A carreira escolhida pelos indolentes

“O que mais me aflige não é o que aconteceu e já ficou para trás; é o que está acontecendo.” (Josué Montello, jornalista e escritor, 1917-2006, in Um Beiral para os Bentevis)

Parece inquestionável. Quando o indivíduo nada sabe fazer – ou é incompetente e preguiçoso – segue carreira política, com forte tendência para ser parlamentar, mormente deputado, senador, et cetera.

Temos sobejos exemplos que pululam gritantemente: Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Jair Bolsonaro (PL-RJ), Ivan Valente (PSOL-SP), Guilherme Boulos (PSOL-SP), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu namorado Lindberg Farias (PT-RJ), para citar apenas alguns.

Demagogo e inconveniente, Ivan Valente fez alguma coisa em benefício da sociedade nessas três décadas de exercício de mandato de deputado federal?

Esses simulacros de políticos arranham a grandeza da boa política e corroem a arte de bem administrar a sociedade.

Arremedos de defensores da sociedade, eles adoram se empanturrar de dinheiro público, mordomias, benesses, fama, poder. Têm como ocupação principal apontar erros de adversários para esconder suas próprias falcatruas.

Há aqueloutros que tudo falam e nada dizem, a exemplo do atual ministro lulista Flávio Dino, que foi governador do Maranhão por oito anos e conseguiu deixar o estado pior do que no reinado oligárquico de José Sarney.

Já em 2019, dados do IBGE confirmavam o descalabro da administração Flávio Dino no Maranhão (Conforme Atual7- matéria abaixo).

Há fatos noticiados. Inegáveis, incontestáveis, estatísticos.

Flávio Dino se tornou o homem dos “providenciamentos” do presidente Lula da Silva e está colocando em prática um dos piores defeitos que o ser humano pode ostentar: a vingança, o revanchismo.   

Pode alguém ser competente e simultaneamente vingativo e perseguidor de adversários?

Seriedade política e perseguição a adversários são incompatíveis.

É elementar que a competência substitui o mau-caratismo, a indolência, o estrelismo.

Esses políticos moralmente menores se amparam no narcisismo exacerbado e com isso tentam ofuscar a degenerescência vergonhosa que carregam em suas condutas.  

https://atual7.com/economia/2019/11/sob-dino-maranhao-segue-liderando-ranking-de-pobreza-e-extrema-pobreza/

araujo-costa@uol.com.br

Eleições no sertão: saber pensar, saber dizer

Os mineiros do sertão dos Confins costumavam dizer que “eleição é ganha com dinheiro e polícia”. Assim era em tempos passados, mas convenhamos, não mudou muito.

Dir-se-á que isso se dava nos tempos dos coronéis nordestinos, na República Velha, principalmente.

Não é bem assim ou não parece ser bem assim.

É conhecida a frase do líder Antonio Carlos Magalhães (ACM), quando perguntado como conseguiu eleger seu candidato, o inexpressivo João Durval Carneiro, governador da Bahia.

 “Com o dinheiro numa mão e o chicote na outra” – ACM deu a receita. E elegeu seu candidato.

Em alguns municípios do sertão da Bahia já se desenha a disputa pelo comando das prefeituras. Como se vê, precocemente.

Já está claro nesses municípios, que nas próximas campanhas eleitorais, o império será dos candidatos que têm dinheiro ou políticos influentes que lhes financiem.

Assunto para outras considerações que virão por aí. Citarei nomes.

Entretanto, nesse tempo de melindres, é preciso cautela, saber pensar e saber dizer, antes de tecer quaisquer comentários.

araujo-costa@uol.com.br

Curaçá: a morte não pode interromper o amanhã

Iracema Medrado, que considero muito – e esta consideração vem de algumas décadas – me passou, a meu pedido, algumas informações sobre a morte de Regina Xavier.

Fiquei sabendo, por intermédio de Iracema, que Regina Lúcia Xavier vinha enfrentando uma enfermidade desde 2015. Sofreu, chorou, lutou, suportou. E se despediu com um vídeo, grandemente, o que eu não seria nem sou capaz de fazer. É doído, dilacerante.

Já escrevi alhures – e repetidas vezes – sobre uma quadra do tempo em Curaçá e dessa quadra do tempo Regina Lúcia Xavier fazia parte.

