O rico sorriso de Rui Costa

Ministro e ex-governador Rui Costa/Reprodução Wikipedia

O presidente Lula da Silva está exterminando a pobreza no Brasil, conforme prometeu na campanha para este seu terceiro governo.

Começou a nomear amigos e companheiros para funções de destaque em estatais com polpudos salários e extravagantes mordomias. Muitos estão acumulando cargos e engordando seus vencimentos.

A seguir, alguns poucos exemplos.

Os ministros Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Ester Dweck (Gestão) foram nomeados para conselheiros da Itaipu Binacional com salário de R$ 27 mil, que somando ao salário de ministro vai a R$ 68 mil por mês.

Lula nomeou o ex-governador de Minas, Fernando Pimentel, para presidente da estatal Engea, um penduricalho do Ministério da Fazenda. Salário: R$ 42,8 mil.

Assim, Lula vai acabando com a fome dos companheiros aos poucos. Não há fome que resista a tanto dinheiro.

O todo poderoso Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil e ex-governador da Bahia, vai embolsar uma renda familiar de aproximadamente R$ 110 mil por mês: R$ 41 mil de ministro,  R$ 27 mil de conselheiro da Itaipu e R$ 42 de sua esposa, que os petistas baianos engendraram-na conselheira do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia.

Todavia, a bem da verdade, não é somente Lula da Silva que faz isto. Todos os presidentes fazem, sem nenhuma parcimônia.

Todo presidente da República apadrinha amigos e aliados com cargos, benesses, mordomias e até com falta de vergonha.

Por exemplo, o então presidente Jair Bolsonaro nomeou, dentre outros, o experiente político e seu aliado baiano José Carlos Aleluia, ex-presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF), para conselheiro da Itaipu, com salário equivalente ao de agora.

Aleluia carrega uma bagagem de seis mandatos de deputado federal e grande capacidade de articulação política. É o político que todos querem na condição de aliado.

Só para lembrar: os ilustríssimos conselheiros da Itaipu Binacional participam de reunião a cada dois meses e recebem por esse grande esforço o salário de R$ 27 mil por mês.

Não importa o nome técnico: salário, vencimento ou remuneração. Dá no mesmo.

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Patamuté, tempo e saudade

Delza e o neto/Crédito Leny França

O amadurecimento não se dá somente com a soma cronológica dos anos.

Amadurecemos também – e principalmente – com a persistência da esperança, a maneira de encarar os tropeços, o calejar das decepções e com a constância do sofrimento.

Amadurecemos também com a saudade que nos persegue sempre e com a certeza do caminho percorrido.

Amadurecemos com a humildade e desprezo à arrogância.

O tempo esconde as lembranças que a memória vai buscar na distância e no inexplicável da vida.

Lembro duas pessoas de Patamuté: Antonia e sua filha Delza. Queridas de todos, amigas de todos. Boas amigas, conversa agradável, convivência difícil de esquecer.

Antonia/Crédito Leny França (por ser muito antiga a qualidade da foto está prejudicada)

Essas fotos me foram gentilmente enviadas por Leny França em 08/06/2016, a meu pedido e constam em sua página no facebook.   

O tempo virou saudade.  

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O catolicismo e desmoronamento da fé

Declarações recentes vindas da Igreja Católica Apostólica Romana podem contribuir para o desmoronamento paulatino da fé católica ou, no mínimo, fragilizá-la de forma decisiva neste mundo conturbado e cada vez mais violento e difícil de compreender.

Dispensa de madrinhas e padrinhos nos sacramentos.

“O bispo de três dioceses da província de Caserta, no sul da Itália, decidiu suspender a presença dos padrinhos e madrinhas nos batismos e crismas, experimentalmente, por três anos” (IstoÉ, 05/03/2023).

Monsenhor Giacomo Cirulli expediu um decreto em março, salvo melhor juízo, que redefine batismo, comunhão e o rito de iniciação cristã de adultos em sua área de atuação, de modo que, dentre outros pontos, os padrinhos serão declarados dispensáveis.

Diz o bispo que “no atual contexto sócio-eclesial, o ofício de padrinhos e madrinhas, em sua maioria, perdeu seu valor original”.

Segundo publicou a imprensa – não só a IstoÉ – no entendimento do bispo, a missão dos padrinhos e madrinhas “consiste em acompanhar os catecúmenos ou os candidatos à confirmação ao longo de todo o caminho de fé, e não apenas no momento da celebração do Sacramento. Esse papel perdeu quase totalmente o sentido”, reduzindo-se a uma espécie de cumprimento formal ou costume social.

