existir.
Admiro algumas qualidades de Afonso, dentre essas o apego às tradições da terra natal, o arraigado interesse pela história do município e, sobretudo, a lealdade aos seus princípios.
Outra qualidade de Afonso é a aptidão para preservar amizades, dentro as quais me incluo, honrosamente, não obstante tropeços ao longo do caminho, que ele sempre soube entender e contornar. Mantenho-o amigo. Mantemo-nos amigos. É um amigo generoso, sábio, compreensivo, prudente.
Confesso que quase sempre lhe peço socorro, quando me encontro atabalhoado e às voltas com dúvidas sobre a história de nossa região. Ele tem sido prestativo.
Quem lida com a História, embora não historiador, mas curioso, assim como eu, vive permanentemente cheio de dúvidas, porque os fatos devem ser retratados de acordo com a verdade e não adstrito à opinião de quem relata
Afonso já se debruçou em tarefas ingentes com vistas ao enriquecimento da história de Chorrochó. Sobressaem-se dois livros: Memorial Cordeiro de Menezese História de Chorrochó,este em coautoria com a insigne professora Neusa Maria Rios Menezes de Menezes de quem sou renitente admirador.
Afonso é autor do Hino de Chorrochó e da Bandeira do município, relevantíssimos feitos que, por si sós, enriquecem e emolduram sua biografia de forma perene e contribuem valiosamente para a grandeza de Chorrochó.
Afonso é também administrador de empresas. Extraí estas suas palavras do discurso de formatura: “A capacidade sonhadora é bem maior que as realidades existenciais e a força de identificar sonhos com a vida faz com que acreditemos que o amanhã será melhor”.
Trata-se de pensamento otimista, eloquente, estribado na esperança e na crença de horizontes promissores. É um bálsamo para a juventude, mesmo aquela que se tornou jovem com o envelhecimento, com o passar dos anos.
Deixei para o final, adredemente, a inclusão do título Doutor que omiti no texto e que Afonso dignamente ostenta: Dr. Francisco Afonso de Menezes.
A caminho da fase octogenária, que ainda demora algum tempo, Dr. Afonso e eu diremos, à semelhança de Tristão de Atayde: “Chegando aqui, que surpresa! Olhando para trás, que deserto!
E como iniciei este texto citando a frase de Jean Cocteau sobre a juventude e, presumindo que Afonso algum dia venha a se deparar com esta crônica, faço-lhe a pergunta, usando o linguajar de nosso tempo: continua jovem, bicho?
Post scriptum:
Explicação sobre a imagem que ilustra este texto: Não é fácil encontrar uma foto do Dr. Francisco Afonso de Menezes. O homem não sai por aí, facilmente encontrável e – parece – anda meio avesso a badalações e cliques fotográficos. Entretanto, tomei a liberdade de socorrer-me de um álbum do seu sobrinho e também brilhante Doutor, Roberto Carvalho. Da esquerda para a direita, vê-se Dr. Francisco Afonso, sua esposa Perpétua e o sobrinho dele Dr. Roberto.
Iam-se escapulindo as lembranças em direção aos buracos da memória, mas ao remexer em meus alfarrábios, deparei-me com algumas anotações esparsas que fiz há décadas sobre Patamuté.
São fragmentos dispersos que não traduzem a robustez da história do lugar, mas dizem e retratam alguma coisa que, para nós de lá, é muito importante.
Em 13 de junho de 1968 foi fundada a Sociedade 13 de Junho de Patamuté.
Conforme o artigo 1º, dos Estatutos Sociais, a sociedade tinha como objetivo “promover o desenvolvimento cultural e artístico da terra, na média do possível para o seu engrandecimento moral e intelectual, bem como auxiliando a todas as organizações locais, como o mesmo fim”.
Conforme o artigo 2º, dos Estatutos Sociais, a sociedade também tinha como objetivo “promover reuniões culturais e artísticas, manter uma biblioteca e pugnar pelo progresso e pelos interesses sociais e culturais do distrito de Patamuté”.