Morei na Rua Coronel Pombinho, centro de Curaçá. Lá convivi diariamente com a família de Regina. Maria Roselita e Adelson Xavier à frente. Regina era minha colega no Colégio Municipal Professor Ivo Braga.  

O tempo passou, mudei-me para São Paulo, mas mantive a amizade com a família honrada e de bom caráter.

Regina cresceu profissionalmente, construiu família, lutou, venceu.

Nunca mais tive contato com Regina.

Entretanto, por oportuno, devo fazer referência a um texto do jornalista e escritor curaçaense Maurízio Bim. Maurízio diz que “Curaçá foi honrado com esta que, ao que se sabe, foi a primeira profissional formada nessa área, ao concluir o curso na UFRPE. E ela me falou certa vez: fiz Medicina Veterinária mais por interesse de meu pai. Depois fiz Jornalismo porque era a profissão que eu queria”.

O resto é saudade.

A morte não pode interromper o amanhã. E o amanhã será saudade. Saudade de Maria Roselita, Adelson Xavier (meu companheiro de conhaques diários com Edvaldo Araújo), Júnior e Regina Xavier.

Deixo pêsames a todos da família de Regina.

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O triunfo da amizade sobre as tempestades

D.Jorge Marcos de Oliveira/Reprodução Wikipédia

“Faz anos que não me ajoelho diante de nenhum altar. Mas ali estava um amigo que me aconselhou: procure sempre as coisas que valem a pena.” (Carlo Heitor Cony, 1926-2018)

Visito com regularidade a majestosa catedral do Carmo, de Santo André (SP) onde está o túmulo de Dom Jorge Marcos de Oliveira (1915-1989), primeiro bispo da diocese.

D. Jorge ostentava o título de ter sido o bispo mais jovem do mundo. Em 1946 o Papa Pio XII o nomeou para o episcopado com 31 anos de idade. Contemporâneo de D. Helder Câmara na arquidiocese do Rio de Janeiro, ambos foram bispos auxiliares à época do cardeal D. Jayme de Barros Câmara.

O escritor Carlos Heitor Cony, amigo de D. Jorge Marcos, escreveu uma crônica (Folha de S.Paulo, 22/04/2004) e nela confessou que, em passagem pela catedral do Carmo se deparou com o túmulo de seu amigo e primeiro bispo de Santo André. Ajoelhou-se em respeito ao amigo de seminário num momento de recolhimento e prece.  

Lápide de D. Jorge Marcos de Oliveira, Catedral do Carmo/Reprodução Wikipédia

Neste mundo tão conturbado, deixo o registro da importância da amizade, mesmo quando a morte interfere em nosso caminhar. Sempre vale a pena lembrar o triunfo da amizade sobre as tempestades da vida.

Jornalista e escritor Carlos Heitor Cony/Crédito Gazeta do Povo

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A Igreja de Chorrochó e a contribuição de padre Mariano

Padre Mariano, primeiro à direita, 21.01.2016/Crédito Edilson Oliveira, Rádio Líder do Sertão FM, de Chorrochó.


Salvo melhor juízo – e se minha esburacada memória não estiver sucumbindo ao abismo da envelhescência  – padre Mariano Pietro Brentan chegou a Chorrochó em 04 de janeiro de 1986.

Portanto, já se vão, por aí, mais de trinta e sete anos completados em janeiro, mês em que se realiza a tradicional festa do excelso padroeiro Senhor do Bonfim.

A destinação de padre Mariano como pároco de Chorrochó deu-se em 06 de abril de 1986.

Padre Mariano incumbiu-se da grandiosa tarefa de suceder ao padre e primeiro vigário da paróquia, Ulisses Mônaco da Conceição, ícone admirável da Igreja de Chorrochó e isto por si só se basta: tarefa ingente, honrosa, difícil, grandiosa.

Grande empreendedor, competente zeloso das coisas da Igreja, padre Mariano conciliou, com eficiência, enquanto à frente da paróquia, seu mister de sacerdote, pescador de homens, com um trabalho simultâneo e incessante em benefício de Chorrochó.

