Vereadora de Chorrochó cutuca a História

Professora Maria Rita da Luz Menezes na Igreja de Senhor do Bonfim de Chorrochó/Arquivo da família

De início, peço vênia se, apressadamente, estou comentando assunto ainda não divulgado amplamente, mas isto faz parte inarredável do dever de informar e de vigilância com a História de Chorrochó.

O gabinete da vereadora Sheila Jacqueline Miranda Araújo (PP) divulgou comunicado dando conta da apresentação do Projeto de Lei 002, de 12/05/2026, de sua autoria, que se transformou na Lei Municipal 455, de 15/05/2026, pelo qual indica ao Poder Executivo o nome da insigne professora Maria Rita da Luz Menezes para denominar equipamento público na sede do município.

A professora homenageada estudou na Escola Normal Nossa Senhora do Patrocínio, em Belém do São Francisco, Pernambuco e se formou em 1957.

No ano seguinte – 1958 – prestou concurso no Estado da Bahia para professora primária e foi aprovada para lecionar no município de Chorrochó.

Aluna da lendária professora Josepha Alventina de Menezes (D. Nilinha), ícone da educação e da história de Chorrochó, décadas mais tarde a professora Da Luz viria a ser Diretora da escola batizada com o nome de sua antiga mestra.

Maria Rita da Luz Menezes era filha de Maria Alventina de Menezes (Iaiá) e Joviniano Cordeiro de Menezes.

Casou-se em Chorrochó com o professor e pecuarista Francisco Lamartine de Menezes (1931-1997) e com ele constituiu família decente e exemplar no contexto do município: Paulo José de Menezes, Geraldo Robério de Menezes, Humberto Antonio Pacheco de Menezes, Thereza Helena Cordeiro de Menezes e Ivana Lúcia Menezes de Menezes.

A professora Maria Rita da Luz Menezes faleceu em março de 2024 em idade octogenária.

No mais, a Justificativa do Projeto da lavra da vereadora Sheila Jaqueline é por si só explicativa.

A iniciativa da vereadora Sheila Jaqueline está no caminho certo ou, pelo menos, sinaliza que a Câmara de Vereadores não se mantém na ociosidade relativamente à História do município.

É uma forma de resgatar Chorrochó do marasmo com que sempre tratou a memória de suas figuras ilustres que contribuíram para a História local e, não obstante, foram esquecidas pelo poder público.

araujo-costa@uol.com.br

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