A primeira Diretoria foi constituída da seguinte forma:
Presidente: Adonai Matos Torres
Vice-Presidente: Manoel Brandão Leite
1º Secretário: Mario Mattos Lopes
2º Secretário: José Mendes Fonseca
Tesoureiro: José Gomes Reis Filho
Não havia prédio para abrigar a sociedade. As festas se davam no prédio escolar, único existente à época e hoje se desmoronando. Mas os fundadores construíram um arcabouço jurídico, base para a existência da sociedade.
Portanto, há 54 anos, alguns homens de Patamuté sonhavam com o desenvolvimento do lugar.
Hoje esse papel cabe aos jovens, já que as gerações passadas, inclusive a minha, não conseguiram robustecer o desenvolvimento de Patamuté, em razão das dificuldades que muitas delas encontraram ao longo do caminho, dificuldades que hoje são mais flexíveis e contornáveis.
Acredito na juventude de Patamuté e nos seus abnegados professores, baluartes de nossa terra e sustentáculos de sonhos e esperança.
Foto recente mostra a Sociedade 13 de Junho um tanto deteriorada pelo tempo e talvez em razão do descaso que não sei a quem atribuir. Trata-se de uma constatação eivada de saudade e não de uma crítica, propriamente.
Resta-nos buscar esperança e sonhar com um novo horizonte para Patamuté.
A perspectiva se sustenta nos jovens e, sobretudo, na educação dos jovens. O idealismo dos jovens de hoje abre o caminho em direção ao amanhã.
E também no surgimento de novos líderes que se preocupem com o lugar, sem desprezar a experiência dos líderes que os antecederam.
Observação:
O crédito da imagem é de Anselmo Vital, ilustre filho de Patamuté. Entretanto, peço desculpas por não ter conseguido manter a qualidade da imagem tal como postada por Anselmo.
“A gente pode ter orgulho de ser humilde” (D. Hélder Câmara (1909-1999), arcebispo de Olinda e Recife
Quando éramos jovens, tínhamos sonhos. Quando mais velhos, refletimos sobre eles, uns realizados, outros não e outros, ainda, permanecem no âmago das ilusões.
É bom acreditar nas convicções. Elas balizam o caminho, quase sempre espinhoso e incerto. É bom ter um ideal para sustentar as fragilidades. Ele ameniza as dificuldades e ilumina os horizontes.
A compreensão de nosso mundo depende, basicamente, da forma como vemos os outros, com seus defeitos, qualidades e fraquezas. É uma tarefa difícil que nos obriga a descer do pedestal.
É bom atapetar o caminho com a humildade. Ela nos dá o prumo e o equilíbrio do caminhar, o parâmetro entre a reflexão e as agruras da vida, permite aquilatar a diferença do outro em relação a nós mesmos e entender a inutilidade da arrogância.
Em minha juventude, sonhos, convicções e ideais andavam juntos, como de resto, é a veleidade de todo jovem.
Contudo, por vezes, a arrogância se fez presente, talvez por ser um atributo daquela fase da vida, utópica, volúvel, imperfeita, às vezes amarga. Ainda assim, construí amizades que suportavam meus defeitos e compreendiam meu modo de ser.
Como sou grato a todas elas!
Quando morei em Chorrochó, ainda jovem, tive a honra de conviver com Maria Batista Rodrigues, que ainda não tinha Souza no nome. Naquele tempo, já professora e enfermeira, ela trabalhava no único posto de saúde que existia lá, o Posto Médico Francisco Pacheco.
Ficamos amigos e o tempo permitiu a continuidade da amizade até hoje.
Maria diluiu muitas de minhas fragilidades. Ensinou-me, com sua sabedoria, a aparar as arestas de minha arrogância, compreendeu meus sonhos e convicções e me fez ver a importância e seriedade dos estudos.
Aprendi com ela a definir o caminho em direção ao desconhecido. Caminho difícil, mas necessário. Era preciso seguir adiante. Era preciso caminhar. Era preciso lutar.
Há uma fase da vida que, ao caminhar, surge uma encruzilhada. É nesse momento que, diante da indecisão, a opinião amiga se faz necessária. Em Chorrochó, comigo foi assim.
Anos mais tarde, Maria Batista esteve morando em São Paulo. Visitei-a duas vezes, se tanto. Ambos deslocados do habitat natural, o sertão, parece que a cidade grande nos empurrava de volta às nossas raízes.