Ou seja, em três dioceses do sul da Itália não serão mais necessários madrinhas e padrinhos tanto no Batismo quanto no Crisma ou Confirmação da graça do batismo.

Como se vê, Sua Reverendíssima reduziu os padrinhos a mero “cumprimento formal e costume social”. Tornou-os sem nenhuma importância perante a Igreja. Um descalabro, partindo de uma autoridade eclesiástica.

Celibato dos padres

Por outro lado, “o Papa Francisco disse que o celibato dos padres é uma medida temporária e que pode ser revista”.

Em uma entrevista a um site de notícias da Argentina, Francisco lembrou que, mesmo dentro da Igreja Católica, os sacerdotes das igrejas que seguem o rito oriental podem se casar e que o celibato na igreja ocidental é apenas uma receita temporária.

A ordenação, essa sim, é para sempre, mesmo que o padre mais tarde deixe a igreja. Por isso, segundo Francisco, não há contradição no casamento de sacerdotes” (G1/Jornal Nacional, 11/03/2023).

Oportuno lembrar que, segundo a TV Canção Nova, “na manhã da Quinta-feira Santa, o bispo consagra o óleo para ser utilizado no batismo, na confirmação, na ordenação dos sacerdotes e dos bispos e na consagração dos altares e dos sinos. O óleo representa a alegria, a força e a saúde”.

A tradição católica diz que o óleo é de oliveira e perfumado com resina balsâmica.

Entretanto, como se vê, até a tradicional Igreja Romana está mudando.

Pode aí ser a sinalização de uma possível derrubada de alguns dogmas que sustentam a Igreja Católica há séculos.

Novos ventos sopram a Santa Sé e o Vaticano. Isto pode ser o começo do desmoronamento da fé católica que, para grande parte dos fiéis, já não é tão consistente.

Bento XVI (1927-2022) já está fazendo falta.

Antes de ser Papa, ele foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e zeloso vigilante das tradições da Igreja Católica.

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Curaçá, Anselmo Vital e os andaimes de uma construção difícil

Anselmo Vital/Crédito:Página pessoal facebook

“O homem não é velho, desde que os lamentos não tomem o lugar de seus sonhos” (John Barrymore, 1882-1942)

Já se disse, por aí, que a juventude é caótica.

Embora essa afirmação tenha um quê de verdade, é razoável entender que a juventude se sustenta na capacidade de duvidar de suas próprias dúvidas. E isto a impulsiona em direção à realização de seus sonhos.

Curaçaense de boa cepa e filho de Patamuté, Anselmo Vital vem se ocupando de uma construção um tanto difícil neste nosso conhecido cenário de injustiças sociais.

Ingressou nos movimentos sindicais e comunitários e, em consequência, na luta política, ainda no período estudantil. Deu certo, está dando certo.

Construiu liderança respeitável e reconhecida ao longo de anos dedicados à causa daqueles setores sociais que sempre estiveram à margem das decisões de governo, dentro e além dos limites do município de Curaçá.

A política partidária lhe garantiu visibilidade e lastro robusto para desenvolver seu trabalho permanente voltado precipuamente ao município de Curaçá.

A luta de Anselmo Vital em defesa daqueles que não têm voz e nunca tiveram voz é valiosa, sempre será valiosa.    

É inegável que o obstáculo maior para assegurar o mínimo necessário à vida das populações rurais, por exemplo, sempre foi a sedimentação da cultura do descaso, a ausência de seriedade dos governantes e, sobretudo, a falta de informação.

As pessoas carentes, que precisam de amparo do poder público, não dispõem de meios e desconhecem os caminhos para cobrar, cutucar, exigir, denunciar. E isto é terreno fértil para o surgimento de demagogos e embusteiros de toda ordem em ocasiões eleitorais, ávidos por votos, mormente dos incautos. 

A luta em defesa dos direitos constitucionalmente assegurados há de ser permanente, vigilante, constante.

Anselmo Vital não tem se descuidado disto, de modo que seu nome é citado em toda e qualquer discussão sobre assuntos prementes do município de Curaçá, máxime no que tange a direitos negligenciados ou espezinhados.

É constrangedor que o centenário distrito curaçaense de Patamuté não tenha um vereador que se digne lutar pelas mínimas reivindicações da população do lugar, que são muitas e urgentes.

Não obstante sem mandato legislativo, Anselmo Vital vem ocupando esse espaço em Patamuté, em razão do vácuo deixado por alguns políticos pouco interessados nas demandas locais, embora as urnas lhes tenham sido generosas nas últimas eleições municipais.

