Patamuté: o adeus de Socorro Batista

Socorro Batista. À esquerda a filha Ednara/Crédito página Ednara no facebook

Confesso entristecido, assim como muitos outros seus amigos e familiares, em razão do falecimento de Maria do Socorro Batista Alcântara.

Por óbvio, a dor da família é maior, dilacerante, violenta, insuportável.

As surpresas e as notícias nos têm sido cruéis nesses últimos anos. Perdemos parentes, amigos, pessoas que admiramos, partes de nossas estruturas sociais.

Nesses momentos de reflexão e tristeza nos vem à memória as boas lembranças de Socorro, o convívio às vezes perdido na distância do tempo, a amizade como referência, a bondade, o sorriso encantador.

Socorro sempre foi muito presente com referência às tradições de Patamuté: festejos de Santo Antonio, defesa dos interesses do lugar, luta pela melhoria da terra.

Há alguns anos a família de Joana Maria da Conceição (Janoca) e Estêvão Rodrigues vem sofrendo constantes baques que desestruturam os sentimentos e deixam um vazio abismal na vida dos familiares.

Desígnios de Deus. Não entendemos. Resta-nos aceitá-los.

Que Jesus Cristo lhe indique o caminho da morada eterna e Deus ampare Socorro.  

Registro a saudade e deixo pêsames a todos da família.

araujo-costa@uol.com.br

Flávio Dino é o Odorico Paraguaçu de Lula da Silva

“O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros” (Margareth Thatcher, primeira-ministra do Reino Unido, 1925-2013)

Linguagem rebuscada à semelhança do prefeito da imaginária Sucupira, gosto pelos palanques e emprego constante de palavras que nada explicam e têm tanta importância quanto cinzas ao vento, Flávio Dino é o Odorico Paraguaçu de Lula da Silva.

Faltam o terno e o chapéu brancos de Odorico. “Somentemente” isto para ficar “talqualmente” igual ao prefeito sucupirano de Dias Gomes (Sucupira, ame-a ou deixe-a, Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1982).

Assim é o ministro-folião de Lula da Silva.

Tem “posturamento intelectual” considerável, mas os trajes “bastantemente avacalhantes” que usou no carnaval do faz o L se mostraram incompatíveis com a liturgia do cargo de ministro da Justiça de nossa combalida República.

Flávio Dino fala muito em Deus. Graças a Deus ele fala em Deus.

Entretanto, entre 2006 e 2021 fez parte das fileiras do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e em 2021 se mudou para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o que dá no mesmo.

Por princípio filosófico, o comunista é materialista, é adverso à fé, em nada acredita. Basta ler os compêndios de Karl Marx e seu amigo Friederich Engels.

Socialista gosta mesmo é de dinheiro. Dos outros. Vive como parasita, pendurado nos cofres públicos.

Aliás, no Brasil houve poucos comunistas de verdade, dentre esses Luís Carlos Prestes (1898-1990), líder do histórico Partido Comunista Brasileiro (PCB), o arquiteto construtor de Brasília, Oscar Niemeyer (1907-2012) e o ator e humorista Francisco Milani (1936-2005).

Flávio Dino tenta demonstrar que seus atos à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública são abi imo pectore, do fundo do coração. A imagem não cola, todavia. Fala mais alto a ânsia de perseguição que ele imprimiu à gestão do morubixaba de Caetés, seu chefe supremo.

À semelhança do diligente secretário sucupirano Dirceu Borboleta, Flávio Dino é o homem dos “providenciamentos” de Lula da Silva, mas corre o risco de entrar para a história como perseguidor de adversários políticos, o que não lhe será uma boa recomendação para sua biografia por si só já tão pobre e  capenga.

Dentro da filosofia sucupirana, quando tiver que “botar os entretantos de lado e partir para os finalmentes”, Flávio Dino terá uma grande tarefa pela frente: explicar para a população que Lula da Silva substituiu a picanha por abóbora.