Eu fiquei. Maria voltou. Decisão acertada. Foi acomodar suas emoções e sabedoria em Patamuté. Casou, constituiu família bonita e exemplar e por lá está enriquecendo o lugar com sua presença.
A presença de Maria é um privilégio de Patamuté, que às vezes o divide com Juazeiro e Curaçá.
Maria atravessou momentos difíceis, mas os superou corajosamente, uma de suas admiráveis façanhas.
Maria Batista é generosa, sábia, correta, humilde. Sensata ao extremo, atenciosa com todos e prestativa demais com as pessoas que gosta.
Tenho saudade do seu sorriso, como se um amparo às minhas fraquezas.
O convívio que tive com ela me dá saudade, uma saudade persistente, itinerante, inominável, cruel.
Todavia, como diz o cantor Peninha, “ter saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio”.
Hoje é o aniversário de Maria Batista. Parabéns, Maria. Saúde sempre.
Post scriptum:
A foto de Maria, em primeiro plano, foi colhida de sua página no Facebook.
ACM e o neto, candidato ao governo da Bahia em 2022/Foto Google
Em entrevista ao Jornal do Brasil em 07 de setembro de 1986, o poderoso líder político Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), ex-tudo da Bahia e quase ex-tudo do Brasil, delineou, com extrema agudez e sagacidade, o que é coronelismo nordestino.
O jornalista Ricardo Noblat, à época no JB, quis saber de ACM, como ele tinha conseguido eleger João Durval governador da Bahia, em tão pouco tempo de campanha, embora politicamente inexpressivo e desconhecido da maioria dos baianos.
– “Com o chicote numa mão e o dinheiro na outra”, respondeu Antonio Carlos Magalhães.
Ricardo Noblat conta a história e também está no livro Memórias das Trevas, do jornalista baiano João Carlos Teixeira Gomes (1936-2020), honra e glória do Jornal da Bahia e membro da Academia de Letras da Bahia.
ACM era tão poderoso que em 13 de outubro de 1982 disse ao repórter Armando Rollemberg, da IstoÉ: “Se eu quisesse, faria você governador da Bahia”.
João Durval Carneiro, obscuro ex-vereador e ex-prefeito de Feira de Santana se elegeu governador para o período de 1983-1987 sob as bênçãos de Antonio Carlos Magalhães.
O candidato de ACM era Clériston Andrade (1925-1982), pastor da Igreja Batista que, em campanha eleitoral, faleceu pouco mais de um mês antes das eleições de 1982, em acidente de helicóptero lá para as bandas de Caatiba.
Às pressas, ACM foi buscar João Durval Carneiro e o elegeu governador com 53,3% dos votos.
Nada mudou na Bahia e no Nordeste por inteiro.
O voto ainda é de cabresto, embora os cientistas políticos neguem e nós nordestinos não admitimos.
O eleitor ainda se apega e vota nos candidatos indicados pelos chefes políticos locais, os “coronéis” donos de muito dinheiro e prestígio político, com exceção de pouquíssimas lideranças que foram surgindo ao longo do tempo, mas são efêmeras e logo se dissiparão como cinzas ao vento.
O que menos conta na hora de votar é a convicção ideológica, o discernimento político.
Há exemplos claros, inegáveis e indubitáveis desses “coronéis”, para ficar somente em alguns nomes: os Calheiros, em Alagoas; os Ferreira Gomes, no Ceará; os Coelho, em Petrolina.
Essas famílias poderosas comandam e direcionam o voto há décadas e indicam o caminho para o eleitor desinformado e pouco interessado com os meandros da política.
Lula da Silva, “malandro moderno” e experiente, forjado nos sindicatos e nas greves do ABC Paulista e negociador hábil, aliou-se aos “coronéis” do Nordeste e com eles ganhará os votos da maioria dos nordestinos na eleição presidencial de 2022.
Os indicadores apontam para isto. Lula escorrega para o lado mais favorável, mais propriamente, para o lado que tem dinheiro. E o dinheiro está com os “coronéis” inescrupulosos e corruptos.