Angariou condições para construções voltadas à Igreja e, mais ainda, empreendeu uma admirável obra social direcionada aos paroquianos. São exemplos, salvo engano: a capela Nossa Senhora da Conceição, a construção do Centro Paroquial de Chorrochó, a reforma e ampliação da Casa Paroquial e a instituição do Lar José e Maria.

Com a atuação do padre Mariano, a paróquia deixou de ser um núcleo essencialmente urbano para se transformar num edificante exemplo de amparo também às comunidades rurais de Chorrochó.

Conheci padre Mariano Pietro Brentan em circunstância casual. Eu já morava em São Paulo. Fui-lhe apresentado na residência de Maria do Socorro Menezes Ribeiro e Virgílio Ribeiro de Andrade, em Chorrochó.

Socorro e Virgílio são exemplos edificantes de hospitalidade, amizade e cordialidade. Data inesquecível, memorável, agradavelmente interessante e sobretudo valiosa.

Tivemos uma conversa longa sobre a Igreja, suas tradições e, sobretudo, as dificuldades por que passava um vigário do interior. Em nenhum momento reclamou do exercício de seu mister religioso.

Conversa marcadamente auspiciosa, padre Mariano falou de ritos e de história e até me fez ver a importância do Hino Queremos Deus, um dos mais tradicionais da Igreja Católica. Falou do papel da Igreja no sentido de aplainar a insensatez e ingratidão dos homens que se “erguem em vão contra o Senhor”, em todo o tempo.

Impressionei-me com a decência, cultura e espírito de solidariedade demonstrada por padre Mariano, ilustre representante da Igreja Católica em Chorrochó, à época.

Educado, sonhador, inquieto, responsável ao extremo pelo ofício religioso que lhe foi confiado, padre Mariano é defensor intransigente da fé católica, que a exalta admiravelmente.

O que sei – e sei pouco de sua vida – é que é italiano nascido em 06.06.1938, ordenado em 08 de dezembro de 1985 em Euclides da Cunha e, em razão dessas costumeiras decisões que a Igreja determina aos membros de seu clero, veio parar em Chorrochó.

É que as regras da Santa Sé se baseiam no Direito Canônico e denomina de residente não incardinado a liberação de um religioso pela Igreja, para algum lugar, por determinado tempo.

Ele ficou em nosso meio, para alegria e benefício dos paroquianos de Chorrochó, por alguns anos. Sua presença era admirável, porquanto terna e essencialmente voltada para os assuntos da Igreja.

Dedicado, obediente às normas da Santa Sé universalmente aceitas, padre Mariano veio robustecer a história da Igreja de Chorrochó. Um fato louvável, espiritualmente valioso.

Em 2018, fragilizado em razão de problemas de saúde, pela primeira vez padre Mariano não compareceu aos festejos da festa de Senhor do Bonfim de Chorrochó. Talvez estivesse refletindo sobre o caminho percorrido, sua luta e seu passado de feitos e glórias.  

Os esteios da contribuição de padre Mariano para Chorrochó são valiosos.

Não sei por onde anda padre Mariano. Lembro muito dele e lhe desejo saúde longa e disposição para continuar sua luta em favor das coisas de Deus.

Post scriptum:
Li nalgum lugar, não me recordo aonde, que padre Mariano chegou a Chorrochó em julho de 1986 e não em 04 de janeiro e, sendo assim, preciso confirmar a data correta para adequar-me ao fato e corrigir este texto, embora isto hoje e aqui não seja tão urgente. Pode ficar para depois, mas deixo o registro.


araujo-costa@uol.com.br

Curaçá, bar e boemia

Bar do Meu Lú/Reprodução Google

Já se vão, por aí, alguns anos.

Elzeneide Monteiro Barbosa faleceu em Curaçá e deixou um vazio dilacerante em todos nós, parentes, amigos, aderentes, admiradores e circunstantes.

Elzeneide fez parte de uma turma irrequieta do Colégio Municipal Professor Ivo Braga e, como tal, era presença constante nas reuniões que fazíamos, jovens alunos envoltos em sonhos e objetivos.

Estávamos na metade da década de 1970.