Flávio Dino está sempre rodeado dos “gazetistas” da GloboNews e da CNN, que vivem lhe puxando todos os dias e o enaltecem desavergonhadamente. Isto pode lhe servir de adjutório para a difícil tarefa de explicar o confuso governo Lula da Silva.

araujo-costa@uol.com.br

Post scriptum:

As palavras e expressões entre aspas foram tiradas do repertório do prefeito Odorico Paraguaçu.

Lula da Silva e o outro nome da hipocrisia

A esquerda diurética lulopetista está chafurdando na lama da hipocrisia.

“O governo federal colocou sigilo nos nomes de visitantes recebidos por Lula no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente”.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) alegou que o sigilo aos registros de acessos é necessário “porque eles possuem classificação sigilosa no grau reservado desde o dia da posse”.

Está no UOL de 21/03/2023, dentre outros órgãos noticiosos. E o UOL, como se sabe, faz parte do conglomerado de comunicação que exerce o papel de porta voz da esquerda e, logo, a notícia procede.

Pois bem. Lula da Silva, o PT e seus asseclas alardeavam que o sigilo imposto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao registro de visitas ao Palácio da Alvorada não tinha sentido, afigurava-se ilegal e seria feito um “revogaço” dos decretos presidenciais do governo anterior, uma espécie de devassa, o que acabou acontecendo nos primeiros dias do governo do morubixaba de Caetés.

Vai daí, perguntar não ofende.

Por que Lula da Silva pode impor sigilo aos registros de acessos ao Palácio da Alvorada e Bolsonaro não podia? 

Este é o outro lado da hipocrisia.

É razoável presumir que as normas de segurança valem tanto para um presidente da República quanto para outro, independentemente de ser de direita, de esquerda, de centro ou de qualquer outro espectro político-ideológico.

A seriedade do governo Lula da Silva passou longe, neste particular.

O carnavalesco ministro maranhense de Lula da Silva, entusiasta e defensor do “revogaço” talvez consiga explicar a diferença entre um procedimento e outro, ou seja, porque Lula da Silva pode baixar decretos de sigilo e Bolsonaro é criticado por fazê-lo.

Aliás, Sua Excelência o ministro-folião está em êxtase profundo. Saiu da obscura condição de antes para o estrelismo dos holofotes de Brasília e do mundo.

araujo-costa@uol.com.br

Curaçá se despede da professora Terezinha Conduru

Professora Terezinha Conduru/página facebook

“O mundo é o seu caderno, as páginas em que você faz suas somas” (Richard Bach)

Conheci a professora Terezinha Conduru de Almeida na primeira metade da década de 1970, quando este escrevinhador engatinhava na condição de imaturo aluno do Colégio Municipal Professor Ivo Braga.

Atenciosa, altiva e inteligente, a professora Terezinha dedicou grande parte de sua vida à educação de seguidas gerações, além de exercer por vezes – e simultaneamente – cargos de direção e destaque na área escolar.

Carrego a honra intraduzível de ter sido seu aluno em Curaçá no majestoso Colégio Municipal Professor Ivo Braga.

A professora Terezinha tinha uma maneira peculiar à sua condição de mestra. Em sua nobre missão de ensinar direcionou os passos de algumas gerações nas estradas agrestes da vida e em busca de delineados objetivos.

No seu mister de educar, abriu caminho para o futuro, para além do seu tempo, para a distância, para o desabrochar da esperança.

Orientou pensamentos titubeantes, analisou entusiasmos e lapidou espíritos irrequietos e ainda frágeis, próprios da sede do absoluto da juventude.

Estruturou desejos, poliu ideias e alicerçou muitas construções do conhecimento que se firmaram diante de horizontes então desconhecidos.

Na condição de professora foi sustentáculo de sonhos que se agigantaram em direção à aurora, ao amanhecer, à esperança.

A professora Terezinha se firmou como coluna de brilhantismos e àquela época fazia parte da estrutura educacional do Colégio Ivo Braga ao lado de Dr. Pompílio Possídio Coelho, Dr. Jaime Alves de Carvalho, Excelda Nascimento Santos, Noêmia de Almeida Lima, Maria Auxiliadora Lima Belfort, Dionária Bim, Lenir da Silva Possídio e Herval Francisco Félix.