Eleitores nordestinos têm medo de represálias e perseguição dos chefes políticos locais e, alguns poucos, se manifestam timidamente sobre a atuação desses políticos, mais por fanatismo do que por convicção. É o que se vê nas redes sociais. O fanatismo está atrelado aos favores que recebem.
Tristemente, no Nordeste, as pessoas ainda elogiam prefeitos, vereadores e governadores, como se fossem seus protetores e a eles devessem favor.
A limpeza de uma barragem ali, a viabilidade de máquina para consertar uma estrada vicinal acolá, um emprego para um parente ou amigo, o transporte de um doente, uma banda de música de gosto duvidoso para a festa local e por aí vai.
Tudo é visto pelo eleitor como se fosse favor do governante e não obrigação realizada com dinheiro público.
Pior: os políticos inescrupulosos cobram isto do eleitor através do voto.
Como no tempo de ACM, “o chicote numa mão e o dinheiro na outra” ainda decidem as eleições. Continuarão decidindo.
No Nordeste, Lula da Silva está feliz como pinto no lixo. E vai levar, além dos votos, muitos xingamentos dos adversários.
Em tempos imemoriais, líderes romanos idealizaram uma política duradoura que os mantinha no poder e funcionava assim ou mais ou menos assim, segundo a história: para acalmar a plebe insatisfeita e a deixasse subserviente e sem reclamar diante dos poderosos, esses líderes promoviam grandes banquetes e festas esportivas e artísticas, ao tempo em que distribuíam pão à população.
Assim, a plebe se divertia e esquecia os problemas e as dificuldades por que passava.
Essa estratégia ficou conhecida como a “política do pão e circo”.
Passados alguns séculos, parece que nada mudou.
Na Bahia, o município de Teolândia, no baixo-sul do estado, região de Ilhéus, com população estimada em 20 mil habitantes, está em estado de situação de emergência desde dezembro de 2021, decretado em razão dos temporais que causaram grandes prejuízos à população.
Embora assim, a prefeita Maria Baitinga (Progressistas) contratou diversos shows a um custo de aproximados R$ 2 milhões, que deveriam ser pagos pela Prefeitura, quase o valor que ela recebeu do governo federal a título de ajuda destinada à reconstrução do município devastado pelas chuvas: R$ 2,3 milhões.
Dentre os cantores contratados pela prefeita festeira e “sem noção”, estavam o mineiro Gusttavo Lima (R$ 704 mil) e o baiano Adelmário Coelho (R$ 120 mil), os mais famosos.
Um parêntese: aqui para nós, o forrozeiro Adelmário Coelho é tão bom artista quanto deve ser Gusttavo Lima, razão por que, mesmo considerando a estrutura de palco, músicos, pessoal de apoio e logística de um e de outro, chega a ser difícil entender porque o cantor mineiro cobra cachê de, pelo menos, seis vezes mais do que o artista baiano.
Os shows em Teolândia que deveriam ser realizados entre 04 e 13 do corrente mês de junho foram cancelados, a pedido do Ministério Público da Bahia e decisão do Superior Tribunal de Justiça.
O que diz o Ministério Público da Bahia:
“Não é possível que o mesmo município, que informou necessitar de ajuda e recursos para salvaguardar a sua população de catástrofe natural, mesmo vivenciando um estado de calamidade televisionado para o Brasil inteiro, anuncie, em poucos meses, a contratação de artistas com cachês incompatíveis com as dimensões, arrecadações, necessidades de primeira monta e saúde financeira do município” (O Tempo, 05/06/2022).
O que diz a prefeita Rosa Baitinga, do PP:
“O povo pediu e o governo municipal vem atendendo aos anseios da população para atrair investimentos e auxiliar a população mais carente, pois a festa não é uma despesa pública, mas um investimento no bem estar, na cultura e como gerador de riquezas” (G1 Bahia, 06/06/2022).
Então tá.
Entretanto, esse disparate não acontece só em Teolândia, mas em dezenas de municípios.
Em Conceição do Mato Dentro, pequeno município de Minas Gerais, outro show do cantor Gusttavo Lima também foi cancelado, tendo em vista o volume de dinheiro que seria pago ao artista (R$ 1,2 milhão), incompatível com a realidade do município pobre e de aproximadamente 18 mil habitantes, segundo as autoridades locais.
