Corrupção: ministro de Lula segue estrada perigosa.

“O orçamento secreto é uma imoralidade, uma indecência, que leva ao desvio de recursos públicos. Muitos estão se apropriando indevidamente desses recursos” (Flávio Dino, Agência Senado, 02/10/2022). 

Se não por questões morais – nunca se deve exigir isto de Lula da Silva – mas por razões políticas, o presidente da República deve demitir o seu enrolado ministro das Comunicações.

Só para lembrar: o ministro é do Maranhão e do grupo político que apoiou Flávio Dino no Estado.

Indicado pelo Centrão, que Lula da Silva e o PT tanto criticaram e hoje afagam, o ministro Juscelino Filho (União Brasil) já começou no governo arrostando pelo menos duas estrepitosas denúncias de corrupção.

A primeira denúncia é estarrecedora:

O ministro apresentou à Justiça Eleitoral informações falsas para justificar o uso do Fundo Eleitoral no pagamento de 23 viagens de helicóptero durante sua campanha de deputado federal em 2022.

Indicou os nomes de três supostos cabos eleitorais que, segundo ele, usaram a aeronave em 14 cidades do Maranhão, inclusive no município de Vitorino Freire, onde tem fazenda.

Todavia, o ministro esqueceu que mentira tem pernas curtas e “esperteza demais vira bicho e come o dono”.

Os nomes de tais “cabos eleitorais” foram usados falsamente, indevidamente, manhosamente.

Trata-se de um casal de São Paulo e uma filha de 10 anos, que nunca foram cabos eleitorais do hoje ministro e sequer o conhecem.

Cabo eleitoral de 10 anos de idade, usando helicóptero em campanha eleitoral?

Só na campanha do ministro de Lula.

Mais: o empresário indevidamente citado, que é do ramo de decoração, disse que fez algumas viagens de helicóptero entre a capital de São Paulo e a cidade paulista de Campos do Jordão que, como se vê, fica em São Paulo e não no Maranhão.

Só para lembrar: o ministro é do Maranhão e do grupo político que apoiou Flávio Dino no Estado.

“Provavelmente usaram meu nome e puseram na comprovação de despesas. Eles pegaram a lista de passageiros do voo que eu voei e replicaram”, disse o empresário, que nunca foi cabo eleitoral do ministro de Lula.

Com essa lista falsa, o ministro justificou o uso do Fundo Eleitoral para receber R$ 385 mil em sua campanha. O dinheiro foi repassado ao ministro e consta da prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral.

A segunda denúncia também é estarrecedora:

O mesmo ministro lulista gastou “R$ 5 milhões do orçamento secreto na construção de uma estrada que corta fazendas da família. Em uma delas Juscelino tem uma pista de pouso e um heliponto particulares” (O Estado de S.Paulo,31/01/2023).,

O que é Fundo Eleitoral?

São recursos públicos da União criados como compensação do financiamento feito por empresas a campanhas eleitorais que passou a ser proibido por força de decisão do Supremo Tribunal Federal.

O Congresso aprovou R$ 4,9 bilhões de Fundo Eleitoral para 2022 para, dentre outras coisas, políticos corruptos usarem em propriedades particulares, como é o caso do ministro lulista.

Só para lembrar, o ministro é do Maranhão e do grupo político que apoiou Flávio Dino no Estado.

Pergunta:

Alguém viu Lula da Silva ou Flavio Dino falar sobre isto em entrevista à imprensa?

araujo-costa@uol.com.br

Câmara de Curaçá sinaliza novo amanhecer

“Sonhador é aquele que percebe a aurora antes dos outros (Oscar Wilde, escritor e dramaturgo irlandês, 1854-1900)

Já se disse alhures, que ninguém vive na União ou no Estado, mas no Município.

A afirmação é uma forma singela, quiçá filosófica, de significar que além de ser uma instituição político-jurídica, o município é uma instituição social, naturalmente inserida no contexto nacional e formada de cidadãos com os mesmos interesses, aspirações e ideais.

No dizer de Rui Barbosa, “não há corpo sem células e não há Estado sem Municipalidades”.

Em Roma, 80 anos a.C, a cidade era considerada uma pequena república, embora subordinada à autoridade imperial, mas apta a convocar reuniões ou assembleias dos cidadãos para votarem seus estatutos.

