“O homem nobilitar-se-á perante todos, se a ética presidir a sua atuação.” (Hélio Rosa Baldy, 1922-1997, professor da Faculdade de Direito de Sorocaba-SP)
Neste corrente mês de dezembro, a Câmara de Vereadores de Curaçá entregou à população do município uma moderna estrutura do prédio do Poder Legislativo.
Sob a batuta do presidente Rogério Bahia, as instalações foram adequadas às exigências do tempo, como melhores condições para o exercício dos trabalhos legislativos, inclusive no que concerne à estrutura de apoio administrativo.
Ressalto a criação da Sala de Imprensa Herval Francisco Félix, justíssima homenagem ao professor, poeta e escritor curaçaense, honra e glória de Curaçá, com raízes no simpático distrito de Poço de Fora.

A memória de Herval Francisco Félix por si só se ergue, a um só tempo, em monumento à sabedoria, cordialidade, ética e decência.
Providencial e louvável iniciativa do presidente do Legislativo Municipal que, além de proporcionar ambiente compatível com a importância de Curaçá no cenário regional, não se olvidou de contemplar a história do município, robustecendo-a sobremaneira e fazendo-a evidente a todos os munícipes.
A Sala de Imprensa abriga vistoso Painel com nomes que fizeram – ou fazem – parte da história de Curaçá, independentemente do contexto político, profissional, social e temporal de cada um deles.
Creiam-me. Sou curioso com vistas à importância histórica de Curaçá, inobstante não a conhecer a fundo. Tenho tentado entendê-la para auscultar o dizer de nossas raízes, os valores e pilares que nos sustentam.
Confesso inebriado com a Sala de Imprensa em si e seu Painel. Embora apoucado, constato que lá estou entre aqueles nomes e, portanto, em boníssima companhia.
Não me acho no mesmo patamar dos merecedores de tão significativa importância e referência, mas afasto a modéstia para dizer-me envaidecido e, sobretudo, grato.
Ímpar a generosidade dos idealizadores e organizadores do Painel. Dentre esses, certamente contribuiu o Acervo Curaçaense, instituição de relevo para o município, fundada e capitaneada por abnegados defensores de nossa memória.
Enquanto a memória de Curaçá vai sendo restituída com veemente empenho, a Sala de Imprensa da Câmara Municipal pode ser entendida à luz de um olhar que o município lança sobre a importância, grandeza e essencialidade da imprensa e do jornalismo.
Aliás, a imprensa de Curaçá sempre se pautou pela seriedade, como se vê no recomendável livro História da Imprensa de Curaçá, de autoria do jornalista Maurízio Bim.
O jornalismo nos dias de agora está desfigurado, por conta da proliferação, em suas entranhas, de vendáveis e contumazes adoradores de poderosos.
Arremedos de jornalistas agarram-se à ideologia política, elevando-a acima do dever de bem informar. Deturpam acintosamente a profissão em nome de interesses geralmente escusos e espezinham o direito à informação ínsito ao viver democrático.
O jornalismo de Curaçá de ontem e de hoje não se curva a isto. Ao contrário, agiganta-se.
Carrego a honra de ter sido amigo e colega de trabalho de Herval na Prefeitura de Curaçá. Não lhe faltavam lhaneza e simplicidade e, sobretudo, estrutura moral irrepreensível.
Herval Francisco Félix era essencialmente ético.
Post scriptum
O Acervo Curaçaense (Associação Curaçaense para Estudo, Resgate e Valorização do Patrimônio Ambiental, Artístico, Cultural e Histórico) se formalizou como instituição em 2022, embora a ideia tenha nascido muito antes, em 2010.
A associação vem se destacando como baluarte na defesa desses valores de Curaçá e, como tal, tem sido ativamente presente. É de sua iniciativa o Dicionário Histórico e Biográfico Zé Omara, lançado em homenagem ao ilustre curaçaense José Omara Lopes da Silva.

Equipe que está à frente do Acervo Curaçaense: Luciano Lugori, Elieusina Rodrigues de Almeida, Sivaldo Manoel da Silva, Elias Fonseca Martins, Deize Eustália Nunes de Carvalho, Ronie Von Barros da Cunha Júnior, Jacqueline Lopes de Araújo e, na condição de conselheira, Dione Félix .
araujo-costa@uol.com.br
Parabéns! Entendi que a homenagem está a cumprir um dever cívico. Muitos homens públicos morreram no anonimato por culpa da inveja ou desleixamento de outros.
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