Chorrochó e o desfolhar de uma geração

Antonio Valter de Menezes (1939-2026). Reprodução perfil facebook

Integrante de uma geração respeitosa e culturalmente rica, Antonio Valter de Menezes faleceu ao apagar das luzes deste mês de maio de 2026.

Estava a caminho dos 87 anos – nasceu em 30 de dezembro de 1939 –  e se despede de um tempo avesso às tradições e encantamento de sua geração que cresceu e viveu sustentada nos valores familiares e no respeito a uma sociedade historicamente sadia.

Vavá de Deca, com era carinhosamente conhecido, era filho de D. Alventina Soares de Menezes e de José Pacheco de Menezes (Deca).

Além de Antonio Valter, o casal teve José Aventino de Menezes, Francisco Pacheco de Menezes Neto, Maria Salésia de Menezes Rodrigues, João Pacheco de Menezes e Elza Maria de Menezes.

Antonio Valter foi casado com a professora Maria Daparecida Mazarelo de Menezes com quem teve os filhos Fernando José de Menezes, Ana Paula de Menezes e Ana Patrícia de Menezes.

A professora Mazarelo era filha de Maria Alventina de Menezes (Iaiá) e Joviniano Cordeiro de Menezes.

Graduado em Agronomia, salvo engano de minha esburacada memória, discreto e educado, Antonio Valter exerceu a profissão com desvelo e seriedade no Estado da Bahia.

Depois de aposentado, fixou residência em Aracaju sem, entretanto, afastar-se de Chorrochó, que lhe deu esteio e robustez de valores suficientemente capazes para transmitir à família que sabiamente soube prepará-la para os caminhos da vida.

Assim como as folhas, as gerações também se vão desfolhando com o passar do tempo.

Pêsames à família de Antonio Valter de Menezes.

araujo-costa@uol.com.br  

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