O sorriso da riqueza e a doce rapadura das mulheres dos ministros

O ministro do Combate à Fome e a esposa conselheira do TCE do Piauí/Reprodução UOL

Cinco ministros de Lula da Silva acabaram imediatamente com a pobreza. Em suas casas.

Esses ministros empregaram suas respectivas esposas em cargos vitalícios com salários de aproximadamente R$ 40 mil por mês, mais mordomias, penduricalhos e um pouco de cara de pau .   

Rui Costa (Casa Civil): empregou a mulher na função de conselheira do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia.

Waldez Góes (Desenvolvimento Regional): empregou a mulher na função de conselheira do Tribunal de Contas do Amapá.

Wellington Dias (Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome): empregou a mulher na função de conselheira do Tribunal de Contas do Piauí.

Renan Filho (Transportes) empregou a mulher na função de conselheira  no Tribunal de Contas de Alagoas.

Camilo Santana (Educação): empregou a mulher na função de conselheira do Tribunal de Contas do Ceará (a Assembleia Legislativa do Ceará estava apreciando a indicação em 12/12/2024).

Suas Excelências e insignes conselheiras ficarão no cargo vitaliciamente, até aposentar ou morrer, apadrinhadas por seus poderosos maridos e sustentadas por estratosféricos salários e mordomias.

A rapadura é doce, mas os impostos que os brasileiros pagam para sustentar Suas Excelências são amargos.

Mas o que isto importa quando se trata da elite?

A coincidência:

Essas senhoras são de estados do Nordeste – uma é da região Norte – que foram governados por seus maridos. Esses estados concentram altos índices de pobreza e miserabilidade.

A piada:

“A Constituição exige que os indicados atendam a determinados requisitos, a exemplo de reputação ilibada, notório saber contábil e jurídico e possuir atuação profissional que comprove a capacidade técnica para o cargo”, como lembra a Carta Capital de 11/12/2024.

Tirante a reputação ilibada, que certamente todas têm, onde estão o saber contábil e jurídico e a capacidade técnica de Suas Excelências?

A crueldade:

O ministro Wellington Dias (Combate à Fome), que empregou sua esposa com salário beirando as nuvens, é o mesmo ministro que está cortando benefícios de necessitados, inclusive de doentes e desamparados.

Um exemplo, que por si só basta: conheço uma senhora solteira e desempregada, mãe de um filho com transtorno do espectro autista, que ainda cuida da mãe de 86 anos, doente e alquebrada.

Esta senhora foi informada recentemente que o ministério do senhor Wellington Dias cortou o benefício do seu filho autista e o deixou desamparado, com dificuldade até de adquirir o básico, compra de alimentos e remédios, por exemplo.   

Orientada a marcar perícia médica no INSS para reavaliar as condições do filho e tentar restabelecer o benefício, foi informada pelo órgão que não há condições de agendamento de perícia, por enquanto.

Rejane Ribeiro Sousa Dias, esposa do ministro de Combate à Fome e conselheira do Tribunal de Contas do Piauí tomou posse como conselheira em janeiro de 2023.  Já recebeu dos cofres públicos, além dos salários, penduricalhos e venda de folgas no total de R$ 210 mil (UOL, 13/12/2024).  

Este é o governo do PT que está acabando com a pobreza.

araujo-costa@uol.com.br

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