Parece indubitável que a transformação do mundo se dá através dos sonhos, que estrutura as mentalidades. Isto remete este escrevinhador à conhecida frase de Sérgio Granja:

“A gente gasta a juventude na ilusão de transformar o mundo. Quando se dá conta, já não sobra tempo para se adaptar a ele”.

No caso de Anselmo Vital, felizmente, parece que ele vem se adaptando aos poucos a este mundo de injustiças à medida em que cuida tão bem dos andaimes dessa construção tão difícil, qual seja, lançar esse olhar generoso, abrangente e vigilante sobre aqueles que vivem sufocados em sua condição de desamparo e desespero.

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Corujas e crepúsculos

Coruja buraqueira/iGUi Ecologia

O filósofo germânico Hegel (1770-1831) fez uma relação clássica entre a filosofia e a coruja. Lembrava que a coruja levanta voo ao cair do crepúsculo.

A filosofia tenta explicar aquilo que não está claro para muitos. Ou porque é mesmo difícil enxergar ou porque as mentes estão ofuscadas, conturbadas, assustadas com a desfaçatez e a maldade que se aproximam cada vez mais de todos nós.

A coruja levanta voo ao anoitecer. Vai escurecer, mas é à noite que ela enxerga melhor. O escuro não lhe é obstáculo, mas clareza para seguir adiante.

O Brasil está prestes a adentrar à escuridão, ao abismo, ao despenhadeiro jurídico-político. Já estamos diante do caos.

É imperioso tentar enxergar mais adiante, divisar novos horizontes, mesmo em escuro tenebroso para desanuviar o entendimento e encontrar a saída para tantos males.

A credibilidade dos poderes da República está se esfacelando dia a dia.

O Executivo não encontra saída para governar, o Legislativo tropeça nos interesses escusos de seus membros e o Judiciário vai-se esvaindo, credibilidade ladeira abaixo.

Atualíssima a frase de Rui Barbosa: “Brasil de ontem e de amanhã! Dai-nos o de hoje que nos falta”.

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A impaciência do escritor Paulo Coelho

Escritor mais lido em todo o mundo – circulam informações que vendeu mais de 350 milhões de livros, salvo engano – Paulo Coelho foi parceiro do baiano Raul Seixas (1945-1989) e com ele compôs, dentre outras músicas: Gîtâ, Al Capone, Medo da Chuva, Sociedade Alternativa, Tente outra vez, Eu nasci há dez mil anos atrás, A maçã e muitas mais.

Esquerdista de respeito desde a juventude, Paulo Coelho vem apoiando Lula da Silva e o defendeu em algumas ocasiões.

Em data recente, Paulo Coelho se mostrou arrependido pelo apoio que deu a Lula da Silva, classificou seu governo de “patético” e mais do que isto, demonstrou decepção. Alegou que perdeu leitores em razão disto e “tuitou” mais alguma coisa em desfavor do presidente.

Parece razoável entender que Paulo Coelho está um tanto apressado. Ou impaciente.

Lula da Silva está apenas no começo deste seu terceiro governo e ainda pode mudar muitas coisas nesses quatro anos de mandato, talvez para pior, mas é mesmo muito cedo para avaliar o governo Lula.

Não há surpresas até agora. Qualquer iniciante em observação política sabe que não se pode esperar muita coisa de Lula da Silva, além das lorotas, tais como a que extinguiu a extrema pobreza do Brasil e que o PT é o caminho mais seguro para que os brasileiros alcancem o paraíso social.

Todos conhecem a forma de governar de Lula da Silva. Muito estardalhaço, apadrinhamento de seus asseclas e espreita com a corrupção, o que, aliás, não é privilégio do governo Lula. Todos os demais governos foram corruptos, em menor ou maior grau de safadeza.

Lula já foi presidente da República duas vezes e o Brasil não acabou.

De qualquer modo, o escritor Paulo Coelho podia esperar mais um pouco antes de romper com Lula da Silva, se é que isto é sinal de rompimento.

Em política não há bons exemplos de rompimentos precoces.

O ator de filme pornô Alexandre Frota e Joice Hasselmann, que eram deputados federais e lambiam as botas do presidente Jair Bolsonaro, romperam com ele e caíram em desgraça. Retumbante desgraça. Os eleitores os empurraram para o esgoto da mediocridade.

O mesmo aconteceu com o magnata sem noção João Dória, que foi governador de São Paulo. Começou a cair quando misturou alhos com bugalhos e política com vaidade.