A professora Terezinha Conduru, que faleceu em 19/03/2023, fez de seu mundo um caderno e preencheu páginas de somas para iluminar o caminho do conhecimento que nós, seus alunos, ainda tentamos seguir, enquanto estamos por aqui.

Valeu, professora! Que Deus a ampare.

Deixo pêsames aos familiares.

araujo-costa@uol.com.br

Chorrochó e uma de suas tradições

A foto a seguir registra o resumo um tanto recente da estrutura familiar de Maria Menezes (Pina) e Francisco Arnóbio de Menezes.

Filhos de Pina e Arnóbio/Álbum da família

Um lado da ascendência esteia-se em Maria Argentina de Menezes e Eloy Pacheco de Menezes. O outro sustenta-se em Bernardina de Menezes Mattos (Nanzinha) e João de Mattos Cardoso.

Não necessariamente pela ordem, em razão de minha esburacada memória, veem-se: Geraldo José de Menezes, Antonio Wilson de Menezes, Tarcísio Roberto de Menezes, Rita Maria de Menezes Maia, Francisco Arnóbio de Menezes Filho, Luiz Alberto de Menezes, João Eloy de Menezes, Paulo Ernani de Menezes, Cícero Leonardo de Menezes e Rosângela Maria Menezes.

Francisco Arnóbio de Menezes/Arquivo de Rosângela Maria Menezes

Aqui o registro despretensioso, vazio, incompleto, mas interessante, para não deixar a memória esmorecer diante do tempo.

Deparei-me com uma foto de Arnóbio no perfil de Rosângela Menezes e aqui reproduzo.

Bateu uma saudade danada. 1994 foi um tanto cruel para parentes e amigos de Arnóbio.

O cantor Peninha diz, em Sonhos, que “ter saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio”. Assim vamos caminhando, às vezes vazios, outras repletos de saudade.

Tomo a liberdade de destacar Antonio Wilson de Menezes, amigo de primeira hora, gozador, espirituoso e mais do que isto, amigo de verdade. Este sujeito tem história!

Wilson foi um dos meus primeiros amigos de Chorrochó e, mais tarde, sofremos juntos em Santo André (SP). Esperto e inteligente, retornou para a Bahia e cresceu. Hoje vive “na boa” lá pra as bandas do simpático município de Campo Alegre de Lourdes, salvo engano.

Eu, ingênuo, continuo por aqui em São Paulo, lutando, tropeçando, sofrendo.

Prezo a família de Pina e Arnóbio e registro a saudade.

araujo-costa@uol.com.br

O arquivista ACM

Antonio Carlos Magalhães/Crédito: Arquivo Nacional

“Sua mania de se informar fez dele uma espécie de arquivista – da própria vida e, sobretudo, da alheia.” (Marcos Sá Correia, in Política é Paixão, Editora Revan, Rio de Janeiro, 1995).

Jornalistas experientes do seu tempo o chamavam “arquivista”. Era a melhor e mais confiável fonte do jornalismo político.

Tempo de jornalistas decentes e não arremedos de jornalistas. Estes estão à margem do bom jornalismo, o que mais se vê nos dias de hoje.

Tempo de jornalistas e não ativistas políticos, ridiculamente tendenciosos e vergonhosamente dispensáveis sob o ponto de vista da seriedade jornalística e contaminados pelo extremismo ideológico.

Antonio Carlos Magalhães arquivava na memória nomes, fatos, versões, circunstâncias, verdades, mentiras e, mais do que isto: a vivência política.

Arquivistas desse naipe conseguem discernir política de politicagem, afastam vivandeiros da decência e, sobretudo, não misturam ética política com desmoronamento moral.

Em décadas de vida pública, ACM foi o político mais consultado por todos os governos da República. E o mais poderoso dentre todos, mesmo em interregnos que não se sustentavam em mandados eletivos.

Controverso, visitava até inimigos na prisão.

Político sagaz, quando mantinha o poder na Bahia, visitou na prisão o ícone do comunismo baiano, Jacob Gorender, jornalista, historiador e ativista, preso na Casa de Detenção de Salvador.

