Biografia de um gigante da cultura de Curaçá.

Capa do livro Otávio Neves de Santana/Arquivo Salvador Lopes Gonsalves

Registro o convite para o lançamento do livro Otávio Neves de Santana – entre o cavalo, a fé e a palavra, de autoria do ínclito curaçaense Salvador Lopes Gonsalves.

O lançamento dar-se-á em 02 de julho, as 18 horas, na Fazenda Saudade.

Dá até saudade de ter saudade. A Fazenda Saudade faz parte, já há algum tempo, merecidamente, do roteiro cultural de Curaçá, em razão de suas raízes fincadas na História do município.  

O lançamento do livro acontecerá em simultaneidade com as comemorações da 73ª Festa dos Vaqueiros de Curaçá. 

Embora apoucado, por me faltar condições minimamente suficientes para comentar sobre o evento, atrevo-me a tecer breves e pobres considerações, estribado na pretensa amizade que mantenho com o autor do livro, que o admiro há décadas.

Sobre Salvador Lopes Gonsalves, advogado e político de renome, já escrevi alhures e muito, exaustivamente. Seria repetitivo enumerar suas qualidades, seus feitos, sua estrutura intelectual, sua admirável inteligência.

Entrementes, dentre muitas e exitosas façanhas e empreitadas de Salvador, agora vem este livro que cuida de nossa cultura curaçaense, sobretudo ao tratar da história de um homem que, precipuamente, dedicou sua existência ao viver rude da caatinga e do sertão: Otávio Neves de Santana.

Na condição de filho de Patamuté, sinto-me envaidecido pelo convite sustentado na história do biografado Otávio Neves de Santana, retrato indelével de nossa cultura e de nosso viver sertanejo.

O Nordeste é assim, para quem não sabe e não conhece: essencialmente rico, admiravelmente culto, impressionantemente querido.

Os versos, lutas e caminhos de um homem do sertão de Curaçá tão brilhantemente concatenados por Salvador Lopes Gonsalves traduzem a essência do sertão, de nosso sertão, das caatingas de Patamuté e Curaçá.

Dispus-me a gravar um vídeo sobre o evento, mas minha assessoria me desaconselhou sob o pretexto de que sou muito feio para aparecer em evento tão brilhante. São histórias de minha insignificância.  

Por fim, uma lição de humildade do biografado:  O perdão é a limpeza da alma.

Agradeço o convite e a deferência do conspícuo Salvador Lopes Gonsalves. O livro certamente fará parte das bibliotecas e escolas de Curaçá e região.

araujo-costa@uol.com.br

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