Mas a discussão que surgiu com esses mega-shows pagos por prefeituras paupérrimas é outra: o dinheiro público estaria sendo desviado através de superfaturamento e, mais do que isto, com o consequente pagamento de propina aos envolvidos nas contratações.
Como no Império Romano, nossos políticos dão pão e circo à população, que se diverte doidamente, enquanto passa fome.
“A internet deu voz aos imbecis. Hoje, todo mundo é especialista. A pessoa bota terno, gravata, coloca painel falso de livros atrás e começa a falar desde a guerra da Ucrânia até o preço da gasolina, passando pelo Judiciário e acaba sempre atacando o Supremo” (ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal).
Portanto, claríssimo está como Sua Excelência considera e trata os brasileiros, o que, de resto, não é apropriado para um ministro do Supremo Tribunal Federal. Declaração incompatível com o cargo, com a liturgia do cargo, com a nobreza da toga.
A imprensa noticiou, ad nauseam, essa declaração do ministro Alexandre de Moraes, no Congresso Brasileiros de Magistrados, na Bahia, no último mês de maio.
Somos imbecis, sim, senhor ministro.
Pelo menos 152 milhões de brasileiros usam a internet, 81% da população acima de 10 anos, segundo a Agência Brasil, órgão vinculado ao governo de nossa cambaleante República.
Certamente esses milhões de brasileiro têm voz, não necessariamente em razão da internet, mas porque vivemos num país democrático e, como tais, amparados pela Constituição Federal que assegura a todos o direito de expressão e livre manifestação do pensamento.
“Pesquisa promovida pelo Comitê Gestor da Internet do Brasil revelou que, em 2020, o país chegou a 152 milhões de usuários – um aumento de 7% em relação a 2019. Com isso, 81% da população com mais de 10 anos têm internet em casa”, consoante a Agência Brasil.
Nosso inalcançável e subido ministro do STF fez até, não sei se involuntariamente, propaganda da GloboNews, penduricalho do Grupo Globo, que o apoia cegamente. Citou-a em sua fala espalhafatosa.
Então, o desembargador da Região Norte e, portanto, membro do Poder Judiciário, que em audiência virtual, deixou cair o painel posicionado às suas costas, simulando uma estante, seria imbecil?
Uso terno e gravata diariamente, por força da profissão que exerço, mas confesso que não me acho imbecil, como presume o ministro, que jogou todos os brasileiros que usam internet na mesma vala.
E se, eventualmente, eu gravar algum vídeo ou me permitir aparecer em foto, tendo ao fundo uma estante com livros, esclareço ao ministro tagarela que a estante é verdadeira. Tenho livros, sim. Muitos livros.
Avesso à liberdade de expressão que diz defendê-la, é indubitável que a arrogância e a vaidade subiram à cabeça de Sua Excelência.
Um país que indica e nomeia ministro de sua Suprema Corte simplesmente por ser amigo do presidente da República de plantão ou amigo de seus amigos e não em razão dos conhecimentos jurídicos do indicado, está fadado a conviver com embaraços como esse.
Vê-se alguns ministros da Suprema Corte pendurados em redes sociais dando palpites, inclusive sobre assuntos que vão julgar. Um disparate.
Está aí, como exemplo, a recente reunião de empresários brasileiros – partes em processos judiciais em tramitação – e magistrados brasileiros, em Algarve, Portugal, evento financiado pelos mesmos empresários que eventualmente serão julgados por esses mesmos magistrados. Uma imoralidade.
Mas, inobstante discordar do destempero inoportuno de Sua Excelência, admito que somos imbecis, sim, senhor ministro.
Sua Excelência tem razão. Está coberto de razão. Assiste-lhe razão.
Um país que eleva qualquer diletante vaidoso e militante político à condição de ministro de sua Suprema Corte só pode estar infestado de imbecis.
Começa no primeiro dia do mês de junho – e se prolonga até o dia 13 – a festa de Santo Antonio de Patamuté, padroeiro do lugar, no sertão baiano de Curaçá. Mui remotamente Patamuté elevou-o à condição de padroeiro, assim como Abaré, Canudos, Glória e muitos outros lugares da região e inúmeros espalhados pelo mundo.