Compunham essa turma colegial Arivan Evangelista Alves, Elias Pereira Jordão, Eliene Monteiro, Elzi Monteiro Barbosa, Elzeneide Monteiro Barbosa, Suely Maciel de Souza, Tereza Cristina Gomes Miranda, Wilson José Soares Ferreira, David José Ferreira Só, Ivonete Alves Costa, Izabel Cristina, Eliomar Monteiro Costa, Maria de Fátima Araújo, Maridalva Nunes Guimarães, Eloísio Gomes de Miranda, João Pereira Rego, Alice Pereira Rego, Regina Lúcia Xavier e este escrevinhador.

Todavia, deixando de lado a saudade, por enquanto, que não há jeito de empurrá-la definitivamente para o esquecimento, há algum tempo um amigo de Curaçá me perguntou se eu cheguei a conhecer o Bar do Meu Lú que, presumo, vem a ser de propriedade de Eloísio Gomes Miranda e Elzi Monteiro Barbosa Gomes, irmã de Elzeneide e uma das criaturas mais generosas e hospitaleiras que conheci na vida.

A casa de Elzeneide e Elzi foi um dos lugares mais aconchegantes que frequentei em Curaçá. Família decente e espirituosa, nos recebia com muito carinho e frequência regular.

Nossa juventude se foi apressadamente, mas a amizade persistiu, ficou. Os trancos e barrancos da distância não abalaram a construção daquela convivência sadia e alegre.

Houve um tempo em que Curaçá era só felicidade. Hoje mudou um pouco. A violência já chegou por lá e frequenta o noticiário, mas essa é outra história triste que não deve se intrometer nesta crônica já um tanto confusa.

Por falar em felicidade, naquela quadra do tempo cantávamos Lupicínio Rodrigues (“Felicidade foi-se embora e a saudade no meu peito ainda mora…”) , Medo da Chuva, de Raul Seixas, Não chore mais, de Gilberto Gil, We said Goodbye, de Dave Maclean, She made me cry, do Folhas e tantas outras da época.

Ao amigo que me fez a pergunta, disse-lhe que há alguns anos não vou a Curaçá e na última vez que por lá estive, passagem ligeira e atribulada, não tive o prazer de conhecer o Bar de Meu Lú que também é restaurante.

Às vezes me bate uma curiosidade enciclopédica e garimpei no Google a foto que encima esta crônica. Parece tratar-se do mesmo Bar de Meu Lú, talvez já modificado, talvez não mais assim, que fica na Av. Dr. Pedro Santos Torres, centro de Curaçá.

E se a imagem acima não for do Bar de Meu Lú a que me refiro? Aí eu me penitencio diante da gafe e a excluo deste espaço para aprender a não me intrometer onde não sou chamado.

O fato é que não conheço o Bar do Meu Lú, mas juro que, embora já aos 71 anos, alquebrado em razão dos anos e dos tropeços, pretendo ainda passar algumas horas por lá, ao lado de encantadoras companhias que, aliás, Curaçá sabe cultivar muito bem.

Terra de Zito Torres e José Amâncio Filho (Meu Mano),dentre muitos outros artistas, boêmios e intelectuais, Curaçá se destaca à margem do São Francisco como um dizer indizível de beleza e encantamento.

Certamente o Bar de Meu Lú faz parte desse cenário de encanto sanfranciscano.

araújo-costa@uol.com.br

Perguntas que não ofendem

Pergunta que não ofende I

Para não ficar feio – mas feio ficou – o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou ouvir no prazo de 48 horas o general e ex-ministro Gonçalves Dias, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), amigo e pessoa de confiança de Lula da Silva, tendo em vista as imagens publicadas pela CNN Brasil.

Ora, o próprio general Gonçalves Dias disse que aquelas imagens já estavam há muito tempo em poder da Polícia Federal, Procuradoria Geral da República (PGR), Ministério do Exército e outros órgãos interessados na investigação do vandalismo e quebradeira de 08/01/2023.

Em quadro assim – sendo o ministro Alexandre de Moraes tão diligente e rigoroso – e passados mais de três meses, é razoável supor que ele tivesse conhecimento das imagens.

Então, por que, só agora, depois que a imprensa divulgou as imagens, Alexandre de Moraes se lembrou tão apressadamente que a Polícia Federal precisa ouvir o amigo de Lula da Silva?