Levou até presentes para os presos, embora politicamente de lado oposto.

ACM estava aliado à ditadura militar, que mandou prender Gorender e outros tantos presos políticos, mas não misturou ideologia com seriedade política, tampouco com o dever de solidariedade.

De outro turno, os militares estavam irredutíveis na disposição de cassar o mandato do deputado federal Oliveira Brito, baiano de Ribeira do Pombal, que havia sido ministro das Minas e Energia (1963-1964) do presidente deposto João Goulart.

ACM intercedeu junto ao marechal-presidente Costa e Silva para evitar a cassação. E evitou.

Curiosidade. Oliveira Brito foi cassado, mais tarde, pela Junta Militar, que substituiu Costa e Silva, em razão da enfermidade do presidente, mas o pedido inicial de ACM foi atendido.

O Brasil está precisando de arquivistas como ACM.

araujo-costa@uol.com.br

Dúvidas e curiosidades

A médica Margareth Dalcolmo, defensora intransigente do “Fique em Casa”, que adora holofotes e dia sim e outro também aparecia dando entrevista às emissoras do Grupo Globo, pegou coronavírus no auge da pandemia, o que ela mesma confirmou.

Pergunta: como ela pegou Covid-19, já que ficou em casa?

André Trigueiro, vaidoso jornalista esquerdista do Grupo Globo e professor da PUC-RJ, se acha o máximo em assuntos de bioma, meio ambiente e coisa e tal.

Pergunta: André Trigueiro conhece um pé de mandacaru, de xique-xique, de facheiro, de macambira, de quebra-facão, por exemplo?

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MST) e incentivador de invasões de propriedades urbanas, nascido e criado no glamour da classe alta da sociedade paulistana se arriscou a falar sobre cisterna e pobreza.

Pergunta: Boulos conhece mesmo uma cisterna? Sabe o que é pobreza?

Lula da Silva disse, em campanha eleitoral, que quem invade propriedade alheia é bandido. Está gravado. O PT não pode dizer que é mentira, nem seus fanáticos admiradores.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que é um braço do PT e apoia Lula da Silva desde sempre, está perpetrando uma série de invasões a fazendas em São Paulo e na Bahia, por exemplo.

Pergunta: Lula mudou de opinião ou continua achando que invasores de propriedades alheias são bandidos?

O ministro da Justiça e Segurança Pública, que andou por aí pulando carnaval em trajes inapropriados para um ministro da Justiça, disse que não deve ser cobrado quanto às armas usadas pelos traficantes, embora sejam ilegais e embora sua pasta cuide exatamente da segurança pública.

Em data recente e sem prévio aviso à imprensa, como é praxe e protocolo em visitas de autoridades, o insigne ministro Flávio Dino foi flagrado, sem escolta, circulando alegremente pelo Complexo da Maré, Rio de Janeiro, área sabidamente comandada pelo narcotráfico.

Pergunta: o que estaria fazendo lá, às escondidas, o nosso subido, culto, sério e competente ministro da Justiça?

araujo-costa@uol.com.br

Lula da Silva tenta unificar o governo

Presidente Lula/Crédito UOL

O presidente Lula da Silva exigiu de seus ministros que qualquer proposta ou decisão nascida nos ministérios deve passar, necessariamente, pela Casa Civil, antes de ser anunciada.

É o todo poderoso ministro Rui Costa (PT-BA) que se fortalece e validará as decisões dos demais ministros.

“É importante que nenhum ministro ou nenhuma ministra anuncie publicamente qualquer política pública sem ter sido acordado com a Casa Civil, que é quem consegue fazer que a proposta seja do governo”, disse o presidente (UOL, 14/03/2023).

A Casa Civil passa a adquirir o status de coordenadora geral das ações de governo, embora isto não seja, propriamente, uma novidade.

Na época de alguns governos militares esse papel era desempenhado pelo então Ministério do Planejamento e Coordenação Geral.