É impressionantemente popular e querido “o santo de todo o mundo”, como assim é chamado pelos católicos desde o século XII.
O que é ser padroeiro? Significa ser protetor, patrono, ser presente no dia a dia do povo.
A festa de Santo Antonio, conhecida como trezena, porque se estende por treze dias, vai acontecendo, fervorosamente, avivando a fé de quem a tem ou, pelo menos, pensa que tem. Mas, em termos de fé, o importante é pensar conforme o preceito bíblico, que diz: “Fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hebreus, 11-1).
Diz a história de Patamuté – e a história é sábia – que a primeira imagem de Santo Antonio, que ainda está lá na igreja, ao lado de outra adquirida depois, foi doada por um retirante lá pelos idos de 1902 ou 1903.
Com os auspícios do coronel Galdino Ferreira Matos (1840-1930) deram-se os primeiros passos para a construção da igreja de Patamuté, isto por volta dos primeiros anos do século XX.
A torre da igreja foi levantada em 1906. O certo é que Patamuté já ultrapassou um século de fé e devoção ao padroeiro.
Antigamente, a expectativa do povo era muito grande à espera da festa. Quer dizer, antigamente é modo de dizer, porque não sou tão velho assim, para que um antigamente venha se intrometer nesta crônica. É que sou de uma quadra do tempo em que o respeito à igreja e ao seu calendário era mais evidente. Revestia-se de seriedade e a religião não se misturava tanto com as coisas profanas. Havia uma separação criteriosa e necessária.
Havia expectativa à espera dos festejos, porque naquele tempo, aguardava-se a festa do padroeiro para se realizarem casamentos e batizados e até crismas, se o bispo diocesano estivesse presente.
Houve um tempo em que os casamentos de Patamuté eram acompanhados pela Orquestra Filarmônica 15 de Março, de Barro Vermelho, sob a regência do maestro Filemon Martins.
A procissão de encerramento da festa, dia 13, acontecia num clima de reverência. Os comerciantes fechavam as portas de seus estabelecimentos em sinal de absoluto respeito, independentemente da fé que professavam.
Entretanto, sabe-se que nos dias de hoje não é mais assim. Mudou o tempo, mudaram-se os costumes e o conceito de respeito à fé alheia.
Há mais de uma década, pelo menos, a falta de criatividade permitiu que se fizesse uma pista de dança nos fundos da igreja de Santo Antonio. Não sei se ainda está lá. Podia ser mais distante do local onde se praticam as atividades religiosas, porque espaço sempre teve.
Entretanto, minha pequenez de raciocínio não me autoriza a criticar a inteligência de nossos governantes municipais e seus representantes locais. Todavia, mudou ou está mudando, parece.
Além do mais, falando de antigamente, participei, como pude, das atividades da pequena igreja de Patamuté e fui até, em certo ponto, um ingênuo defensor da ideia de que lá fosse criada e instalada uma sede de paróquia, para que tivesse padre diuturnamente, cuidando das fraquezas e misérias humanas.
Coisas da juventude, uma ideia difícil de acontecer e de explicar, mas própria dos sonhos da idade. Os sonhos são os melhores atributos da juventude.
O padre Adolfo Antunes da Silva, que foi vigário de Curaçá e meu amigo, disse-me, sabiamente, que a juventude às vezes não tem em que se amparar a não ser na própria utopia. Eu era utópico neste particular. A utopia é inerente à juventude.
Patamuté sempre segurou suas tradições religiosas, com a força de sua gente, independentemente de ser sede de paróquia. Continua não sendo e, apesar disto, Santo Antonio está lá, excelso, galante, protetor. Com a dedicação de seus moradores e a indiferença injustificável de alguns filhos relapsos e distantes como eu.
O certo é que Patamuté já está em festa. Desde os primeiros dias de maio já acontece um quê de felicidade. Alguns de seus filhos mais presentes não deixam esmorecer a homenagem ao santo padroeiro, tampouco se esquecem do lugar nesta época do ano. E para lá acorrem com o intuito de sustentar a fé e tradição do lugar.
Escravo dos meus defeitos, eu não me tenho feito presente há anos.