Pergunta que não ofende II

Por que o Palácio do Planalto impôs sigilo às imagens da quebradeira de 08/01/2023, inclusive da presença do ministro Gonçalves Dias em palácio, se os principais interessados em esclarecer os fatos, além de todos os brasileiros, são o governo Lula da Silva e o PT?

Pergunta que não ofende III

A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) informou, segundo a imprensa, que alertou, previamente, em comunicado endereçado aos órgãos de segurança do Distrito Federal, sobre possíveis atos de invasão e vandalismo em 08/01/2023.

Então, por que o ministro Flávio Dino, o Odorico Paraguaçu de Lula da Silva, ministro da Justiça e da Segurança Pública, que tinha conhecimento da informação e nada fez, ainda não caiu?

Pergunta que não ofende IV

Lula da Silva e o PT se manifestaram contrários à criação e instalação de uma CPI para apurar os atos de vandalismo em Brasília em 08/01/2023.

Agora, com a divulgação das imagens internas do Palácio do Planalto em que aparece o ministro do GSI circulando calmamente na hora da invasão, o PT concordou com a CPMI (composta de deputados e senadores), vez que inevitável o desgaste do governo.

Por que Lula e o PT eram contra a CPI, se o objetivo dela é esclarecer os fatos e encaminhar às autoridades o pedido de punição dos culpados?

Pergunta que não ofende V

Lula da Silva disse na campanha eleitoral de 2022, que quem invade propriedade alheia é bandido. Está gravado. Nem ele e nem o PT podem negar.

Nesses primeiros meses de governo Lula houve uma explosão de invasões comandadas pelo MST em diversos estados. Ainda assim, Lula da Silva levou em sua comitiva oficial à China, o principal líder do MST, que durante a viagem reiterou que as invasões vão continuar.

Lula ainda entende que invasor de propriedades privada é bandido ou mudou de ideia?

Pergunta que não ofende VI

O marido da jornalista Eliane Cantanhêde, então dono da produtora GW, cuidou das campanhas eleitorais de Geraldo Akcmin, quando ele estava  no PSDB e era adversário figadal de Lula da Silva.

Agora, Geraldo Alckmin se transformou em lulista desde criancinha e é vice-presidente de Lula da Silva.

Alguém já viu Eliane Cantanhêde, em seus comentários na Globo News, falar alguma coisa que desagrade a Lula e Geraldo Alkcmin?   

araujo-costa@uol.com.br

O Nordeste merece respeito

Nelson Rodrigues tinha razão.

“Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos” (Nelson Rodrigues, jornalista e teatrólogo, 1912-1980).

O Nordeste merece respeito. Os nordestinos merecem respeito.

Primeiro, foi o vereador Sandro Fantinel (Patriota) de Caxias do Sul (RS) que espezinhou os baianos aos quais me incluo. Disse que somos desocupados e preguiçosos.

Em patético, repugnante e preconceituoso discurso, o vereador espezinhou os baianos, expeliu preconceito pelas ventas e, sobretudo, igualou-se ao esgoto, às valas fétidas, às sarjetas.

O vereador disse que a única cultura que os baianos têm “é viver na praia tocando tambor”.

Agora, é um desembargador do Paraná que se sente a superioridade em pessoa e nos ataca.

Envergando uma toga, símbolo da seriedade da Justiça, que certamente não sabe usá-la, o desembargador Mário Elton Jorge disse que o Paraná “é um estado que tem nível cultural superior ao Norte e Nordeste” (UOL, 16/04/2023).

O Nordeste merece respeito. A declaração do desembargador é desprezível, ainda mais partindo de um membro do Poder Judiciário.

O mínimo que se espera de um magistrado é que seja civilizado.

araujo-costa@uol.com.br

Aniversário, amizades, agradecimento

“A amizade é um amor que nunca morre” (Mário Quintana, poeta gaúcho, 1906-1994)

Em 14/04/2023 completei 71 anos. Nessas décadas de tropeços, caí muitas vezes e levantei outras tantas. Continuo com a mesma disposição para levantar-me, enquanto puder, quantas vezes o mundo me imponha outras quedas difíceis ou razoavelmente difíceis.  