É uma forma de unificar as políticas públicas de governo, de modo que os ministros ficam circunscritos à administração central, por orientação presidencial.

A espinha dorsal do governo federal fica adstrita ao Palácio do Planalto, como deve ser.

Assim, tolhem-se as vaidades. Há muitos ministros que são políticos de carreira e, como tais, vaidosos, com luz própria. Lula da Silva quer circunscrevê-los estritamente ao papel de cada um.

Isto evita decisões desencontradas e o esfacelamento das posições de governo.

A notícia está na imprensa de hoje.

E a orientação de Lula da Silva parece acertada.

araujo-costa@uol.com.br

Lula da Silva e Jair Bolsonaro são iguais.

O governo de Lula da Silva, o PT e seus puxadinhos, inclusive a imprensa, à frente GloboNews e CNN, não falam de outro assunto a não ser o chamado escândalo das joias envolvendo o ex-presidente Bolsonaro.

O ultra esquerdista jornalista Octávio Guedes (Grupo Globo), até já lançou, ao vivo e de modo extemporâneo, a candidatura da mulher de Lula da Silva à presidência da República nas eleições de 2026, acintosa e subliminarmente.

No programa que comanda, a também jornalista lulopetista Andréia Sadi perguntou:

“O próximo candidato do PT à presidência da República está no governo hoje?”

Octávio Guedes respondeu de pronto:

“Não. A Janja não está no governo”.

Mais claro do que isto, só isto.

O objetivo do governo petista e da imprensa é afastar, mediante inelegibilidade, Bolsonaro e sua mulher Michele de uma eventual candidatura porque, como se sabe, a força da direita é considerável e pode atrapalhar os planos de Lula da Silva e de sua trupe em 2026.

Lula da Silva ganhou a eleição de 2022 com uma margem pequena de votos, não porque é melhor do que Bolsonaro, mas porque o ex-presidente passou quatro anos de seu mandato falando asneiras, idiotices, descalabros, imbecilidades. Tudo incompatível com a liturgia do cargo de presidente da República, o que ofuscou seu governo do ponto de vista administrativo e deu-lhe visibilidade quanto às idiotices propaladas por Bolsonaro diuturnamente.

Resta saber se o diligente ministro Flávio Dino, chefe da Polícia Federal, também está preocupado em esclarecer escândalos semelhantes dos governos Lula e Dilma Rousseff.

Lula da Silva e Bolsonaro são exatamente iguais no modus operandi da malandragem e da esperteza. Ambos têm rabo de palha e, portanto, não podem passar perto do fogo. E ambos são hipócritas.

A matéria abaixo é extensa. Mas é explicativa. Vale como parâmetro.

Publicação da Associação Nacional dos Servidores Públicos da Previdência e da Seguridade Social (29/01/2019):

Título: TCU constata desvio de bens da União na era PT.

“Desde 2016, por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que o Palácio do Planalto procura 718 itens registrados no acervo da Presidência da República que desapareceram durante os governos dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

No Palácio da Alvorada foi constatado o sumiço de 391 objetos. Na Granja do Torto, mais 114 bens. O TCU admitiu que houve clara negligência da Secretaria de Administração da Presidência da República na guarda dos bens patrimoniais.

Quando deixaram o Planalto e o Alvorada, ex-presidentes só podiam levar itens de natureza estritamente pessoal e não objetos entregues em função do cargo que ocuparam. A lei determina que os presentes trocados entre chefes de Estado sejam incorporados ao patrimônio da União.

As diligências de recuperação começaram pelos locais onde foram guardados os bens pessoais do ex-presidente Lula e de Dilma. Servidores do Planalto abriram caixas guardadas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo com os bens pessoais de Lula para localizar cerca de 568 objetos desaparecidos. Lá encontraram 390 peças. Entre esses itens, estão três peças — uma delas um vaso chinês — que integram o acervo do Museu de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

Em março de 2016, a Lava-Jato localizou um cofre, em nome da ex-primeira-dama Marisa Letícia e no de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do casal, numa agência bancária em São Paulo no qual o ex-presidente Lula guardava presentes recebidos durante os oito anos de mandato. As peças chegaram ao local em 23 de janeiro de 2011”.