Cada dia, nesses treze da festa, a comunidade se faz presente, como se angariando forças para a continuidade da vida. Reflete sobre os temas de cada noite, temas fortes, necessários, importantes para a comunidade.
Generosamente, a organização da festa tem incluído meu nome nas festividades do dia 06. Sou grato e elevo minhas preces ao glorioso Santo Antonio para que cuide bem de seu povo, como sempre fez.
Santo Antonio de Patamuté está lá, acolhedor, hospitaleiro, protetor e glorioso. E seus filhos pedem sua bênção tão necessária neste mundo de turbulências, crueldades e desassossego.
Notícia de empregados “fantasmas” existe no Brasil desde o primeiro dia do descobrimento, em terras de nossa garbosa e galante Bahia.
Diz a lenda – e alguns historiadores corroboram sem muita certeza – que, ao comunicar em carta ao rei de Portugal, a notícia alvissareira do descobrimento, o escrivão e fidalgo Pero Vaz de Caminha, da esquadra de Pedro Álvares Cabral, aproveitou a carta e pediu ao rei D.Manuel um emprego para o genro que não era muito chegado ao trabalho.
Não se tem notícia se o pedido existiu mesmo – a carta não diz isto – se constou em algum documento complementar e se o rei português concedeu o emprego ao felizardo desocupado. Ou, se de fato, é apenas uma lenda.
Curiosamente, Pero Vaz de Caminha foi vereador na histórica cidade do Porto, o que não significa dizer que vereadores gostam de apadrinhar “fantasmas”.
Em Curaçá, não sei se maldade da oposição ou alguma fumaça de verdade, dizem que o prefeito do município emprega alguns “fantasmas”, o que chega a ser difícil de acreditar.
Emprego público pressupõe alguns requisitos, tais como, dentre outros, concurso de provas e títulos, vínculo celetista, licitação e outros penduricalhos mais que a legislação exige ou permite, talvez para legitimar as maracutaias, exceto quando se tratam de cargos de confiança, os chamados cargos em comissão ou funções de assessoramento imediato.
Logo, em quadro assim, é de supor que os ditos servidores “fantasmas” de Curaçá devem exercer, de fato, algumas atribuições que a oposição não vê, mesmo que seja abrir a porta do carro do prefeito (todo emprego é digno), recepcioná-lo em arruamentos, povoados e distritos, informá-lo sobre estradas esburacadas, mercados municipais desmoronando (saudade de Patamuté), falta de calçamento em bairros da sede, alagamentos, assessoria em algum mister e coisa e tal.
E, se assim for, não são “fantasmas”, mas diligentes servidores preocupados com o andar do município em direção a algum lugar que não se sabe qual é.
A suposição tem lógica. Com a Câmara Municipal, que tem o dever de fiscalizar os atos do Executivo, o Ministério Público nas barbas do prefeito (acho que ele não tem barba), portal de transparência à disposição, ferramentas outras e tantos meios de fiscalizá-lo, inclusive os conhecidos órgãos de controle, afigura-se inadmissível que ainda se vislumbre funcionários “fantasmas” em Curaçá.
Agride a lógica, sem dúvida. Com tanta coisa para fazer no município, tão carente de atenção, qual o sentido de pagar alguém para não trabalhar?
Todavia, chega a ser deselegante atribuir ao servidor que exerce alguma função, mesmo que não seja de grande visibilidade, a condição de “fantasma”, quando certamente há outras almas penadas por aí dizimando os cofres públicos.
De todo modo, este é só um comentário irrelevante, sem cutucar o mérito da discussão. Minha insignificância não me permite ir além. Sequer constatar se há ou não esses queridos “fantasmas”. Há pessoas mais abalizadas para isto.
Entretanto, pelo que se vê, Sua Excelência o prefeito de Curaçá deve ter uma estrutura respeitável de apoio basilar em todo município, tanto que o assunto mixou nas redes sociais ou por falta de amparo fático ou porque a Prefeitura tem condições de provar que não há “fantasmas”.
Mas se houver esse escoamento de recurso público, o dever de fiscalizar não é somente da Câmara Municipal, mas também de todo e qualquer cidadão curaçaense.