A construção mais segura que consegui edificar no decorrer desse tempo que se passou resume-se às amizades.

O melhor esteio que sustenta a construção da vida ainda é a amizade, que permite o tapetar do caminho em direção à compreensão sincera que muitas vezes desejamos e nem sempre alcançamos nas horas de dificuldades.

Em 1975, participei do 12º Cursilho de Cristandade da diocese de Juazeiro (BA), realizado de 10 a 13 de abril e coordenado pelo bispo D. José Rodrigues de Souza (1926-2012), da Congregação do Santíssimo Redentor.

Lá aprendi – e nunca mais esqueci – a maior lição de fé e otimismo que carrego até hoje e que me sustenta nos momentos de dificuldades extremas: “No mundo tem angústias e atribulações. Tende confiança. Eu venci o mundo” (Evangelho de S. João, 16-33).

Por isto luto, por isto, enfrento as tempestades. Em certas ocasiões, as amizades são indispensáveis para o enfrentar dessas intempéries.

Em respeito, consideração e deferência a todas essas pessoas que se permitiram mandar mensagem pela passagem de meu aniversário, agradeço as felicitações que recebi de:  

Adalice de Paula, Antonio Marcelo Almeida Lima, Eduardo Morelli, Valter Alves de Carvalho, Maria do Socorro, Jacson Prado, Reginaldo Rodrigues da Silva, Leny França, Júlia Maria Livino dos Santos, Maria da Silva Rego, Márcia Almeida Gonçalves, Tarcísio Bizerra, Angelita Viana, Leandro Ribeiro, Mailton Araújo, Jamila Bruni, William Rodrigues de Souza, Vera Lúcia Araújo, Jairon Henrique de Souza, Lázaro José, Virgílio Ribeiro de Andrade, Maria do Socorro Menezes Ribeiro, Jorge Jazon de Menezes, Jurandy Henrique de Souza, Maria Paixão, Guto Menezes, Maria Odete Marques, Francineide Santos, Rosana Santos, Sandro Gonçalves de Toledo, Acioli Silva, Auxiliadora Pires, Jivanda Mendes, Romildo Ferreira, Adalberto Machado Oliva, Dasdores Ribeiro, Dc Damázio Soares, Raimundo Lourenço, Marcondes Alcântara, Maria Léa Santos Souza, Murilo Bonfim, Rosângela Brandão, Carlete Alcântara, Gilka Conduru Mendes, Ivete Neves, Das Doures Dias, Sukaa Reis, Marina Paixão Dias, Maria Socorro Santos, Maria Inez Alves, Celina Nunes, Cleide Ferreira, Coninha Sena, Maria Dosanjo, Lenisse Santana, Robério Fonseca Brandão, Hérica Alcântara, Perpétua Gonçalves, Zaira Brandão, Goreth Ferreira, Anselmo Vital, Anselmo Filho, Dorinha Souza, José Carlos Reis Miranda, José Afonso Almeida, Joserval Félix Oliveira, Adalcina Moreira, Telma Sena, Ângela Roberto Diniz, Cleide Ferreira, Renato Nascimento Mota, Ângela Silva, Maria Emília Lima, Maurízio Bim, Maria da Silva Rego, Lucineide de Oliveira Dias Mota, Edite Benatti, Camila Leal, Guilhermino Fonseca, Maurício Gonçalves, Naiana Dias, Cris Ribeiro, Adilson Ferreira Santos, Nenzão Paixão Joselito, Aidete Paixão de Souza, Marcelo Vieira, Gercina Maria, Ivone Araújo, Getúlio Barbosa, Alex Reis Nascimento, Erivaldo Gomes Souza, Eurides Araújo, Ediva Santa Rosa, Maria Estela Corradi de Abreu, Creuza Miranda, Lydia Veras, Cleber Belchior, Humberto Antonio, Maria Rita da Luz Menezes, Maria da Graça Gracinha, Alessandra Reis, Jefferson Botias, Maria Auxiliadora Nery, Eva Pandorf, Zelinho Sena, Edmilson Ribeiro, Rogéria Alves, Idelfonso Silva, Eugenio Pachelli Evangelista Xavier, Edercino Tolentino, Neusa Silva Buglia, Sílvia Souza Lima, Abdu Jarouche, Vilani Rego, Omara Lopes da Silva, Cleide Rodrigues/Valdir Rodrigues, Laudney Miolli, Heliete Dantas, Vanízia Mendes, Reginaldo Vieira, Dircis de Souza Bom, Marinalva Santos, Tusa Granato, Vera Lúcia Gomes Amaral, Dorinha Souza, João Evangelista dos Santos Souza, Josemário Brandão, Margareth Gomes Pires, Antonio Wilson de Menezes, Rosana Reis, Lígia Brandão, Júnior Ramos, José Valberto Matos Leite, Ivana Silvano, Rosineide (Grupo Patamuté City), Laura Fonseca, Wagner Reis, João de Teófilo, Tony Bahia, Reinaldo Kato, Zé Rodrigues, Nelson Cano, Maurycélia (Grupo Patamuté City), Divonete Lucas, Rosineide (Grupo Patamuté City), Thereza Menezes, Fátima Barbosa Lopes, Gilberto Fonseca Betho, Hemanuela Souza, Clarice Alves Reis, Edilson Oliveira, Odilon Luiz de Oliveira Júnior, Marcos Uliana,  Cleide Rodrigues, Vânia Cunha, Ângela Roberto Diniz, Regis Lucas, Lourdes Pelúcio, David Faria, Eliel Pelúcio, Priscila Faria, Liliane Melchol, Viviane Melchol, Edilene Xavier, Rogério Souza, Maria Goretti Gomes, Márcia Martins, Genildo Melo.