A história registra que naquela quadra do tempo, o município escolhia magistrados, conselheiros que exerciam as funções de Senado, cônsules que exerciam a censura, questores que administravam os fundos públicos e colegiados que exerciam as funções religiosas.

Como se vê, já naquele tempo a cidade comandava as questões primeiras da sociedade.   

Chegamos ao município de hoje, hodierno e asfixiado pelas incompreensões e vaidades.

A Câmara Municipal tem formato tal que representa o povo, legisla, faz proposições, solicitações, consultas, pedido de informações, indicações, moções e, precipuamente, cuida da redação das leis e consequentes emendas supressivas, aditivas, modificativas, et cetera, além de atribuições outras que lhe são adstritas.

Prolegômenos à parte, isto é para dizer a seguinte obviedade: que os vereadores têm papel fundamental na vida da sociedade local, de modo que eles se agigantam à medida em que se preocupam com a população e suas demandas mais prementes.  

Entretanto, sabe-se, muitos se enveredam pelo caminho dos interesses pessoais, aliam-se ao chefe do Executivo e muitos deles simplesmente passam a legislatura referendando atos do Poder Executivo, de tal forma que se apequenam e arranham a nobre função de vereador.

Considerando o estado de dificuldade por que passa a população de Curaçá – e as notícias são muitas nesse sentido – ouso conjecturar que também é dever da Câmara Municipal se manter em permanente vigília em favor da população e não somente através de discussões protocolares aventadas por ocasião de sessões ordinárias e obrigatórias convocadas por força regimental.

Seria a perspectiva de um novo amanhecer, de uma luz para clarear novas mentalidades ao interpretar os anseios da população.

Contudo, a nobreza do vereador é sustentar-se na soberania do voto popular e direcionar-se em consonância com a vontade do povo. Não há credencial mais legítima, mais lídima, mais pujante.

Em 06/02/2023, a Câmara Municipal de Curaçá estará empossando seu presidente Rogério Quintino Bahia e, por consequência, seus colegas que compõem a Mesa Diretora da Edilidade para o biênio 2023/2024.

Vereador Rogério Bahia/crédito da foto: perfil no facebook

O plenário da Câmara Municipal de Curaçá foi batizado com o nome de Aristóteles de Oliveira Loureiro, que foi prefeito e um dos vereadores mais atuantes da história do município em diversas legislaturas. Neste particular, o simbolismo diz muito.

Dinâmico, preparado intelectual e politicamente, o insigne vereador Rogério Bahia pode significar a esperança de um novo amanhecer para Curaçá.

Registro o fato com o intuito de desejar êxito ao ilustre vereador Dr. Rogério Quintino Bahia em sua nova missão à frente da Câmara Municipal de Curaçá, aos demais membros da Mesa Diretora e, por extensão, a todos os vereadores do município.

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Bahia: O TCM e a mulher de Rui Costa  

Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia

Fundado em março de 1971 ao apagar das luzes do governo de Luiz Viana Filho, o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM) é uma generosa instituição que abriga em seus quadros, nababescamente, algumas figuras da elite política baiana, a exemplo dos ex-deputados Nelson Pellegrino (PT) e Mário Negromonte (PP).

Passaram pelo TCM figuras lendárias como Paulo Maracajá e Clemenceau Teixeira, que enriqueceram a história do tribunal.

O TCM tem como atribuição precípua analisar as contas dos prefeitos dos municípios baianos e, conseguintemente, aprová-las, se consentâneas com a legislação ou rejeitá-las, se irregulares.

Em quadro assim, pressupõe-se que seus conselheiros devam entender de contas públicas e não de assuntos de enfermagem, inobstante a essencialidade da nobre profissão.

O ex-governador Rui Costa (PT), atual todo poderoso ministro chefe da Casa Civil da presidência da República quer emplacar sua mulher, a enfermeira Aline Peixoto, para conselheira do TCM com estratosférico salário de R$ 41,8 mil por mês, mais mordomias e penduricalhos que se somam até a aposentadoria.

“Isso é uma vergonha”, diria o jornalista Boris Casoy.

