
Chorrochó alcança 72 anos de emancipação política neste 12 de setembro.
Por óbvio, em todo caminhar há tropeços. Dorotheu Pacheco de Menezes, principal baluarte na luta pela emancipação, fez parte desses tropeços.
Em sendo assim, a história de Chorrochó registra avanços tímidos nessas sete décadas, em razão de sucessivas gestões titubeantes que ofuscaram prioridades, até por ausência de visão de futuro e, talvez, tendo em vista as precariedades das rendas do município.
O aniversário do município comporta outro registro, desta vez relativamente ao Legislativo.
A Câmara Municipal de Chorrochó mudou, vem mudando paulatinamente para melhor. Trata-se de uma constatação.
Há alguns anos, a Câmara Municipal amargava histórico de apatia e ociosidade quanto à construção do futuro do município. Era sofrível a atuação dos vereadores.
Considerados alguns interregnos louváveis, a Câmara de Chorrochó mais se posicionou como simples anuente de decisões e de atos do Poder Executivo Municipal e isto dificultou, em anos, o desenvolvimento do município.
Faltou inquietude aos edis, vigilância, dinamismo e olhar atento às necessidades da população. Quiçá, sobrou comodismo, subserviência, tenaz necessidade de vislumbrar o futuro.
Agora – e já há algum tempo, felizmente – a Edilidade parece ter avançado em direção aos interesses mais prementes da sociedade. E aqui cito a dinâmica e o pontapé inicial da presidência de Pascoal Almeida Lima Tercius (Tércio de Fafá), sem, contudo, ofuscar o mérito das demais, todas merecedoras de respeito e reconhecimento.
É razoável presumir que a direção da Câmara Municipal, hoje, está em boas mãos.
De qualquer modo, como já escrevi muito sobre o município de Chorrochó – e até tenho sido repetitivo – hoje me quedo mais aos seus encantos de aniversariante, até para contribuir com aqueles leitores que não costumam apreciar meus textos.
O escritor e jornalista francês Georges Bernanos (1888-1948) escreveu que “a única diferença entre um otimista e um pessimista é que o primeiro é um imbecil feliz e o segundo é um imbecil triste”.
Insisto em ser otimista e, neste particular, um imbecil feliz: Acredito que Chorrochó vai melhorar, precisa melhorar. Há sinais de avanço, agora com a dinâmica administração do prefeito Dilan Oliveira (PCdoB) que – parece – está assumindo uma segura trincheira em defesa do município.
O aniversário do município é propício para citar nomes que, dentre muitos, contribuíram ou contribuem para que Chorrochó permaneça célere na construção de seu futuro.
Francisco Pacheco de Menezes, Eloy Pacheco de Menezes, Aureliano da Costa Andrade, Dorotheu Pacheco de Menezes, José Calazans Bezerra (Josiel), Antonio Pires de Menezes (Dodô), Pascoal de Almeida Lima, Sebastião Pereira da Silva (Baião), José Juvenal de Araújo, João Bosco Francisco do Nascimento, Paulo de Tarço Barbosa da Silva (Paulo de Baião), Rita de Cássia Campos Souza, Humberto Gomes Ramos e, agora, Dilan Oliveira.
O aniversário do município requer, ainda, outra observação. A Bandeira de Chorrochó foi apresentada ao público pela primeira vez no desfile cívico de 12/09/1984.
A Bandeira de Chorrochó foi idealizada por uma equipe respeitável constituída de Dr. Francisco Afonso de Menezes, Maria do Socorro Menezes Ribeiro, Maria Therezinha de Menezes, José Juvenal de Araújo, Maria Creuza Miranda dos Santos Araújo e Marina Maria de Araújo Menezes.
Salvo engano, a Câmara Municipal de Chorrochó ainda não se dignou a votar e aprovar a Bandeira e o Hino do município. E se o fez, deve haver algum equívoco ou cochilo do setor de Cultura do Município.
Explico: Há imagens da Bandeira que estão circulando, inclusive em eventos tradicionais do município, completamente divergente do formato oficial. Pergunto: por que?
Com a palavra a Secretaria de Cultura de Chorrochó.
Neste 12 de setembro, resta-nos desejar êxito às autoridades de Chorrochó, mormente o prefeito Dilan Oliveira, o presidente da Câmara Municipal e o Juiz de Direito titular da comarca.
Muita disposição para o trabalho e soerguimento moral para sustentarem a defesa e respeitar os pilares da sociedade chorrochoense, independentemente de corrente ideológica, viés político e coloração partidária.
araujo-costa@uol.com.br