Agradeço, ainda, a: Josielton Lisboa, Alessandra Silva, Patrícia Cunha, Josinaldo Santos, Irene Neves, Eduardo Santos, Tânia Freire, Jailson Cardo, Elizanete Souza, Valdimiro Nascimento, Nailde Gonçalves, Betinho Possídio, Marineide Silva, Ítala Reis e Sirlânio Santana.

Por último, agradeço à minha família que me acompanha em todos os momentos e me suporta com meus defeitos e esquisitices.

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Janja e a bolsa de Janja

A primeira dama Janja e seu marido Lula da Silva/Crédito Diário do Poder

A ilustríssima senhora Rosângela da Silva (Janja), primeira-dama do Brasil, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1983, aos 17 anos.

Antes de ser alcançada pelas luzes da fama, Janja exerceu um cargo de enésimo escalão na estatal Itaipu Binacional até desligar-se para se casar com Lula da Silva. Ambos se conheciam de longa data.

Presume-se que, sendo militante do PT, o partido que teoricamente defende os pobres, ela também os defenda e, à semelhança do marido presidente, deve lutar pela exclusão dos brasileiros miseráveis da linha da pobreza, o que todos concordamos.

Entretanto, a ilustríssima primeira-dama do Brasil anda se comportando contraditoriamente em relação ao que prega o PT.

D. Janja está deslumbrada com o poder, com a riqueza do poder, com a fama do poder, com o glamour do poder e, sobretudo, com a saída do anonimato.

Por exemplo, em viagem aos Estados Unidos, envergou elegantemente uma bolsa da grife francesa Celine, avaliada em R$ 21.400,00, segundo abalizados órgãos de imprensa. Ou seja, a petista D. Janja é burguesa que adora luxo e dinheiro.  

O valor que D. Janja pagou pela bolsa somente usada pelas madames da alta sociedade, revestida com detalhes de prata é suficiente para o INSS pagar 16 aposentadorias de um salário mínimo.

Em razão desse comportamento burguês, D. Janja anda aos trancos e barrancos com Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil, porque ele vetou a compra de uma mesa de R$ 200 mil, que a primeira-dama queria adquirir para seu deleite na residência oficial.

Todavia, apesar de Rui Costa, D. Janja acabou comprando uma cama para o casal presidencial, por R$ 42 mil (o amor é lindo!).

D. Janja comprou também um sofá por R$ 65 mil. Ambos somados – cama e sofá – são suficientes para comprar uma casa para acomodar uma família desvalida, que o PT tanto fala em ajudar.

Lembrete: o luxo de D. Janja e de seu marido loroteiro é sustentado com os impostos que os brasileiros pagam, inclusive os pobres.

araujo-costa@uol.com.br