A indicação, se confirmada, dependerá de aprovação da Assembleia Legislativa e lá, sabe-se, Rui Costa tem amigos de sobra que podem garantir a aprovação do nome da ilustre enfermeira para o TCM.

Na esteira do “engana-me que eu gosto” petistas graúdos do Estado à frente o presidente do partido se dizem “surpresos” com a indicação da enfermeira para conselheira do TCM.  

Há outros nomes que também querem abocanhar a vaga de conselheiro do TCM, dentre eles o deputado Marcelo Nilo, que não se reelegeu e um deputado do PCdoB.

O deputado Alex Lima (PSB), que estava cotado para a vaga, após reunião com Rui Costa em Brasília, desistiu em favor da mulher do ex-governador. Segundo declarou à imprensa, notou um “movimento silencioso” dos deputados estaduais em favor da enfermeira e ex-primeira dama da Bahia.

De qualquer modo, não fica bem moralmente para o PT apadrinhar a mulher do ex-governador Rui Costa para conselheira do Tribunal de Contas dos Municípios.

“Caso seja indicada para uma cadeira no Tribunal de Contas, Aline Peixoto terá um salário mensal de R$ 41,8 mil e poderá permanecer no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos” (Folha de S.Paulo, 31/01/2023)

O salário de R$ 41,8 mil por mês, que ganhará a possível conselheira, é suficiente para pagar 32 aposentados com 01 salário mínimo.

É o PT na luta contra a pobreza.

E um atestado de que o TCM se queda à elite política.

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Demolição de hipocrisias

Demolindo hipocrisias – I

Durante a campanha eleitoral, Lula da Silva criticou duramente o “orçamento secreto”, classificando-o de escândalo.

Entretanto, ao discutir a chamada PEC da Transição no Congresso Nacional, para suspensão do teto de gasto, abertura dos cofres públicos para seu governo e cuja aprovação dependia dos deputados e senadores beneficiários do tal “orçamento secreto”, Lula silenciou, deixou pra lá, fez vistas grossas.  E abocanhou os votos de tais parlamentares.

Veja quem usou o orçamento secreto em benefício próprio e não em benefício do povo: o ministro das Comunicações de Lula da Silva.  

https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2023/01/30/ministro-de-lula-beneficiou-fazenda-propria-com-orcamento-secreto.htm

Demolindo hipocrisia s – II

Durante a campanha eleitoral, Lula da Silva criticou duramente o deputado Arthur Lira, então aliado de Bolsonaro e presidente da Câmara dos Deputados, dizendo que o deputado tem poderes demais à semelhança de um imperador e desancando-o em razão do “orçamento secreto”.

Veja quem Lula da Silva e o PT apoiam para reeleição à presidência da Câmara: Arthur Lira.

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-63803460

Demolindo hipocrisias – III

Durante a campanha eleitoral, Lula da Silva criticou duramente os “decretos sigilosos” do governo Bolsonaro.

Veja um dos primeiros atos de Lula, após tomar posse: colocar sob sigilo a lista de convidados para a festa de sua posse e, por tabela, o total do gasto com o retumbante regabofe no Palácio Itamaraty para aproximados 3.500 convidados.  

https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2023/01/27/governo-sigilo-dados-festa-posse-lula.htm

Deslumbrada com o poder e os holofotes, a mulher de Lula da Silva organizou a festa da posse. E daí?

Na visão do lulopetismo e apoiadores de Lula da Silva, colocar sob sigilo determinados assuntos do governo federal é uma forma de esconder malfeitos.

Isto foi dito na campanha presidencial, exaustivamente, embora os decretos sigilosos sempre tenham existido.

Ora, Lula da Silva é honesto, os ministros de Lula são honestos, o governo de Lula é honesto, o lulopetismo é um poço de honestidade.

Partindo do pressuposto de que “decreto sigiloso” é uma forma de esconder falcatruas, como dizia o PT na campanha e que todos no governo Lula são honestos, então fica difícil entender esse sigilo que Lula impôs sobre sua festa de posse.

Demolindo hipocrisias – IV

Durante a campanha eleitoral Lula da Silva atacou duramente o adversário Jair Bolsonaro, acusando-o de envolvimento com milicianos.