Revista IstoÉ (12/08/2016):

Título: Documentos atestam o extravio de bens da União na era PT.

“Uma das características mais perniciosas da política brasileira é a deliberada confusão dos governantes entre o público e o privado. E se tem um partido político pródigo nesta cambulhada é o PT.

Após um requerimento que partiu do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), o Tribunal de Contas da União passou três meses fazendo uma auditoria para verificar o desvio e o desaparecimento de bens pertencentes à União nos Palácios do Planalto e da Alvorada durante os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente afastada, Dilma Rousseff.

A apuração, realizada entre 15 de abril e 15 de julho deste ano, também averiguou como vem sendo realizada a gestão dos presentes recebidos pelos dois chefes do Estado no exercício do cargo. A situação encontrada pelo órgão de controle, nos dois casos, foi alarmante: 716 presentes recebidos oficialmente por Lula e Dilma simplesmente deixaram de ser registrados como patrimônio da União. E 4.564 itens sumiram do espólio nacional.
 
A ISTOÉ teve acesso com exclusividade ao documento sigiloso preparado pelo Tribunal de Contas, no qual são apontadas dezenas de falhas entre 2003 e 2016. No texto, o TCU detalha que dos 731 regalos registrados neste período e destinados aos presidentes petistas, apenas 15 itens foram incorporados ao patrimônio público. Desse total, 568 mimos foram endereçados ao então presidente Lula, mas apenas nove deles tiveram o acervo público como destino, ou 1,58%. Outros 163 foram encaminhados aos cuidados de Dilma, porém somente seis viraram bens da União.

Os auditores que assinam o relatório ficaram impressionados: “Esse número é irrisório frente ao total de bens recebidos pelos presidentes de janeiro de 2003 a maio de 2016, em decorrência das audiências promovidas nas visitas oficiais ou viagens de estado, no exterior ou no Brasil”.

Não fazem parte desse montante cerca de mil outros itens, que foram identificados como de natureza museológica, de cunho pessoal (como grã-colar, medalhas personalizadas) e os considerados de consumo direto do presenteado, como boné, camiseta, gravata, chinelo, perfume, etc.

A minuta do órgão de controle conclui: “Não há como garantir que os acervos presumidamente privados de 568 bens, pertencente ao ex-presidente Lula, e o acervo de 163 bens, registrados como de propriedade da presidente Dilma, tenham sido corretamente classificados”.

Em outras palavras, o acervo que deveria ser patrimônio da União pode ter sido catalogado como de propriedade pessoal dos dois governantes”.

Congresso em Foco (15/05/2018):

Título: Planalto busca acervo da Presidência dos governos Lula e Dilma desaparecidos.

“Uma investigação aberta pelo Palácio do Planalto apura o paradeiro de 712 itens registrados no acervo da Presidência da República que teriam desaparecido durante os governos dos ex-presidentes petistas Lula e Dilma Rousseff. A informação foi publicada pelo jornal O Globo, que aponta que o caso já está em apuração há dez dias.

A lista de objetos desaparecidos inclui obras de arte, utensílios domésticos, peças de decoração, material de escritório e computadores, além de “documentos bibliográficos e museológicos recebidos pelos presidentes da República em cerimônias de troca de presentes com chefes de Estado”.

A operação vai começar pelos locais onde foram guardados os bens pessoais do ex-presidente Lula. O Planalto vai utilizar um avião da Força Aérea Brasileira para resgatar 144 artigos ligados a Dilma Rousseff que já foram separados pelos assessores da ex-presidente.

De acordo com o jornal, um grupo de servidores vem vasculhando centenas de caixas guardadas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, onde estão localizados os bens pessoais de Lula, em busca de 568 objetos desaparecidos, 390 peças foram reencontradas e serão reintegradas ao patrimônio presidencial”.

Diário do Poder (21/05/2018):

Título: TCU manda investigar sumiço de objetos nos governos Lula e Dilma.