Em 1969, o poderoso general Emílio Garrastazu Médici (1905-1985), que foi chefe do temido Serviço Nacional de Informações (SNI), órgão de inteligência da ditadura militar no período de 1967-1969 era chefe do então III Exército e foi indicado pelo Alto Comando das Forças Armadas para presidente da República, em substituição ao general-presidente Arthur da Costa e Silva.
Um dia, o jornalista Carlos Fehlberg, da Zero Hora, de Porto Alegre, crítico feroz da ditadura, chegou à redação do jornal, onde trabalhava e lhe informaram que o general Médici estava à sua procura.
Em pânico, comunicou aos colegas e à família que talvez fosse preso, torturado e, quiçá, morto.
Nada disto. Ao contrário, ficou sabendo que Médici queria lhe convidar para ser seu assessor de comunicação e com isto neutralizar as críticas do jornalista à ditadura.
A imprensa servil à ditadura, à frente Rede Globo (Jornal O Globo e TVGlobo, que ainda não era rede, à época serviçal dos militares e, hoje, contraditoriamente, lambe botas da esquerda), endeusava os chefes militares e, em consequência, ganhou muito dinheiro e cresceu à sombra da ditadura. A Globo se tornou um dos órgãos de comunicação mais poderosos do mundo.
Mas a imprensa é o túmulo dos vaidosos.
Basta citar que, contraditoriamente, jornalistas que foram ou são expoentes do Grupo Globo, a exemplo de Miriam Leitão e o ex-guerrilheiro petista Franklin Martins e outros tantos, defendem despudoradamente Lula da Silva e seus descalabros.
Deixando os prolegômenos, anotem aí: daqui a uns meses, a imprensa não mais citará os nomes de figuras estrambólicas como o ingênuo Sérgio Moro; o hipócrita Omar Aziz, senador do Amazonas; o ridículo senador Randolfe Rodrigues, do Amapá (exceto se for ministro de eventual governo Lula); o pernóstico João Dória, ex-governador de São Paulo; o senador baiano e admirador de protozoário Otto Alencar e tantas outras figuras ridículas produzidas pela política nacional.
Aparecerão outros, também ridículos, que ocuparão o noticiário nacional. E desaparecerão em seguida, porquanto insignificantes. E os insignificantes têm prazo de validade.
Entretanto, Lula da Silva continuará na pauta dos grandes órgãos de imprensa, por duas razões óbvias: transita, livremente, entre as classes sociais mais necessitadas, que ainda acreditam nele – e segundo o próprio Lula, matou a fome de todos os brasileiros carentes e os tirou da pobreza – e a elite financeira nacional que mais ganhou nos governos petistas, segundo o próprio Lula diz orgulhosamente.
Como se vê – e se verá – a imprensa é o túmulo dos vaidosos.
Tolos de toda ordem dizem que Lula da Silva é comunista.
Lula não é e nunca foi comunista. Lula não é solidário, não gosta de dividir nada com ninguém, tampouco com os que acreditam nele.
Lula gosta de dinheiro, muito dinheiro, de vida nababesca: luxo, jatinhos, mansões, bebidas caríssimas, et cetera. Aliás, uma das características da esquerda: quando oposição, critica; quando no poder, abocanha o que for possível, principalmente dinheiro público.
Se colocar esquerda e direita dentro do mesmo espaço o ambiente apodrece, fica irrespirável. Ambas são iguais.
Quem conhece Lula de perto sabe que ele não é comunista e escorrega de um lado ao outro da seara política, de acordo com suas conveniências.
Quem lê ou leu meus textos lembra de duas frases, que sempre repito: uma minha, segundo a qual Lula é o único aposentado do Brasil que ficou milionário e outra do intelectual Ferreira Gullar, que foi admirador petista e membro da Academia Brasileira de Letras: “de tanto defender os pobres, os petistas acabaram ficando ricos”.
Quem tiver dúvida, pergunte a Palocci, ex-ministro da Fazenda e amigo de Lula.
Mas a imprensa é, sem dúvida, o túmulo dos vaidosos. Destaca aqueles que hoje são poderosos e acham que continuarão sendo manchetes do dia a dia.
Depois os empurrará no despenhadeiro de suas ilusões e imbecilidades.