Entretanto, a situação de Paulo Coelho é um tanto diferente dos exemplos citados, porque ele não precisa de Lula da Silva em nenhuma circunstância, até porque não é político.

Mas politicamente o rompimento faz diferença. Mexe com a autoestima de Lula, porque Paulo Coelho é famoso e lido no mundo inteiro.

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As contradições da esquerda lulopetista

Ministro petista Paulo Pimenta/Foto de Gabriela Biló/Folhapress

Em 28/08/2022, em debate presidencial da campanha eleitoral na TV Bandeirantes, o então truculento e atrapalhado presidente Jair Bolsonaro se indispôs com Vera Magalhães (TV Cultura), tendo em vista uma nítida provocação da jornalista.

Inteligente e perspicaz, Vera Magalhães confirmou, depois, o intuito de irritar o presidente, por intermédio de uma pergunta enviesada dirigida ao candidato Ciro Gomes.

“Você é uma vergonha para o jornalismo”, disse o presidente da República.

Isto foi a gota d´água para que a esquerda gonorreica lulopetista entulhasse a imprensa e redes sociais de acusações ao então presidente Bolsonaro. Atribuíra-lhe até crimes que o presidente jamais cometeu.

Entretanto, recentemente, em entrevista à CNN, o radicalíssimo petista Paulo Pimenta, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (SECOM) do governo Lula da Silva, desqualificou ridiculamente a âncora Raquel Landim, ao ser confrontado com algumas contradições.

A irritação do ministro teve origem, dentre outras perguntas, porque a jornalista lhe perguntou a razão de o deputado e hoje ministro ter omitido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma mansão milionária que tem em Brasília há mais de uma década e nunca declarou à Justiça Eleitoral.

“Você é jornalista?” – perguntou o ministro de Lula.

A apresentadora logo rebateu:

“Sim, formada pela Universidade de São Paulo”.

Dentre outros órgãos de imprensa, está no lulista O Globo de 25/03/2023.

Não se viu ou ouviu da esquerda lulopetista – diurética ou gonorreica – nenhuma palavra de solidariedade à jornalista da CNN à semelhança do estardalhaço que fez a respeito de Vera Magalhães.

E por que o silêncio?

Exatamente porque o ministro Paulo Pimenta é petista e queridinho da esquerda que o abriga e da imprensa subserviente e militante.

O ministro escorregou no quiabo, tergiversou, expôs a cara de pau, ficou sem jeito e não conseguiu responder à pergunta da jornalista.

Convenhamos. Tal qual o deputado cearense e seu colega petista conhecido como “dólar na cueca”, é difícil explicar.

O Brasil vai precisar de muito plantio de peroba.

Nossos políticos vão precisar. Sejam da direita ou da esquerda.

araujo-costa@uol.com.br

Patamuté: o adeus de Socorro Batista

Socorro Batista. À esquerda a filha Ednara/Crédito página Ednara no facebook

Confesso entristecido, assim como muitos outros seus amigos e familiares, em razão do falecimento de Maria do Socorro Batista Alcântara.

Por óbvio, a dor da família é maior, dilacerante, violenta, insuportável.

As surpresas e as notícias nos têm sido cruéis nesses últimos anos. Perdemos parentes, amigos, pessoas que admiramos, partes de nossas estruturas sociais.

Nesses momentos de reflexão e tristeza nos vem à memória as boas lembranças de Socorro, o convívio às vezes perdido na distância do tempo, a amizade como referência, a bondade, o sorriso encantador.

Socorro sempre foi muito presente com referência às tradições de Patamuté: festejos de Santo Antonio, defesa dos interesses do lugar, luta pela melhoria da terra.

Há alguns anos a família de Joana Maria da Conceição (Janoca) e Estêvão Rodrigues vem sofrendo constantes baques que desestruturam os sentimentos e deixam um vazio abismal na vida dos familiares.

Desígnios de Deus. Não entendemos. Resta-nos aceitá-los.

Que Jesus Cristo lhe indique o caminho da morada eterna e Deus ampare Socorro.  

Registro a saudade e deixo pêsames a todos da família.

araujo-costa@uol.com.br

Flávio Dino é o Odorico Paraguaçu de Lula da Silva

“O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros” (Margareth Thatcher, primeira-ministra do Reino Unido, 1925-2013)

Linguagem rebuscada à semelhança do prefeito da imaginária Sucupira, gosto pelos palanques e emprego constante de palavras que nada explicam e têm tanta importância quanto cinzas ao vento, Flávio Dino é o Odorico Paraguaçu de Lula da Silva.