Veja quem está envolvida com milicianos, segundo a imprensa: a ministra do Turismo de Lula da Silva:

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Patamuté e o sonho do jovem professor Robério

“O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente (Carlos Drummond de Andrade, 1902-1987)

Professor Robério Fonseca Brandão/Foto de seu perfil no facebook

Robério Fonseca Brandão é exemplo de jovem que não pretende abandonar seus sonhos, não obstante as dificuldades do lugar, idade ainda no alvorecer e vicissitudes naturais da caminhada.

Patamuté ainda padece de gritante descaso generalizado por parte das autoridades em todos os níveis, mormente no que concerne à educação, equipamentos públicos e assistência à juventude.

Conheço bem e sou atento à história de Patamuté. Vivi lá, engendrei meus sonhos lá, fui professor lá, sou apaixonado por lá. Mas esta é outra história que aqui, não vem ao caso.

O certo é que construímos nossos sonhos em qualquer lugar, tenros uns, robustos outros. Em qualquer lugar vive-se aos trancos e barrancos. Mas o norte será sempre a expectativa de novos horizontes e a persistência dos sonhos.

Contudo, ocupo-me agora do professor Robério Fonseca Brandão, jovem de 23 anos.

O professor Robério descende de ilustres famílias de Patamuté. É filho de Regiana Souza Fonseca e Paulo Rogério de Souza Brandão. Avós maternos Edite Ferreira de Souza e Guilhermilton Fonseca de Souza e avós paternos Júlia de Souza Brandão e Raimundo Brandão Filho.

Sustentáculo familiar respeitado, sério, tradicional, indestrutível.  

Embora jovem, o professor Robério carrega respeitável estrutura profissional. É graduado em Pedagogia pela UNIFAEL de Petrolina (PE) e pós-graduado em psicopedagogia institucional, alfabetização e letramento, o que lhe dá esteio necessário para o exercício da profissão de educador.

É professor da Escola Municipal Otaviano Matos, em Patamuté. Atua no desenvolvimento de atividades com alunos de 6 a 10 anos, faixa etária que exige preparo e técnica profissional compatíveis com os primeiros anos de formação do caráter das crianças.

A função do professor, dentre outras, é moldar o caráter de seus alunos, tornando-o moralmente inflexível diante das encruzilhadas da vida. A boa índole lastreada nos ensinamentos do professor é, talvez, o maior patrimônio do aluno por toda a vida.  

Robério Fonseca Brandão foi questionado por este Blog quanto aos seus sonhos enquanto professor e membro da sociedade de Patamuté e também sobre o que falta, em sua opinião, relativamente à educação e necessidades da juventude local.

Ponderou que urge valorizar a cultura e devolver “um grande ponto turístico que é a gruta de Patamuté com apoio aos romeiros, local para acomodá-los, comercialização decorrente do ponto turístico e que a renda permaneça na localidade.”

Sugeriu a amplitude de um “projeto para toda comunidade” e quer ver “todas as crianças alfabetizadas e autoras de suas próprias histórias, desenvolvendo habilidades significativas para a vida cotidiana”.

Reivindicou “transporte adequado para os alunos que moram nas fazendas, aulas diferenciadas como: musicalização, teatro e danças para atrair os jovens e capacitá-los; cultura, esporte e lazer com profissionais habilitados” nas áreas respectivas.  

Pontuou o valor da religião para a juventude e a necessidade de “criar grupos de jovens e incentivá-los para participarem ativamente nas manifestações culturais do distrito”.    

Apontou a necessidade de cursos profissionalizantes direcionados aos jovens e curso de “jovens empreendedores que possam capacitá-los para desenvolverem atividades no próprio distrito”.

Como se vê, o jovem professor Robério Fonseca Brandão possui qualidades razoáveis para contribuir para o desenvolvimento do distrito de Patamuté.

Este Blog agradece a receptividade e atenção do professor Robério e lhe deseja êxito em sua caminhada como profissional e cidadão.

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Senador inconveniente prejudica presidente Lula da Silva

“Há tantos burros mandando em homens com inteligência, que às vezes chego a pensar que a burrice é uma ciência” (frase atribuída a Rui Barbosa)

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) postou vídeo nas redes sociais direcionado aos presos pelos atos de vandalismo e terror em Brasília.

