
Em 15/09/2026, ministros do Supremo Tribunal Federal protagonizaram um triste e vergonhoso espetáculo de falta de civilidade e jogaram a credibilidade do Tribunal, que já é pouca, no despenhadeiro da indecência e da imoralidade.
A nobreza e a liturgia do Poder Judiciário de nossa combalida República, infestada de mentecaptos, foram gritantemente arranhadas por ministros do Supremo Tribunal Federal, de onde deveria vir o exemplo de sabedoria, lhaneza e decência.
Ministros se engalfinharam verbalmente, de modo que estarreceram a todos nós, simples mortais acostumados com ambientes mais civilizados.
O lamaçal se espalhou pelo Supremo Tribunal Federal e a Corte a cada dia se distancia mais da sociedade, que espera ministros probos, decentes e respeitadores da liturgia do cargo de magistrado. E, sobretudo, de caráter irrepreensível.
Os ministros não chegaram a nenhuma conclusão quanto ao objetivo para o qual a sessão foi convocada.
O ego, a vaidade e a falta de compostura subiram às nuvens, apequenaram os ministros e enxovalharam as já rotas togas de Suas Excelências.
Relativamente ao desfecho, qualquer primeiranista de Direito já sabia que haveria um pedido de vista para adiar a decisão e anuviar a discussão quanto a prática de corrupção no tribunal. A decisão final quando houver, se houver, talvez seja nada.
Ingênuos somos nós que acreditamos que no Brasil todos são iguais perante a lei.
No Brasil, a lei não é igual para todos. Nunca foi.
A lei pune os fracos e oprimidos e beneficia os poderosos e intocáveis.
Que Deus tenha piedade do Brasil e dos brasileiros.
araujo-costa@uol.com.br