De acordo com farto noticiário na imprensa, um cidadão com histórico de condenação penal foi nomeado para ocupar cargo de Diretor na Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado da Bahia (SEAP) com salário de R$ 11 mil.
A Associação dos Agentes Socioeducadores e Monitores Penitenciários do Estado da Bahia classificou a nomeação como “um desrespeito inaceitável aos servidores da segurança pública” (Bahia Informa, 04/06/2025)
O caso parece superado porque, tendo em vista a repercussão negativa, o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que anda muito preocupado com o chapéu de ACM Neto, anunciou que demitiu o servidor.
No Diário Oficial de 05/06/2025 consta que “a nomeação foi tornada sem efeito” (O Globo, Rio de Janeiro, 05/06/2025).
Aqui não se discute o mérito do nomeado, sua situação jurídica e tampouco se há impedimento técnico e legal para assumir o cargo de Diretor de uma secretaria de Estado.
A questão aqui é outra, bem simples:
O governador da Bahia e sua assessoria não analisam a indicação e o histórico dos servidores antes de nomeá-los?
araujo-costa@uol.com.br