Dentre outras asneiras, o senador disse que os presos não serão torturados e terão amplo direito de defesa. Falou em “tranquilizar” os presos, como se fosse o suprassumo das decisões judiciais e nacionais.

Randolfe Rodrigues comparou tortura, prática abominável da ditadura militar, com o momento democrático atual. Nada a ver.

Por que desenterrar fatos abrangidos pela lei da anistia que a esquerda e direita tanto lutaram para tornar realidade?

Randolfe citou erroneamente o nome do coronel Brilhante Ustra, do Exército, já falecido, qualificando-o de general, numa clara demonstração de falta de conhecimento da história ou mesmo de inteligência.

O video é esquisito, como tudo que o exagerado e mentecapto senador do Amapá diz.

O vídeo é uma excrescência. Inoportuno, desnecessário, provocador. Dá a entender que o senador está falando em nome do Poder Judiciário que cuida do sistema penitenciário nacional.

Contudo, o Poder Judiciário é sério a ponto de não deslocar essa atribuição ao ridículo senador do Amapá, até por ser ilegal. Ele é parlamentar, não faz parte do Judiciário e não pode falar em nome da Justiça.

É público e notório que Randolfe Rodrigues é uma espécie de serviçal com atuação nos balcões do Supremo Tribunal Federal onde se ocupa constantemente de protocolar ações a torto e a direito, atabalhoadamente, algumas não acolhidas, por falta de amparo legal.

Entretanto, desconhecia-se essa sua suposta função de porta-voz do Poder Judiciário. Função usurpada? Pretensiosa?

Provocador e inconveniente, Randolfe Rodrigues destoa das palavras do presidente Lula da Silva e com isso o prejudica.

Lula vem sinalizando expressamente que vai trabalhar pela pacificação da vida nacional, afastar as desavenças entre governo e oposição e tornar mais palatável a convivência entre os contrários.  

Ao contrário de Lula, que o escolheu líder no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues está espalhando discórdia, desenterrando fatos passados, cutucando os militares e deixando mais inequívoca sua idiotice monumental.

Nada acrescenta. É um desnorteado.

Ridículo ao extremo, Randolfe gosta de aparecer diante dos holofotes.

Obcecado por visibilidade, falta pendurar uma melancia no pescoço.

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Presidente Lula e o cego de Praga

“Nunca me esquecerei de um cego que avançou sobre um carro soviético e dava golpes desesperados com sua bengala branca sobre a blindagem do veículo” (Mauro Santayana, in Um brasileiro vê Praga, 1968).

Em 1968 o Comitê Central do Partido Comunista da Tchecoslováquia tentou implantar naquele país a “renovação do socialismo”, mas a então poderosa União Soviética interveio política e militarmente, auxiliada por aliados do Pacto de Varsóvia e impediu o sonho do líder comunista Alexander Dubcek (1921-1992).

A “renovação do socialismo” pretendida por Alexander Dubcek consistia em por fim ao centralismo burocrático comunista e permitir condições para o surgimento de uma nova direção do país através de vias razoavelmente democráticas.

Ao invadir a capital Praga com seus tanques de guerra, a URSS se deparou com o cego numa ponte do rio Vltava que passou a dar bengaladas nos blindados soviéticos, em defesa de sua pátria e de seu povo.

O gesto do cego era fisicamente inútil, mas moralmente gigante.

Não é conversa de Trancoso. Nem retórica para enfeitar artigo deste jornalista.

O jornalista Mauro Santayana viu e contou. Em 1968, ele era correspondente do Jornal do Brasil em Praga e presenciou a efervescência do movimento conhecido como Primavera de Praga.

Em data recente, o presidente Lula da Silva disse, espalhafatosamente, que não confia nas Forças Armadas ou em parte delas.

Lula da Silva é o chefe supremo das Forças Armadas, segundo a Constituição Federal e, logo, não lhe é razoável fazer essa afirmação que pode fragilizar ainda mais as relações entre militares e o governo petista ou, no mínimo, esfriar os canais de entendimento.

O general da reserva Sérgio Etchegoyen, ex-chefe do Estado-Maior do Exército e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Michel Temer reagiu:

“Ele sabe desde já que nenhum general vai convocar uma coletiva para responder à ofensa. Então isso é um ato de profunda covardia, porque ele sabe que ninguém vai responder”.