“O Palácio do Planalto está na busca por presentes dados a Lula e Dilma que desapareceram. Há dez dias, foi aberta uma investigação para encontrar 712 itens registrados no acervo da Presidência da República. A caça aos tesouros foi determinada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em 2016, a partir de uma lista de presentes recebidos por Lula e Dilma durante os seus mandatos.

Do Palácio da Alvorada, sumiram 391 objetos; já da Granja do Torto, casa que fica à disposição dos presidentes, foi constatado o desaparecimento de 114 itens. Somados, o valor desses bens chegaria a R$ 5,8 milhões.

A comissão responsável por identificar onde estão esses objetos decidiu começar as buscas por locais onde foram guardados os bens pessoais do ex-presidente Lula desde sua saída do Planalto, em 2010. Do total de itens desaparecidos, 144 artigos ligados a Dilma Rousseff e já separados por seus assessores serão recolhidos por um avião da Força Aérea Brasileira.

Outras 390 peças já foram encontradas por um grupo de servidores do Planalto em caixas guardadas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. A estimativa da comitiva é de encontrar 568 objetos no local. Entre os itens desaparecidos estão três peças que compõem o acervo do Museu de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Essas peças já foram devolvidas ao museu.

Em 2016, um cofre em uma agência bancária de São Paulo foi encontrado com presentes recebidos nos oito anos de mandato do ex-presidente Lula. O cofre estava no nome da ex-primeira-dama Marisa Letícia e no de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Entre as peças que chegaram ao local em 2011 estavam moedas de ouro com símbolos do Vaticano; um camelo de ouro; uma adaga dourada com empunhadura de marfim cravejada de rubis; entre outros objetos”.

Em resumo:

Não estou afirmando que Lula da Silva e D. Dilma Rousseff afanaram bens da União, mas uma coisa é certa: o procedimento de ambos é o mesmo atribuído a Jair Bolsonaro pela esquerda diurética.

Pergunta:

Nesses supostos casos de desvio de bens da União, qual a diferença de caráter entre Lula da Silva e Bolsonaro?

araujo-costa@uol.com.br

Curaçá, memória e esquecimento

O Acervo Curaçaense, iniciativa louvável e meritória, vem procurando reunir e preservar, com eficiência, traços memoráveis da história de Curaçá.

De quando em vez circunstâncias me fazem bedelhar, intrometer-me onde não sou chamado. Assim, aqui o faço.

O Acervo Curaçaense sinalizou, a título de alerta, que um insigne vereador de Curaçá ventilou a hipótese de mudança do nome do Estádio Durval Santos Torres para Estádio Edson Arantes do Nascimento.

Diz o Acervo Curaçaense: “Para o conhecimento de todos, houve uma conversa de bastidor em que um dos nossos nobres edis cogitou apresentar um projeto para mudar o nome do estádio para Edson Arantes do Nascimento, o rei Pelé, talvez ainda comovido pelo seu recente falecimento”.

Tenho dificuldade de entender o descalabro da ideia. E tenho dificuldade de acreditar que um vereador de nosso altaneiro Curaçá se encaminhe por tamanho desatino.

Em minha humilde e insignificante opinião – que ninguém pediu, mas me atrevo a expressar – devo ponderar que a história de Curaçá merece mais estima, quiçá maior traquejo e atenção.

Peço vênia em razão de minha monumental ignorância e confesso que não tenho conhecimento de nenhuma contribuição de Pelé à história de Curaçá.

Todavia, tenho razões de sobra para bradar – e Curaçá é pródigo em exemplos – que Durval Santos Torres foi esteio, sustentáculo, pedestal de honradez e parte indestrutível da história do município.

A gratidão de Curaçá a Durval Torres cinge-se à grandeza de suas ideias.

Arranhar a história de Curaçá com iniciativas dessa natureza pressupõe descaso injustificável. É uma afronta à memória do lugar e, sobretudo, menosprezo à luta de nossos antepassados e uma forma de privilegiar o esquecimento.

Iniciativa neste sentido deve ser rechaçada de plano.

Há outras formas de luta em benefício do engrandecimento de Curaçá.

araujo-costa@uol.com.br