Faltam o terno e o chapéu brancos de Odorico. “Somentemente” isto para ficar “talqualmente” igual ao prefeito sucupirano de Dias Gomes (Sucupira, ame-a ou deixe-a, Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1982).

Assim é o ministro-folião de Lula da Silva.

Tem “posturamento intelectual” considerável, mas os trajes “bastantemente avacalhantes” que usou no carnaval do faz o L se mostraram incompatíveis com a liturgia do cargo de ministro da Justiça de nossa combalida República.

Flávio Dino fala muito em Deus. Graças a Deus ele fala em Deus.

Entretanto, entre 2006 e 2021 fez parte das fileiras do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e em 2021 se mudou para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o que dá no mesmo.

Por princípio filosófico, o comunista é materialista, é adverso à fé, em nada acredita. Basta ler os compêndios de Karl Marx e seu amigo Friederich Engels.

Socialista gosta mesmo é de dinheiro. Dos outros. Vive como parasita, pendurado nos cofres públicos.

Aliás, no Brasil houve poucos comunistas de verdade, dentre esses Luís Carlos Prestes (1898-1990), líder do histórico Partido Comunista Brasileiro (PCB), o arquiteto construtor de Brasília, Oscar Niemeyer (1907-2012) e o ator e humorista Francisco Milani (1936-2005).

Flávio Dino tenta demonstrar que seus atos à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública são abi imo pectore, do fundo do coração. A imagem não cola, todavia. Fala mais alto a ânsia de perseguição que ele imprimiu à gestão do morubixaba de Caetés, seu chefe supremo.

À semelhança do diligente secretário sucupirano Dirceu Borboleta, Flávio Dino é o homem dos “providenciamentos” de Lula da Silva, mas corre o risco de entrar para a história como perseguidor de adversários políticos, o que não lhe será uma boa recomendação para sua biografia por si só já tão pobre e  capenga.

Dentro da filosofia sucupirana, quando tiver que “botar os entretantos de lado e partir para os finalmentes”, Flávio Dino terá uma grande tarefa pela frente: explicar para a população que Lula da Silva substituiu a picanha por abóbora.

Flávio Dino está sempre rodeado dos “gazetistas” da GloboNews e da CNN, que vivem lhe puxando todos os dias e o enaltecem desavergonhadamente. Isto pode lhe servir de adjutório para a difícil tarefa de explicar o confuso governo Lula da Silva.

araujo-costa@uol.com.br

Post scriptum:

As palavras e expressões entre aspas foram tiradas do repertório do prefeito Odorico Paraguaçu.

Lula da Silva e o outro nome da hipocrisia

A esquerda diurética lulopetista está chafurdando na lama da hipocrisia.

“O governo federal colocou sigilo nos nomes de visitantes recebidos por Lula no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente”.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) alegou que o sigilo aos registros de acessos é necessário “porque eles possuem classificação sigilosa no grau reservado desde o dia da posse”.

Está no UOL de 21/03/2023, dentre outros órgãos noticiosos. E o UOL, como se sabe, faz parte do conglomerado de comunicação que exerce o papel de porta voz da esquerda e, logo, a notícia procede.

Pois bem. Lula da Silva, o PT e seus asseclas alardeavam que o sigilo imposto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao registro de visitas ao Palácio da Alvorada não tinha sentido, afigurava-se ilegal e seria feito um “revogaço” dos decretos presidenciais do governo anterior, uma espécie de devassa, o que acabou acontecendo nos primeiros dias do governo do morubixaba de Caetés.

Vai daí, perguntar não ofende.

Por que Lula da Silva pode impor sigilo aos registros de acessos ao Palácio da Alvorada e Bolsonaro não podia? 

Este é o outro lado da hipocrisia.

É razoável presumir que as normas de segurança valem tanto para um presidente da República quanto para outro, independentemente de ser de direita, de esquerda, de centro ou de qualquer outro espectro político-ideológico.

A seriedade do governo Lula da Silva passou longe, neste particular.

O carnavalesco ministro maranhense de Lula da Silva, entusiasta e defensor do “revogaço” talvez consiga explicar a diferença entre um procedimento e outro, ou seja, porque Lula da Silva pode baixar decretos de sigilo e Bolsonaro é criticado por fazê-lo.

Aliás, Sua Excelência o ministro-folião está em êxtase profundo. Saiu da obscura condição de antes para o estrelismo dos holofotes de Brasília e do mundo.

araujo-costa@uol.com.br