Responder seria um ato de insubordinação, quis dizer o general, tendo em vista a condição de subalternidade em que os militares se situam em relação ao presidente da República, segundo o mandamento constitucional.

Presume-se que o general quis dizer, ainda, que os militares prezam a hierarquia e a disciplina, sustentáculos da carreira militar. Os quartéis primam por esses princípios que norteiam a caserna.

Em 20/01/2023, o presidente Lula da Silva se reuniu com os comandantes das três forças e o ministro da Defesa para tentar baixar o calor nas relações Lula-Forças Armadas.

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, talvez o ministro mais experiente e sensato deste terceiro governo Lula – e que o PT não gosta e quer vê-lo pelas costas – tem o papel fundamental de serenar os ânimos. E se o PT não gosta é porque ele é bom, decente, inteligente, sensato.

Ministro José Múcio, da Defesa/Reprodução Wikipédia

O governo do PT sinalizou à imprensa que a reunião era para tratar de investimentos para as Forças Armadas. Não era, nunca foi. Mas os jornalistas serviçais deste terceiro governo Lula, à frente apresentadores e comentaristas do grupo Globo, GloboNews inclusive, e da CNN, insistem em manter a versão de que a reunião era de rotina.

O cego de Praga, com suas bengaladas, estava defendendo, com grandeza, a soberania do seu país.

Lula da Silva, com suas palavras atabalhoadas e inoportunas, pode estar cavando aborrecimentos para seu governo. Não é o momento. Mas Lula é hábil negociador, sabe conversar, sabe escorregar, sabe recuar, sabe costurar entendimentos.

Lula consegue desdizer o que disse e convencer que disse o que não disse e todos acabam pensando que ele não disse o que disse e fica o dito pela não dito.

O papel constitucional das Forças Armadas não é o envolvimento com picuinhas político-partidárias. É bem diverso. É bem maior.

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Jânio Quadros, renúncia e firmeza de caráter.

“A conspiração está em marcha, mas vergar eu não vergo” (Jânio Quadros, 1917-1992)  

Dia do soldado, 25.08.1961: Sob a égide da Constituição de 1946 e eleito em votação histórica com 48% dos votos, Jânio da Silva Quadros renunciava à presidência da República, depois de participar de solenidade militar em Brasília.

Jânio Quadros/Crédito: Jânio Quadros Neto

Assim como hoje, o Brasil estava em crise, experimentando momentos de turbulência política, incompreensão generalizada e incapacidade dos homens públicos de resolverem os problemas nacionais.

Entretanto, a prática da corrupção não habilitava políticos para ascenderem a cargos públicos, tampouco os credenciava para disputas eleitorais. Ao contrário, inabilitava-os para o exercício da vida pública.

Jânio Quadros alegava que o Congresso Nacional e a elite política não o deixavam governar.  

Naquela quadra do tempo – 1961 – a situação era menos grave. O Supremo Tribunal Federal não se imiscuía em política partidária, como hoje, nem se envolvia em assuntos privativos do Legislativo.

Ministros do STF não se reuniam às escondidas com líderes partidários, nem participavam de regabofes em casas de políticos.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal eram magistrados mesmos, o que conferia grande respeitabilidade ao tribunal e à nobreza da toga.

Jânio Quadros era ético, extremamente ético.

Ética, para quem não sabe – e ninguém tem obrigação de saber – é a ciência dos deveres. O que menos se vê, hoje, é autoridade pública cumprir o seu dever sem desvios de qualquer natureza.

A vaidade se sobrepõe ao dever, autoridades se transformam em vedetes diante de holofotes e vivem à procura de jornalistas para pedir entrevistas ou fazer declarações.  

Nos dias de hoje, há uma degenerescência generalizada de caráter das autoridades. As exceções são de fato, poucas, pouquíssimas.

Magistrados se transformam em ditadores, de modo que, para eles, o que menos importa é a lei, mas o submundo de suas vaidades sustentadas pelo dinheiro público.      

Jânio não era assim. Preferiu sair.

