Bases da educação de Chorrochó

“Não foram os anos longos e lentos que me envelheceram. Foram alguns minutos” (Cassiano Ricardo, poeta e ensaísta, 1895-1974).

O embrião que sustentou os sonhos que desembocaram no Colégio São José de hoje vem do Ginásio Municipal Oliveira Brito e da primeira metade da década de 1960.

O Ginásio Oliveira Brito se instalou, precariamente, no prédio das Escolas Reunidas Lauro de Freitas, depois na Casa Paroquial e, mais tarde, passou pelo prédio da Prefeitura Municipal.

Prédio histórico da Prefeitura de Chorrochó ao tempo do Ginásio Municipal Oliveira Brito. Hoje está reformado

O primeiro exame de admissão foi realizado nos dias 18 e 19 de fevereiro de 1963 e dele participaram os alunos adiante nomeados, pioneiros na história da educação ginasial em Chorrochó:

Antonio Ribeiro da Silva, Cleonice Félix dos Santos, Etevaldo Barbosa Ribeiro, Isabel Barbosa de Carvalho, Helena Barbosa Ribeiro, Elza Maria de Menezes, Maria Edite Soares, Oneide Carvalho Santos, Creuza Félix dos Santos, João Bosco de Menezes, João Pacheco de Menezes, José Evaldo de Menezes e Maria Eloiza Ribeiro.

O movimento pela realização do primeiro exame de admissão ao ginásio de Chorrochó contou, ainda, com a contribuição de José Jazon de Menezes, Maria da Paz Rios Menezes, Ednael Bezerra, Francisco Lamartine de Menezes, Ernani do Amaral Menezes, Maria Barbosa de Carvalho e Ozenite de Carvalho Santos.

Essa geração teve em Dorotheu Pacheco de Menezes, fundador do ginásio, o grande artífice das estruturas educacionais de Chorrochó, porque a fundação da instituição foi o primeiro passo para o caminhar em busca de horizontes mais promissores.

Deu certo.

Havia uma saudável vontade de todos com vistas à construção de uma cidade constituída de pessoas razoavelmente preparadas para escolherem, por si próprias, seus caminhos e suas lutas.    

Ao antigo ensino ginasial, que era o sonho de todo jovem da época, seguia-se o colegial e, em Chorrochó, essa estrutura manteve-se com o Colégio São José, instituição que enriquece, até hoje, a história do lugar.

O Colégio São José foi mantido, por muito tempo, pela Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC).

A estadualização do Colégio foi uma forma de evitar que se acabasse.

Esse preito contou, significativamente, com a prestimosa contribuição das ex-alunas da instituição, Margarida Maria Rios Menezes e Lúcia Maria Rios Menezes, que foram fundamentais para evitar que a CNEC, mantenedora do Colégio do São José, o extinguisse.

O Colégio Estadual de Tempo Integral São José de hoje sustenta-se nessa história e nessa tradição de luta em favor da educação do município, sem desconsiderar a realidade diversa e o novo contexto em que se insere.

araujo-costa@uol.com.br  

Deixe um comentário