Conheci Jânio Quadros, frequentei sua casa em São Paulo e fiquei impressionado com sua altivez e firmeza de caráter, qualidades que faltam nos políticos de nosso tempo.

“Não nasci presidente da República. Nasci sim, com a minha consciência. É a esta que devo atender e respeitar”, disse Jânio. E foi embora.

Jânio não arranhou seu caráter, não ficou de cócoras diante da desmoralização, não se curvou a interesses espúrios.

Tinha uma maneira peculiar de atender ao telefone. Ele mesmo o fazia, sem arrogância, sem assessoria, sem ajudantes:

– “Aqui Jânio, sim”.

Hoje, quando vejo presidente da República descer ao submundo da política, sendo vaiado e falando asneiras, bate uma saudade danada de Jânio Quadros.  

O Brasil precisa de estadista, a exemplo de Jânio Quadros e Juscelino Kubitscheck.

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Thamara, amor de pai intenso.

Thamara Annelise e Otávio Virginio.

Hoje é dia de amar, de sorrir, de admirar o nascer do sol, o caminhar do sol, a luz do sol, o balançar das flores e, se houver, contemplar a luz e o encantamento da lua.

Às vezes a felicidade traz um bloqueio do dizer, como dizer e, bem por isso, me pergunto: pra quê dizer?

Transcrevo, para reflexão, um texto atribuído a Nilson Furtado.

A vida é, talvez, uma sequência de reticências. Porque sempre há alguma coisa a construir, permanentemente.

Neste dia tão especial pra você, Otávio, Vicente e para todos nós que lhe amamos, desejo-lhe um mundo de felicidade, que não sei descrevê-la, não sei medir, não sei avaliar. Mas sei declarar o amor que sinto.

A luz da vida lhe guiará para um novo tempo. Esta é a certeza deste seu caminhar que se inicia hoje.

Que Jesus Cristo lhe seja seu sustentáculo e que Deus lhe aponte o melhor caminho em sua vida.

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Brasília, estupidez e barbárie

Às vezes é preciso dizer o óbvio que, neste caso, além de óbvio é cristalino.

Lula da Silva ganhou a eleição presidencial porque teve mais votos.

Jair Bolsonaro perdeu a eleição presidencial porque teve menos votos.

Em democracia, a maioria governa e a minoria se curva à voz das urnas e, se quiser, vai para a oposição e aguarda a próxima disputa eleitoral.

Entretanto, oposição se faz com ideias e não com violência. O debate dá-se entre as ideias e não entre indivíduos.

Paixão política exacerbada e fanatismo, qualquer que seja ele, não se coadunam com vivência democrática, tampouco com o confronto de ideias.

A pretexto de fazer oposição ao novo governo empossado em 01/01/2023, uma turba de delinquentes barbarizou Brasília no domingo, 08/01/2023.

Delinquentes destruíram parte das sedes dos três palácios mais importantes da República: Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal. Mais do que destruição física, o descalabro ofendeu o âmago do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, símbolos maiores de nossas instituições republicanas.

Concordemos ou não com a atuação de membros dessas instituições, elas representam a cidadania que todos nós reivindicamos como sustentáculo de nossa dignidade.

Desrespeitaram o patrimônio nacional e, mais do que isto, o danificaram e espezinharam o viver democrático, apequenaram nossa história política.  

Uma insensatez, uma estupidez, uma barbárie. Menos exercício do direito de discordar, de contestar, de fazer oposição.

A sociedade não pode conviver com esse tipo de comportamento, incompatível com as regras de civilidade.

Os governantes são efêmeros e passam, o Brasil fica.

Os perdedores devem ter a dignidade de entender o resultado desfavorável, os vencedores devem dignar-se a se afastar do revanchismo e, mais do que isto, não misturar ação de governo com vaidade pessoal.

Isto vale para quem está no governo e para quem faz oposição e tem a expectativa de um dia governar.

As instituições bem dirigidas cuidam do resto.

O Brasil não pode se curvar à vontade de baderneiros que se travestem de patriotas e nacionalistas, mas desconhecem o dever de cidadãos.

A democracia é o império das leis. Resta aplicá-las sobre tantos quantos insistem em viver à margem da legalidade, quaisquer que sejam os delitos que praticarem.

araujo-costa@uol.com.br